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Botelho afirma que decisão sobre mudança de partido fica para 2024: “Essa discussão só aconteça em janeiro”

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O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, o deputado Eduardo Botelho (União Brasil), que vem pleiteando sua candidatura à Prefeitura de Cuiabá em 2024, tem travado uma disputa interna acirrada dentro do partido com o deputado federal Fábio Garcia. O descontentamento de Botelho com o União Brasil após sinais de preferência à Garcia tem deixado os partidos políticos de olho no deputado, no entanto,  Botelho reafirmou que irá manter o compromisso feito com a sigla, e que irá discutir o assunto somente em 2024.

A declaração de Botelho veio após o ministro da Agricultura e presidente do PSD no Estado, Carlos Fávaro, sinalizar apoio à Federação Brasil da Esperança, caso Botelho demore a se decidir. Fávaro e Botelho estiveram reunidos no último sábado (1°), onde discutiram sobre o assunto.

Nesta quinta-feira (6), em conversa com jornalistas, Fávaro afirmou que não pretendia pressionar o deputado, mas lembrou que o PSD poderá apoiar o candidato do grupo do presidente Lula (PT). Em Mato Grosso, o PT integra a Federação Brasil da Esperança, formada ainda por PV e PC do B.

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“Já tratei disso com o ministro, mas como eu já disse, é de conhecimento público, eu ainda não parei para fazer essa avaliação. Recebi convites de vários partidos: PSB, Republicanos, MDB… Mas nós chegamos a um entendimento no União Brasil, para que essa discussão só aconteça em janeiro, então eu vou esperar isso”, disse Botelho.

Internamente Botelho conta com apoios importantes dentro da sigla, como o da bancada estadual e dos irmãos Jayme e Júlio Campos, caciques históricos da legenda e com forte poder de influência entre os filiados.

Já Fábio Garcia, é tido como candidato de preferência do governador Mauro Mendes”. Nesta semana, por exemplo, Garcia foi indicado pelo governador para assumir a Casa Civil do Estado, durante a licença de Mauro Carvalho, que assumiu uma vaga no Senado. A indicação de Garcia ao cargo é tida como mais uma articulação para ganhar capilaridade política para as próximas eleições.

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Reforma tributária deve mudar custos e exigir revisão de contratos na saúde

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Empresas de saúde terão de olhar além das alíquotas para avaliar os efeitos da reforma tributária sobre seus resultados. O perfil dos fornecedores, o aproveitamento de créditos e as condições dos contratos estão entre os fatores que podem influenciar os custos e o planejamento financeiro de hospitais, clínicas e outros estabelecimentos do setor.

Esses impactos foram discutidos em Cuiabá durante o Saúde à Mesa, promovido pelo Sindicato das Empresas de Saúde de Mato Grosso (Sindessmat), em parceria com a FCS Advogados e patrocínio da Huma. A palestra dos advogados Alex Ferreira e Thayelle Vendramini abordou as mudanças na tributação do consumo e da renda e seus reflexos para empresas, sócios e profissionais da saúde.

Uma simulação apresentada por Ferreira ilustrou o peso dos créditos tributários no resultado financeiro. Ao comparar dois hospitais com a mesma receita, mas diferentes níveis de aproveitamento de créditos, o exemplo mostrou uma diferença no tributo a recolher equivalente a 3% do faturamento. O exercício evidenciou como a composição das compras e a organização dos controles podem influenciar o valor a pagar.

Segundo o advogado, os efeitos para cada estabelecimento dependem também do perfil de seus contratantes e das condições negociadas com fornecedores. A preparação passa pela revisão de preços, organização dos documentos fiscais, identificação do regime tributário dos parceiros comerciais e adequação dos sistemas de gestão.

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A análise incluiu o funcionamento da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), a transição para o novo modelo e as particularidades das relações entre prestadores, operadoras de planos de saúde, entidades filantrópicas e poder público.
Os contratos de longa duração também exigem atenção. A orientação apresentada foi integrar as áreas jurídica, contábil, financeira e de compras para avaliar os efeitos das mudanças sobre os compromissos assumidos e planejar a adaptação dos negócios.

Além dos custos das empresas, o encontro discutiu os reflexos sobre a renda de sócios e profissionais da saúde. Thayelle Vendramini abordou a tributação de dividendos, a retenção na fonte e a apuração do Imposto de Renda mínimo sobre rendimentos elevados. Os exemplos relacionaram a distribuição de lucros, os valores recebidos ao longo do ano e o ajuste anual.

Para a diretora executiva do Sindessmat, Patrícia West, o acesso à informação é fundamental para preparar os estabelecimentos para esse cenário.

“A reforma tributária exige atenção e planejamento das empresas do setor da saúde. Com o Saúde à Mesa, o Sindessmat busca aproximar os gestores de especialistas e oferecer informações que apoiem decisões mais seguras. Nosso compromisso é fortalecer as instituições que representamos, promovendo diálogo e conhecimento para que possam se preparar para as mudanças e seguir oferecendo uma assistência de qualidade à população”, destaca.

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O presidente do Sindessmat, Dr. Altino José de Souza, afirmou que a iniciativa abre uma série de encontros voltados aos associados, com temas que afetam a gestão dos estabelecimentos.

“Foi uma experiência para avaliarmos a adesão e o interesse de nossos associados, e a avaliação é positiva. Nossa parceria com a FCS Advogados sempre rende bons frutos, com conteúdo atualizado e que impacta na gestão dos estabelecimentos. Agradecemos também o apoio da Huma – Cotações e Compras Eletrônicas LTDA, que apresentou uma ferramenta que pode ser utilizada pelos estabelecimentos e nos ajudou a realizar esse encontro.”

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