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Aumento nos aplicativos de transporte chega a Cuiabá; entenda

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O aumento no preço dos aplicativos de transporte já atinge diversas pessoas que usam esse meio para afazeres diários, como trabalhar ou ir ao mercado por exemplo. É o caso da consultora comercial Larissa Kyara, que nos últimos dias viu o gasto dela e do marido Bruno praticamente ‘explodirem’. Antes o casal gastava R$ 700 por mês agora passa de R$ 1 mil.

Em entrevista ao Primeira Página, a jovem disse que por não terem carro ela e o companheiro usam os aplicativos disponíveis para irem a todos os lugares. Mesmo morando na região central de Cuiabá, os valores estão bem ‘salgados’ pra eles.

“Antes mesmo de ter começado essa guerra a gente já via diferença nas tarifas. Agora subiu mais ainda. Para ir na igreja eu pagava antes R$ 11, R$ 12 e agora está em média R$ 17. Meu marido que trabalha no Jardim Cuiabá, antes era R$ 7, R$ 8 e agora dá R$ 16, R$ 17”, relata.

Larissa diz ainda que no dia-a-dia não costumam sair muito, até mesmo para a economia. A consultora de vendas relata que a principal reclamação além do preço é que as corridas estão cada vez mais difíceis para serem aceitas pelos motoristas, que muitas vezes acabam cancelando a rota.

Ela citou um exemplo recente que passou. Na sexta-feira, dia 4 de março, solicitou um dos aplicativos para ir à igreja com seu filho de dois meses, que usa bebê conforto. Depois de mais de 20 minutos de espera, sem ninguém aceitar, acabou desistindo da corrida.

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Para ela, medidas que não prejudicassem tanto os consumidores e os motoristas deviam ser colocadas em prática.

Transporte mais caro

“Mas não é só a gente que tem reclamado dessa situação, quando ando por ai os Motoristas falam que o aumento nos preços que a gente já recebe não está sendo repassado a eles diariamente”, conclui.

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Respostas das empresas

Uber

Por meio de um comunicado, a Uber informou que anunciou na sexta-feira (11) um aumento na tarifa das corridas para ajudar a diminuir os custos dos motoristas com o recente aumento do combustível.

“Serão investidos cerca de R$ 100 milhões no Brasil nas próximas semanas em iniciativas voltadas ao aumento nos ganhos e redução dos custos dos nossos parceiros, além de um reajuste temporário no preço das viagens.

O pacote faz parte de uma iniciativa global da empresa diante da instabilidade no cenário internacional causada pelo conflito no leste europeu, que tem pressionado custos de insumos em todo o mundo, particularmente os combustíveis.

Além disso, haverá um reajuste temporário de 6,5% nos preços, a ser aplicado nas viagens a partir da próxima semana. O aumento também visa ajudar os motoristas a lidar com o pico de alta em seus custos operacionais. Como sempre, os usuários poderão conferir no app as modalidades disponíveis e o preço exato antes de pedir uma viagem”.

99

Diante da crescente alta nos preços dos combustíveis e mantendo seu compromisso em cuidar de seus parceiros, a 99 passa a oferecer uma compensação financeira aos motoristas parceiros cadastrados na plataforma. O objetivo é anular o último aumento anunciado para o litro da gasolina e por isso reajustou em 5% o km rodado no ganho do motorista de todo o país, acréscimo que já está em vigor em todas as 1.600 cidades onde a empresa opera no País.

Além desse reajuste, a 99 também lança um centro de inovações dedicado totalmente a desenvolver soluções a curto, médio e longo prazo para ajudar na redução de custos dos motoristas parceiros que estão sendo impactados com a alta dos combustíveis. A nova área, chamada DriverLAB, terá um investimento de R$ 250 milhões nos próximos três anos, sendo R$100 milhões somente em 2022.

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Algumas soluções dessa nova área de inovação focada nos parceiros já estão em funcionamento, como o Kit Gás, que facilita o acesso dos motoristas parceiros a um combustível mais econômico e sustentável, e o 99Loc, uma plataforma própria para promover aluguel de veículos a custos mais baixos. Sabemos que cada km conta.

Ainda, a empresa avalia constantemente o cenário de acordo com os desdobramentos externos e reforça que, paralelamente, está  testando uma solução de subsídio para acompanhar automaticamente as flutuações dos combustíveis, tanto para cima quanto para baixo. Após os testes, o novo recurso teria o potencial de trazer ainda mais transparência e segurança aos parceiros.

Para a 99, o motorista parceiro é o combustível que permite um transporte de qualidade, eficiente e financeiramente acessível para todos, hoje e no futuro. Por isso, sai mais uma vez na frente com esse subsídio. No ano passado, a 99 foi a primeira a anunciar um reajuste entre 10% a 25% nos ganhos de seus motoristas parceiros.

Além desse reajuste, o pacote Mais Ganhos 99, com medidas como o 99Taxa Zero que oferece aos condutores 100% do valor das corridas em períodos e cidades específicas, além de mais ganhos com o recebimento por taxa de congestionamento, e taxa de deslocamento continuam vigentes. Há, inclusive, casos em que é empregada a taxa negativa, ou seja, o valor repassado ao motorista é maior que o pago pelo passageiro e esta diferença é custeada pela empresa para democratizar o acesso das pessoas. A empresa opera com 750 mil motoristas ativos em todo o Brasil e não abre números locais.

