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Arena Pantanal conta com 130 espaços exclusivos para cadeirantes

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A Arena Pantanal é hoje um dos principais palcos do futebol brasileiro. Já sediou importantes competições nacionais e internacionais, a exemplo da Copa do Mundo, Copa América, Brasileirão, Copa do Brasil e Supercopa do Brasil, além de campeonatos regionais.   

Para que todas essas competições, nacionais ou internacionais, pudessem ser realizadas no estádio mato-grossense, talvez o mais importante pré-requisito seja a acessibilidade do público.

Assim, a Arena Pantanal conta com 130 locais exclusivos para portadores de cadeira de rodas, com assentos especiais para seus acompanhantes. Os lugares de acessibilidade estão no piso inferior, no mesmo nível da rua, com acesso muito facilitado, sem a necessidade sequer de uma rampa, e em todos os setores da Arena Pantanal (Norte, Sul, Leste e Oeste).

“A Arena Pantanal é um estádio de nível internacional, totalmente aprovado e sem problemas de acessibilidade, absolutamente. Vale destacar que os locais para cadeirantes estão localizados na área nobre do estádio, com vista muito privilegiada. Além disso, existe uma lei que garante ao cadeirante, e seu acompanhante, entrada gratuita para esse espaço. Trabalhamos para que nosso público tenha sempre a melhor experiência e todo o lazer que o esporte é capaz de proporcionar”, destaca Jefferson Neves, secretário de Cultura, Esporte e Lazer.

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Além de espaços exclusivos para cadeirantes, o estádio conta ainda com 157 assentos para obesos e outros 157 assentos para portadores de mobilidade reduzida. Além dos espaços reservados a pessoas com deficiência, a Arena Pantanal está equipada com rampas de acesso, banheiros adaptados e 12 elevadores funcionais.

Recentemente, Carlos Alves, coordenador da Confederação Brasileira de Futebol, esteve em Cuiabá para conferir as adequações da Arena Pantanal para o Campeonato Brasileiro. A Arena renovada acabou por chamar a atenção da CBF, fazendo com que o estádio mato-grossense fosse selecionado para sediar a Copa América.  

Em 2021, sete anos depois de sua estreia na Copa do Mundo de 2014, o complexo esportivo entrou definitivamente para o hall dos principais estádios do Brasil. Para tanto a Arena Pantanal passou por intensas modificações, credenciando assim o estádio para competições nacionais e internacionais. 

Fonte: GOV MT

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Remédio sem hormônio para a menopausa abre alternativa para quem ficou anos sem tratamento

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“A onda de calor não é um desconforto qualquer. É a mulher acordando encharcada de suor no meio da noite, é o rosto pegando fogo numa reunião cheia de gente. E eu tenho paciente convivendo com isso há anos, sem ter para onde correr”, diz a ginecologista Dra. Fabiana Bersch. Para parte dessas mulheres, a ciência trouxe uma saída. A Anvisa aprovou nesta segunda-feira, 22 de junho, o fezolinetanto, primeiro medicamento sem hormônio autorizado no Brasil para tratar as ondas de calor e o suor noturno de intensidade moderada a intensa associados à menopausa.

Os calores e suores noturnos são o sintoma mais conhecido do climatério e atingem até 80% das mulheres entre 40 e 65 anos. Não são raros nem passageiros: duram, em média, sete anos, e em alguns casos chegam a dez. Mesmo assim, boa parte das pacientes nunca recebeu um tratamento à altura.

O novo remédio será vendido pela Astellas Farma com o nome Veoza, em comprimido de uso diário. A aprovação se baseou em estudos clínicos que reuniram mais de 3 mil mulheres na Europa, nos Estados Unidos e no Canadá. Diferente da reposição hormonal, o fezolinetanto age direto no cérebro. Na menopausa, a queda do estrogênio faz uma substância chamada neurocinina B agir de forma exagerada no hipotálamo, a região que controla a temperatura do corpo. É esse descontrole que dispara os calorões. O medicamento bloqueia essa substância e acalma o termostato interno.

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Para a Dra. Fabiana, quem mais ganha com a novidade são as mulheres que até agora não tinham uma alternativa segura. Ela cita dois grupos. “O primeiro são as mulheres que tiveram câncer de mama. Muitas não podem usar hormônio de jeito nenhum, e conviviam com os calores sem nenhuma alternativa aprovada. Para elas, isso muda o jogo”, afirma.

O segundo grupo é menos comentado, mas igualmente grande.“São as mulheres que perderam a janela de oportunidade da reposição. Quando a terapia hormonal não começa nos primeiros anos da menopausa, iniciar muito depois pode trazer mais risco do que benefício. Essas pacientes ficavam órfãs de tratamento. Agora elas têm uma saída”, explica.

A médica comemora o avanço, mas faz questão de colocar a novidade no lugar certo. O fezolinetanto trata o calor e o suor. Ele não age sobre os outros efeitos da queda do estrogênio. “Preciso ser honesta com as minhas pacientes. O remédio cuida das ondas de calor e do suor noturno, e faz isso bem. Mas ele não trata a perda de massa óssea, a secura vaginal, o sono, o humor nem a saúde do coração. A menopausa é muito maior do que um sintoma só”, diz.

É aí que entra o trabalho que ela defende, de olhar para a mulher por inteiro e não só para a queixa do momento. “O remédio é uma ferramenta nova e importante, não um atalho. A mulher continua precisando de uma avaliação completa, porque tratar um sintoma isolado não é a mesma coisa que cuidar da mulher inteira”, reforça.

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A ginecologista também pede cautela com a expectativa. O medicamento que ainda não chegou às farmácias, exige acompanhamento, incluindo exames para monitorar o fígado. “Já vejo gente animada querendo o remédio. Ele ainda não está disponível e não é para sair tomando por conta própria. A indicação precisa ser individual, com avaliação e acompanhamento”, orienta.

Quando não tratados, os calores e suores noturnos vão muito além do incômodo. Tiram o sono, afetam a memória, o humor e a produtividade. Cuidar bem dessa fase, lembra a médica, é cuidar do futuro da mulher. “A menopausa é o fim da vida reprodutiva, não da vida produtiva. Quanto mais opção de tratamento a mulher tiver, e quanto melhor o acompanhamento, melhor ela vive os anos que vêm pela frente”, conclui.

Sobre a Dra. Fabiana Bersch

Dra. Fabiana Bersch é ginecologista com mais de 25 anos de experiência, com foco em saúde integrativa da mulher. Tem pós-graduação em Medicina Integrativa e concluiu, em 2026, o programa de atualização em saúde da mulher e menopausa (WHAM) da Harvard Medical School. Atende presencialmente em Primavera do Leste (MT) e on-line para todo o Brasil.

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