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Aulas do Programa Mais MT Muxirum iniciam em 108 municípios do Estado

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As aulas do Programa Mais MT Muxirum começaram nesta segunda-feira (11.04) em 108 municípios do Estado. Cerca de 9,3 mil alunos com idade acima de 15 anos, que nunca foram alfabetizados, estão tendo a oportunidade de aprender a ler e escrever.

O programa é realizado pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT), e conta com a parceria dos municípios em regime de colaboração, e tem por objetivo erradicar o analfabetismo no Estado até 2025.

Dona Raimunda Martins de Queiros, de 82 anos, fez parte do programa no ano passado e agora sente a transformação no seu cotidiano. “Agora leio gibi, jornal, placas de rua, o que me dá mais segurança. Estou feliz porque vou poder até ler e cantar na igreja, uma coisa que me deixava com vergonha”, ressaltou.

A coordenadora do programa em Arenápolis, Rose Leal Cardoso, conta que os idosos muitas vezes são mais dedicados do que os jovens. “Eles sabem a importância de saber ler, apresentam muita força de vontade, mesmo com as dificuldades, para aprender mais. Com a pandemia, também foi importante para que tivessem interação, pois estavam se sentindo muito isolados. É bem gratificante ver a conquista deles”, destacou a coordenadora.

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No ano passado, o programa atendeu 58 municípios, agora saltou para o atendimento de 108 cidades, mas a meta é chegar aos 141 municípios do Estado. Até o momento, já estão matriculados 9.300 pessoas, mas ainda há vagas, pois os educadores realizam uma busca ativa do público e o ingresso pode ocorrer, mesmo com o início das aulas.

O Mais MT Muxirum é realizado dentro de 6 meses, utilizando o método Construtivista, que usa as referências do cotidiano do aluno para facilitar a integração e o aprendizado. O Muxirum vem trabalhando para que o aluno consiga ler, escrever e realizar as 4 operações matemáticas e, ao final, eles passam por uma avaliação.

Aqueles que estão aptos, recebem certificados e se desejarem continuar os estudos, estão instrumentalizados para integrar o sistema da Educação de Jovens e Adultos (EJA).

O Mais MT Muxirum tem atendimento flexibilizado quanto ao local, pode ocorrer em centros comunitários, igrejas, escolas, e com turma reduzida, de 10 a 14 estudantes no máximo. O Governo executa o apoio técnico e pedagógico, realizando a formação de profissionais, avaliações externas, premiação de escolas e acompanhamento das ações.

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Fonte: GOV MT

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Planejamento da granja e vazio sanitário são fundamentais para fortalecer a sanidade na suinocultura, destaca especialista da Embrapa 

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O planejamento adequado das instalações, a produção em lotes e a adoção do vazio sanitário foram os principais temas abordados pelo analista da Embrapa Suínos e Aves, Armando Lopes do Amaral, durante palestra no 5º Simpósio da Suinocultura de Mato Grosso, evento realizado pela Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat). O especialista destacou que a organização da granja é um dos pilares para manter elevados padrões de sanidade e garantir melhores índices produtivos.

Segundo Amaral, uma granja bem planejada permite fortalecer a biosseguridade, conjunto de medidas voltadas para impedir a entrada de agentes infecciosos e reduzir a circulação de doenças dentro da propriedade.

“A instalação é a base de um bom programa sanitário. O ideal é que a granja seja cercada, bem isolada, com controle rigoroso da entrada de pessoas e que as diferentes fases de produção sejam organizadas em salas específicas. Além disso, é importante manter animais da mesma idade juntos, evitando que animais mais velhos transmitam doenças aos mais jovens”, explicou.

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O pesquisador ressaltou que o Brasil já possui um elevado padrão sanitário na produção de suínos, reconhecido internacionalmente, mas alertou que esse resultado exige vigilância constante.

“Chegar a um bom nível sanitário é importante, mas mantê-lo e buscar melhorias contínuas é ainda mais desafiador. Animais saudáveis apresentam melhor desempenho, maior ganho de peso e melhores resultados econômicos para o produtor”, afirmou.

Embora reconheça que muitas granjas mais antigas enfrentam limitações estruturais e altos custos para adequações completas, Amaral destacou que é possível adotar medidas de manejo capazes de reduzir significativamente os riscos sanitários.

Entre elas está a produção em lotes, organizando grupos de matrizes e leitões para que permaneçam juntos durante cada fase produtiva, respeitando o sistema “todos dentro, todos fora”. Essa estratégia facilita a realização do vazio sanitário entre os lotes, permitindo a limpeza, desinfecção e quebra do ciclo de transmissão de agentes causadores de doenças.

“Nem sempre é possível construir novas instalações imediatamente. Mas, mesmo em estruturas existentes, o produtor pode organizar os animais em lotes, manter grupos da mesma idade nas mesmas salas e realizar o vazio sanitário sempre que possível. São medidas que contribuem muito para preservar a sanidade do rebanho”, concluiu o especialista.

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Para o presidente da Acrismat, Frederico Tannure Filho, levar especialistas da Embrapa ao simpósio reforça o compromisso da entidade com a difusão de conhecimento técnico que contribua para o fortalecimento da suinocultura mato-grossense.

“A sanidade é um dos maiores patrimônios da suinocultura brasileira e precisa ser preservada diariamente dentro das granjas. Trazer esse debate para o Simpósio permite que nossos produtores tenham acesso às melhores práticas e entendam que, muitas vezes, melhorias no manejo, no planejamento da produção em lotes e no cumprimento do vazio sanitário geram ganhos expressivos em produtividade e competitividade. A Acrismat trabalha justamente para aproximar o produtor dessas informações e fortalecer cada vez mais a cadeia produtiva em Mato Grosso”, afirmou Frederico Tannure Filho.

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