MATO GROSSO
Auditores recebem prêmio nacional pelo programa Integridade MT
MATO GROSSO
O Programa de Integridade Pública de Mato Grosso, desenvolvido pela Controladoria Geral do Estado (CGE-MT), foi premiado nesta segunda-feira (25.03) em São Paulo, durante a final do “4º Prêmio Não Aceito Corrução”, a maior premiação nacional de combate à corrupção do país.
Os auditores Christian Pizzato, Rodrigo Amorim, Diego Costa, André Silva, Priscila Alves e Deuzi Cunha, que desenvolveram a modelagem de consultoria para elaboração de planos de integridade dos órgãos e entidades do Executivo, ficaram com a categoria bronze e terão o trabalho publicado em um livro eletrônico do Instituto Não Aceito Corrupção (INAC), para que possa ser replicado por empresas e entidades públicas de todo o país.
Eles chegaram à reta final da disputa entre os cinco melhores trabalhos da categoria “Experiência Profissional”, destinada a profissionais com ideias inovadoras na prevenção e combate à corrupção.
“Ser premiado em um evento que cultua a ética e a integridade demonstra que estamos no caminho certo com este programa de governo. As boas práticas de Mato Grosso servirão de modelo para outras instituições públicas e privadas”, destacou o secretário controlador-geral, Paulo Farias.
No total foram 238 projetos inscritos em seis categorias. As outras cinco são “Acadêmica”, “Tecnologia e Inovação”, “Governança Corporativa”, “Jornalismo Investigativo” e “Comunicação Local”. A iniciativa do Instituto Não Aceito Corrupção (INAC) é considerada a maior premiação brasileira sobre o tema.
O auditor Rodrigo Amorim explicou que foram usadas diversas técnicas no desenvolvimento do modelo de consultoria proposto e que esse reconhecimento impulsiona a busca constante por melhoria no trabalho. “Ter nossa experiência profissional reconhecida entre as melhores do país nos impulsiona a continuar buscando a excelência como auditor interno”, afirmou.
Já a auditora Deuzi Cunha ressaltou que esse reconhecimento mostra a importância do trabalho em equipe. “Esse prêmio nos deu a certeza de que estamos no caminho certo ao auxiliar os órgãos e entidades do Poder Executivo na elaboração dos planos de integridade”, comemorou.
“Ver o nosso trabalho dentre tantos projetos incríveis durante a premiação nos alegra bastante, especialmente pelo fato de formarmos uma grande rede de profissionais que atua na construção da cultura de integridade no Brasil”, disse a auditora Priscila Alves.
Programa Integridade
O Programa Integridade MT congrega uma série de medidas institucionais que visam a prevenção, detecção, responsabilização e remediação de práticas de corrupção, fraudes, irregularidades e desvios éticos e de conduta. O principal foco é fazer com que a administração pública estadual não se desvie do objetivo de entregar políticas públicas de forma adequada, imparcial e eficiente.
A CGE criou uma abordagem pré-definida de atuação, que pode ser adaptada ao contexto organizacional da instituição que está desenvolvendo o programa. A iniciativa fomenta uma atuação mais efetiva da Controladoria em agregar valor e ter uma posição propositiva em questões relativas à governança, riscos e controles. O trabalho dos auditores consiste em prestar consultoria na realização desse trabalho de identificar, analisar e propor tratamento adequado aos riscos de integridade da instituição.
No total já são 21 órgãos e entidades do Executivo que aderiram ao programa e que já estão desenvolvendo o plano de integridade com o auxílio da Controladoria Geral do Estado.
Prêmio
O Instituto Não Aceito Corrupção (INAC) – associação civil, sem fins lucrativos e apartidária – promove o Prêmio Não Aceito Corrupção, que busca estimular a pesquisa acadêmica, o jornalismo e a ação de gestores públicos e privados, profissionais de diversas áreas e empreendedores para conectar propósitos, ideias e consciência relacionados às práticas de corrupção e seu combate no país.
Nesta 4ª edição, o Prêmio ampliou seu alcance, com duas menções honrosas: uma no esporte e outra internacional, entre países lusófonos, com mais duas categorias, além das quatro da edição passada, e um grande prêmio, escolhido dentre os seis vencedores das categorias.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Queda de 27,5% no preço do suíno vivo em 2026 acende alerta para crise no setor em Mato Grosso
A suinocultura de Mato Grosso enfrenta um momento de forte pressão econômica em 2026. Levantamento realizado pela Bolsa de Suínos da Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat), indica uma queda expressiva no preço pago ao produtor, sem que essa redução seja percebida pelo consumidor final nos supermercados e açougues.
De acordo com a Acrismat, em janeiro deste ano o quilo do suíno vivo era comercializado a R$ 8,00. Nesta semana, o valor caiu para R$ 5,80 — uma redução de 27,5%. Trata-se do menor patamar registrado desde 25 de abril de 2024, quando o preço estava em R$ 5,60 por quilo.
Apesar da queda significativa tanto no preço do suíno vivo quanto da carcaça, o movimento não tem sido acompanhado pelo varejo. Segundo o setor produtivo, os preços da carne suína em supermercados e açougues permanecem elevados, o que impede que o consumidor final se beneficie da redução.
Outro ponto de preocupação é o aumento dos custos de produção. Atualmente, o suinocultor mato-grossense acumula prejuízo estimado em cerca de R$ 60,00 por animal enviado para abate, o que compromete a sustentabilidade da atividade.
O presidente da Acrismat, Frederico Tannure Filho, destaca a necessidade de maior equilíbrio na cadeia produtiva e faz um apelo ao setor varejista:
“Estamos observando uma queda de aproximadamente 30% no preço do suíno vivo e também na carcaça, mas isso não está sendo repassado ao consumidor. É importante que o varejo acompanhe esse movimento, reduzindo os preços na ponta. Dessa forma, conseguimos estimular o consumo de carne suína e, ao mesmo tempo, amenizar os impactos enfrentados pelos produtores”, afirma.
A entidade reforça que a redução no preço ao consumidor pode contribuir para o aumento da demanda, ajudando a reequilibrar o mercado e minimizar os prejuízos no campo. A Acrismat também pede apoio e conscientização dos elos da cadeia para atravessar o atual momento de crise no setor.
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