MATO GROSSO
Blitz da lei seca tem 6 presos e 21 veículos apreendidos no Nortão
MATO GROSSO
A 29ª fase da operação “Lei Seca” terminou com cinco presos por dirigirem alcoolizados e um por porte ilegal de arma, hoje de madrugada, na avenida Mato Grosso, na região central de Alta Floresta. Durante os trabalhos de fiscalização, 93 motoristas foram submetidos ao teste do bafômetro.
Conforme levantamento da ação, foram registrados 79 Autos de Infração de Trânsito. Além de direção sob efeito de bebidas alcoólicas, também foram registrados casos de recusa ao etilômetro, dirigir sem carteira de habilitação, automóvel com documentação vencida ou não licenciado, entre outros.
Conforme detalhado pelas autoridades, a pena avaliada pelo crime de embriaguez é de detenção pelo período de seis meses a três anos, além de multa e suspensão (ou proibição) do direito de dirigir. Foram verificados durante a operação 91 veículos, enquanto outros 40 foram autuados por irregularidades.
Ao todo, 19 carros e 12 motocicletas foram apreendidas. Atuaram na operação a Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Penal, Corpo de Bombeiros, Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), 20ª Circunscrição Regional de Trânsito e secretaria municipal de Trânsito.
Conforme Só Notícias já informou, nove motoristas foram presos e 49 veículos apreendidos na avenida Ludovico da Riva Neto, na última fiscalização.
Só Notícias/Guilherme Araújo (foto: Só Notícias/arquivo)
MATO GROSSO
Queda de 27,5% no preço do suíno vivo em 2026 acende alerta para crise no setor em Mato Grosso
A suinocultura de Mato Grosso enfrenta um momento de forte pressão econômica em 2026. Levantamento realizado pela Bolsa de Suínos da Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat), indica uma queda expressiva no preço pago ao produtor, sem que essa redução seja percebida pelo consumidor final nos supermercados e açougues.
De acordo com a Acrismat, em janeiro deste ano o quilo do suíno vivo era comercializado a R$ 8,00. Nesta semana, o valor caiu para R$ 5,80 — uma redução de 27,5%. Trata-se do menor patamar registrado desde 25 de abril de 2024, quando o preço estava em R$ 5,60 por quilo.
Apesar da queda significativa tanto no preço do suíno vivo quanto da carcaça, o movimento não tem sido acompanhado pelo varejo. Segundo o setor produtivo, os preços da carne suína em supermercados e açougues permanecem elevados, o que impede que o consumidor final se beneficie da redução.
Outro ponto de preocupação é o aumento dos custos de produção. Atualmente, o suinocultor mato-grossense acumula prejuízo estimado em cerca de R$ 60,00 por animal enviado para abate, o que compromete a sustentabilidade da atividade.
O presidente da Acrismat, Frederico Tannure Filho, destaca a necessidade de maior equilíbrio na cadeia produtiva e faz um apelo ao setor varejista:
“Estamos observando uma queda de aproximadamente 30% no preço do suíno vivo e também na carcaça, mas isso não está sendo repassado ao consumidor. É importante que o varejo acompanhe esse movimento, reduzindo os preços na ponta. Dessa forma, conseguimos estimular o consumo de carne suína e, ao mesmo tempo, amenizar os impactos enfrentados pelos produtores”, afirma.
A entidade reforça que a redução no preço ao consumidor pode contribuir para o aumento da demanda, ajudando a reequilibrar o mercado e minimizar os prejuízos no campo. A Acrismat também pede apoio e conscientização dos elos da cadeia para atravessar o atual momento de crise no setor.
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