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Biblioteca Estadual inaugura estátua em homenagem ao historiador Estevão de Mendonça

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Referência para a história e cultura de Mato Grosso, a Biblioteca Pública Estadual inaugurou nesta sexta-feira (24.03) a estátua que ilustra e homenageia o historiador Estevão de Mendonça, primeiro diretor da instituição que também leva seu nome. A entrega do monumento fez parte da programação de aniversário dos 111 anos de fundação do equipamento da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT).

“A biblioteca é um patrimônio da sociedade mato-grossense, um espaço que é fonte de conhecimento, de informação e de cultura. É uma honra estarmos aqui celebrando sua história com a entrega dessa homenagem ao Estevão de Mendonça, e que também marca a localização tão representativa da biblioteca, em um prédio histórico bem no centro de nossa capital”, destacou Jan Moura, secretário adjunto de Cultura da Secel.

A estátua identifica a existência da Biblioteca Estadual em um dos mais imponentes prédios do Centro Histórico de Cuiabá, o Palácio da Instrução. Produzida pelo artista plástico Elias Santos, o tributo à personalidade pública passa a ser também um ponto para eternizar memórias em fotos de visitantes. ;

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Além da entrega do monumento, a programação de aniversário contou ainda com apresentação da Banda Musical da Polícia Militar de Mato Grosso e com uma palestra do historiador Suelme Evangelista Fernandes. Dentre os convidados, estiveram presentes no evento historiadores, educadores, estudantes e a neta de Estevão de Mendonça, Adélia Maria Badre Mendonça.

“Todos nós da equipe da biblioteca celebramos com muita alegria essa data. Temos orgulho por atuar nessa instituição de forte influência histórica e cultural, de interação e de convivência da comunidade. Que a Biblioteca Estevão de Mendonça continue sendo um lugar de referência para todos aqueles que buscam aprender”, enalteceu a gerente da Biblioteca, Elienes Moreira.

Histórico e funcionamento
A Biblioteca Estadual foi criada por meio do Decreto 307 de 26 de março de 1912. Desde sua fundação, a então Bibliotheca Pública do Estado passou por outros cinco endereços localizados no centro da capital, Cuiabá, até ser instalada no Palácio da Instrução, em 1975, onde permanece até hoje. ;

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Foi em 1982, em homenagem ao seu primeiro diretor e organizador, que recebeu a denominação de Biblioteca Pública Estadual Estevão de Mendonça. Criada com um acervo de cerca de 1 mil exemplares, a instituição abriga hoje, aproximadamente, 75 mil volumes divididos nas coleções temáticas: Literatura, Mato Grosso, Indígena, Afro, Infantil, Arte, Obras raras, Braille, Periódicos, Multimídia, Assuntos Gerais, Especial e Obras de referência. ;

O equipamento cultural é uma das unidades administrativas da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer e conta com uma equipe de profissionais das áreas da biblioteconomia, pedagogia e educação, além de técnicos e estagiários. O Decreto 1.302/2022 estabelece as diretrizes de seu funcionamento.
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Fonte: Governo MT – MT

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Especialista alerta: falta de diálogo sobre dinheiro pode comprometer a saúde financeira e até o futuro dos relacionamentos

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Quando o assunto é relacionamento, muitos casais conversam sobre casamento, filhos, carreira e planos para o futuro. No entanto, uma das pautas mais importantes para a construção de uma vida a dois ainda costuma ser deixada de lado: o dinheiro.

Questões relacionadas a orçamento doméstico, dívidas, investimentos e metas financeiras frequentemente se tornam fontes de conflitos quando não são discutidas de forma transparente. Especialistas apontam que a falta de diálogo sobre finanças está entre os fatores que mais geram desgaste emocional e tensão dentro dos relacionamentos.

Para a professora de Ciências Contábeis Maria Clara Martins, o problema vai além da simples organização financeira.

“Muitos casais evitam conversar sobre finanças. Isso acontece porque culturalmente associamos dinheiro a poder pessoal. Isso pode resultar em um dos parceiros esconder gastos, dívidas e receitas do outro — o que chamamos de infidelidade financeira. Situações como essa podem adicionar estresse constante e, muitas das vezes, são a razão para separações”, explica Maria Clara, da Faculdade Serra Dourada de Lorena.