A 99 acredita que cada quilômetro rodado importa para quem dirige e investe na transparência com os parceiros com um link exclusivo com informações das tarifas e valores das corridas.

FONTE/ REPOST: PRIMEIRA PÁGINA – MATHEUS MAURICIO

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Grupo Nova Fronteira aprova plano de recuperação judicial com passivo superior a R$ 600 milhões

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Plano foi aprovado em todas as classes de credores e prevê financiamento DIP de R$ 13 milhões; credores também autorizaram novo período de proteção de 180 dias para apoiar a implementação da reestruturação

O Grupo Nova Fronteira teve seu Plano de Recuperação Judicial aprovado pelos credores em Assembleia Geral realizada nesta quarta-feira (26). A decisão representa um dos principais marcos do processo de reestruturação financeira do grupo, que reúne 112 credores e passivo superior a R$ 600 milhões.

A recuperação judicial, conduzida pela ERS Advocacia, envolveu negociações com credores de diferentes perfis, entre eles instituições financeiras públicas e privadas, cooperativas de crédito, fornecedores de insumos e equipamentos agrícolas e agentes financeiros.

O plano recebeu aprovação em todas as classes de credores. Nas classes Trabalhista e de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (ME/EPP), a adesão foi de 100%. Entre os credores com garantia real, o índice de aprovação alcançou 84,18%, enquanto na classe dos quirografários chegou a 66,62%.

Entre as medidas previstas está a contratação de um novo financiamento DIP (debtor-in-possession) de R$ 13 milhões, destinado ao reforço do capital de giro. A operação já foi aprovada pelo Banco BTG, instituição com a qual o Grupo manterá relacionamento comercial.

Embora houvesse autorização judicial para requerer nova suspensão da assembleia por até 60 dias, o avanço das negociações ao longo do próprio dia permitiu que credores e devedores prosseguissem para a votação, culminando na aprovação do plano.

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Para Victor D’Elia, advogado responsável pela condução do processo, o resultado reflete a complexidade das negociações e a busca por uma solução capaz de conciliar a preservação da atividade econômica com os interesses dos credores.

“Esta foi uma das recuperações judiciais mais complexas em curso no Estado, não apenas pela dimensão do passivo, superior a R$ 600 milhões, mas principalmente pela natureza dos créditos, pelas garantias envolvidas e pela diversidade de credores. A aprovação em todas as classes demonstra que foi possível construir uma solução equilibrada, capaz de preservar a atividade do grupo e, ao mesmo tempo, considerar os interesses dos credores”, afirma D’Elia.

Credores aprovam novo período de proteção

Além do plano de recuperação, os credores aprovaram, por 73,01% dos créditos presentes e votantes, a concessão de um novo período de proteção de 180 dias.

A medida busca assegurar estabilidade durante a fase inicial de implementação do plano, preservando bens essenciais à atividade produtiva e evitando medidas expropriatórias que possam comprometer a operação e, consequentemente, a capacidade de cumprimento das obrigações assumidas na recuperação.

O resultado da assembleia também evidencia o papel cada vez mais relevante da negociação entre devedores e credores nos processos de recuperação judicial. Em reestruturações de maior complexidade, a construção de soluções consensuais tem se consolidado como instrumento central para compatibilizar a continuidade da atividade empresarial com a recuperação dos créditos.

Nova etapa para o Grupo Nova Fronteira

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Com mais de quatro décadas de atuação no agronegócio, o Grupo teve o processamento de sua recuperação judicial deferido em dezembro de 2024 pelo juiz Márcio Guedes, da Vara Especializada de Cuiabá -MT. Na ocasião, o passivo declarado era de R$ 594,3 milhões.

Superada a etapa de deliberação dos credores, o processo entra agora em uma nova fase, voltada à implementação das condições negociadas, ao cumprimento das obrigações previstas no plano e à continuidade das atividades produtivas.

Para João Paulo Marquezam, CEO do Grupo Nova Fronteira, a aprovação representa também uma sinalização ao mercado sobre a continuidade das operações.

“A aprovação passa uma mensagem importante para o mercado: o Grupo Nova Fronteira continua firme na atividade e superou o estado de crise. Depois de um processo longo e de negociações complexas, começa agora uma nova fase, que exige disciplina para cumprir o que foi negociado, manter a produção e reconstruir a relação de confiança com credores, fornecedores e parceiros comerciais”, afirma.

Atualmente, o grupo possui 25 mil hectares de área própria, dos quais 6 mil hectares são destinados ao cultivo de soja, além de estrutura com capacidade para 40 mil animais, entre pastagens e confinamento.

A manutenção dessa estrutura produtiva será um dos principais pilares da nova etapa da reestruturação, ao sustentar a geração de caixa necessária para a continuidade das operações e o cumprimento das obrigações estabelecidas no plano de recuperação judicial.

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