MATO GROSSO
Batalhão Ambiental apreende dois tratores e prende homem por desmatamento ilegal
MATO GROSSO
Policiais militares do Batalhão Ambiental prenderam um homem pelo crime de extração ilegal de floresta nativa, na segunda-feira (18.04), no distrito de Vila de Taquaraçu do Norte, em Colniza. No local, a equipe encontrou dois tratores e 24 unidades de toras de madeira cortadas, em uma área estimada em 96 metros cúbicos.
De acordo com as informações da ocorrência, a ação foi registrada durante fiscalização ambiental visando o combate do desmatamento ilegal no Estado. Os policiais militares localizaram dois tratores em uma região de mata e as 24 unidades de toras de madeira desmatadas.
A equipe do Batalhão Ambiental foi informada por populares do distrito, sobre a possível identidade do suspeito. Os policiais fizeram contato com o homem, que revelou ser o dono dos maquinários e que não teria autorização ambiental para realizar a extração das madeiras.
Diante dos fatos, o suspeito foi encaminhado com os policiais para o registro dos documentos de ocorrências e demais providências cabíveis. Os equipamentos encontrados na mata ficaram no local sob responsabilidade de um fiel depositário.
Disque-denúncia
A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190 ou disque-denúncia 0800.065.3939.
MATO GROSSO
Queda de 27,5% no preço do suíno vivo em 2026 acende alerta para crise no setor em Mato Grosso
A suinocultura de Mato Grosso enfrenta um momento de forte pressão econômica em 2026. Levantamento realizado pela Bolsa de Suínos da Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat), indica uma queda expressiva no preço pago ao produtor, sem que essa redução seja percebida pelo consumidor final nos supermercados e açougues.
De acordo com a Acrismat, em janeiro deste ano o quilo do suíno vivo era comercializado a R$ 8,00. Nesta semana, o valor caiu para R$ 5,80 — uma redução de 27,5%. Trata-se do menor patamar registrado desde 25 de abril de 2024, quando o preço estava em R$ 5,60 por quilo.
Apesar da queda significativa tanto no preço do suíno vivo quanto da carcaça, o movimento não tem sido acompanhado pelo varejo. Segundo o setor produtivo, os preços da carne suína em supermercados e açougues permanecem elevados, o que impede que o consumidor final se beneficie da redução.
Outro ponto de preocupação é o aumento dos custos de produção. Atualmente, o suinocultor mato-grossense acumula prejuízo estimado em cerca de R$ 60,00 por animal enviado para abate, o que compromete a sustentabilidade da atividade.
O presidente da Acrismat, Frederico Tannure Filho, destaca a necessidade de maior equilíbrio na cadeia produtiva e faz um apelo ao setor varejista:
“Estamos observando uma queda de aproximadamente 30% no preço do suíno vivo e também na carcaça, mas isso não está sendo repassado ao consumidor. É importante que o varejo acompanhe esse movimento, reduzindo os preços na ponta. Dessa forma, conseguimos estimular o consumo de carne suína e, ao mesmo tempo, amenizar os impactos enfrentados pelos produtores”, afirma.
A entidade reforça que a redução no preço ao consumidor pode contribuir para o aumento da demanda, ajudando a reequilibrar o mercado e minimizar os prejuízos no campo. A Acrismat também pede apoio e conscientização dos elos da cadeia para atravessar o atual momento de crise no setor.
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