MATO GROSSO
Bombeiros, Defesas Civis e Energisa esperam condição severa neste fim de semana
MATO GROSSO
Comitê de crise está de sobreaviso na região metropolitana
Institutos de meteorologia e consultorias para análise do clima emitiram novos alertas hoje para chuva severa em parte do estado de Mato Grosso, causando rajadas de ventos de até 100 km/h. A chegada da frente-fria é acompanhada por boletins em tempo real pela Energisa, que está fornecendo os dados aos órgãos de segurança, entre eles Corpo de Bombeiros e Defesa Civil. A previsão é que as regiões de Cáceres e Rondonópolis sejam atingidas durante à tarde. No domingo, à Grande Cuiabá.
Na região metropolitana, o recém-criado comitê de crise climática, está de sobreaviso. O grupo é coordenado pelo Comando Regional I do Corpo de Bombeiros em parceira com o Gabinete de Gestão Integrada da Secretaria de Segurança Pública de Mato Grosso. Além da Energisa, reúne as Defesas Civis de Cuiabá e Várzea Grande e secretarias de trânsito das duas cidades. Dependendo da criticidade, o comitê poderá se reunir no Centro Integrado de Operações de Segurança (Ciosp).
“Nós sabemos que essa frente-fria já causou grandes estragos em outros estados, com enchentes, quedas de árvores, danos a redes elétricas e deslizamentos de encostas em São Paulo, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Por isso, nós já estamos com um olhar atento para ter equipes de sobreaviso e agindo de forma integrada, destacou a coordenadora do Gabinete de Gestão Integrada, a tenente-coronel Monalisa Furlan.
A comandante do Corpo de Bombeiros na região metropolitana, Sheila Sebalhos, reforça que a população também pode fazer sua parte evitando situações de risco. “Pra enfrentar crises climáticas que geram um aumento abrupto de ocorrências, nós precisamos de união. É importante que todos evitem transitar em períodos de tempestade e quedas de raios, principalmente em regiões alagadas, trechos de rios e cachoeiras ou descampados. O mais correto é que em caso de risco, seja buscado um local seguro e abrigado”, orientou a tenente-coronel.
Outro reforço que está sendo feito por gestores da Energisa é o repasse dados do clima para prefeituras. A companhia faz esse acompanhamento para se preparar para possíveis danos a rede elétrica. De acordo com a consultora e meteorologista Ana Paula Paes, o temporal deve surgir a partir do encontro da grande massa de ar quente que cobre o centro-oeste com zonas de instabilidade vindas do sul.
Equipes pesadas já estão em atenção em todas as regiões de Mato Grosso, já que até segunda-feira a previsão é que mais cidades do Norte, Oeste e Araguaia sejam impactadas pela chuva, ainda que de forma mais moderada. “Havendo descarga elétrica ou chuva forte, é preciso ter ainda mais atenção com a rede elétrica. Se você viu cabo partido, estruturas de energia derrubadas pelo vento, isole a área e nunca toque nos fios. Além disso, chame a energisa ou faça contato direto no CIOSP pelo 193”, reforçou José Nelson Quadrado, gerente de operações da Energisa.
MATO GROSSO
Queda de 27,5% no preço do suíno vivo em 2026 acende alerta para crise no setor em Mato Grosso
A suinocultura de Mato Grosso enfrenta um momento de forte pressão econômica em 2026. Levantamento realizado pela Bolsa de Suínos da Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat), indica uma queda expressiva no preço pago ao produtor, sem que essa redução seja percebida pelo consumidor final nos supermercados e açougues.
De acordo com a Acrismat, em janeiro deste ano o quilo do suíno vivo era comercializado a R$ 8,00. Nesta semana, o valor caiu para R$ 5,80 — uma redução de 27,5%. Trata-se do menor patamar registrado desde 25 de abril de 2024, quando o preço estava em R$ 5,60 por quilo.
Apesar da queda significativa tanto no preço do suíno vivo quanto da carcaça, o movimento não tem sido acompanhado pelo varejo. Segundo o setor produtivo, os preços da carne suína em supermercados e açougues permanecem elevados, o que impede que o consumidor final se beneficie da redução.
Outro ponto de preocupação é o aumento dos custos de produção. Atualmente, o suinocultor mato-grossense acumula prejuízo estimado em cerca de R$ 60,00 por animal enviado para abate, o que compromete a sustentabilidade da atividade.
O presidente da Acrismat, Frederico Tannure Filho, destaca a necessidade de maior equilíbrio na cadeia produtiva e faz um apelo ao setor varejista:
“Estamos observando uma queda de aproximadamente 30% no preço do suíno vivo e também na carcaça, mas isso não está sendo repassado ao consumidor. É importante que o varejo acompanhe esse movimento, reduzindo os preços na ponta. Dessa forma, conseguimos estimular o consumo de carne suína e, ao mesmo tempo, amenizar os impactos enfrentados pelos produtores”, afirma.
A entidade reforça que a redução no preço ao consumidor pode contribuir para o aumento da demanda, ajudando a reequilibrar o mercado e minimizar os prejuízos no campo. A Acrismat também pede apoio e conscientização dos elos da cadeia para atravessar o atual momento de crise no setor.
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