Os erros financeiros mais comuns entre casais

Segundo a docente, a ausência de um planejamento financeiro compartilhado costuma levar a erros que poderiam ser evitados com uma simples conversa periódica sobre o orçamento familiar.

Entre os problemas mais frequentes está a inexistência de uma reserva de emergência para o casal. Sem esse recurso, situações inesperadas como desemprego, problemas de saúde ou despesas urgentes podem comprometer significativamente a estabilidade financeira da família.

Outro ponto de atenção são os gastos duplicados. A falta de alinhamento pode fazer com que ambos mantenham assinaturas, serviços ou despesas semelhantes sem necessidade, aumentando os custos mensais sem que percebam.

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Além disso, quando cada parceiro possui expectativas diferentes para o presente e para o futuro, surgem conflitos relacionados às prioridades financeiras.

“É importante ambos serem sinceros com seus planos para o agora e para o futuro e alinharem as expectativas. Quando existe clareza sobre os objetivos, as decisões financeiras passam a fazer mais sentido para os dois”, destaca.

Transformando dinheiro em ferramenta para realizar sonhos

Embora o tema ainda seja considerado delicado para muitas pessoas, a especialista defende que falar sobre dinheiro pode se tornar um hábito positivo e até motivador.

“Quando o dinheiro vira um instrumento para realizar sonhos juntos, a conversa deixa de ser chata e vira motivadora. Por isso, conversem sobre dinheiro pelo menos uma vez por mês, coloquem como um compromisso na agenda. Não é para brigar, é para comemorar as pequenas conquistas e continuar planejando”, orienta Martins.

Ela recomenda que o casal escolha uma ferramenta de controle financeiro que funcione para ambos, seja uma planilha, aplicativo ou planner. O importante é conseguir visualizar de forma clara quanto dinheiro entra e para onde ele está sendo direcionado.

Outra estratégia é estabelecer metas compartilhadas em diferentes horizontes de tempo:

Curto prazo: viagens, lazer e experiências;
Médio prazo: aquisição de veículo, reformas ou mudanças de residência;
Longo prazo: aposentadoria, educação dos filhos e independência financeira.

“Estudar sobre juros compostos e conhecer opções de investimentos também ajuda o casal a construir patrimônio de forma mais eficiente ao longo dos anos”, acrescenta.

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Conta conjunta ou separada? Especialista explica qual modelo funciona melhor

Uma dúvida comum entre casais diz respeito à administração das contas bancárias. Afinal, é melhor manter tudo separado ou centralizar as finanças?

De acordo com a especialista, não existe uma fórmula única. “Não existe modelo certo ou errado. O mais importante é que a escolha esteja alinhada ao perfil, à rotina e aos objetivos do casal.”

Ela explica que contas totalmente separadas costumam funcionar bem para quem valoriza autonomia financeira, mas podem dificultar a visualização do patrimônio construído em conjunto. Já a conta conjunta oferece maior integração, embora possa gerar conflitos quando os hábitos de consumo são muito diferentes.

Por isso, o modelo híbrido tem ganhado espaço entre especialistas e casais. “O modelo híbrido costuma ser o mais recomendado porque une organização e autonomia. Uma conta pode ser destinada às despesas da casa e às metas compartilhadas, enquanto cada pessoa mantém sua conta individual para gastos pessoais”, ressalta.

Construindo o futuro juntos

Mais do que controlar gastos ou dividir contas, o planejamento financeiro a dois representa uma ferramenta para fortalecer a parceria e construir objetivos em comum.

Em um momento em que o Dia dos Namorados convida casais a refletirem sobre o futuro, a especialista reforça que falar sobre dinheiro é também uma forma de demonstrar confiança, compromisso e responsabilidade.

“Planejar finanças a dois não é sobre controlar o outro. É sobre alinhar sonhos. Quando o casal aprende a falar sobre dinheiro, está, na verdade, desenhando o futuro que quer construir junto”, conclui Maria Clara Martins.

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