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Câmara de VG institui home office e presidente rebate críticas: somos o “patinho feio”

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O teletrabalho definitivo na Câmara de Vereadores de Várzea Grande já está aprovado e com portaria assinada e sancionada pela Mesa Diretora. O novo método laboral, segundo o presidente do Legislativo Municipal, vereador Fábio Tardin (UB), é para diminuir a presença de servidores em aglomeração nesse período de pandemia. Mas haverá uma escala de rodízio, para que o prédio não fique totalmente vazio.

Segundo o documento, o trabalho remoto visa reduzir custos financeiros da Casa de Leis, de deslocamento e ambientais, “bem como que o teletrabalho vem sendo largamente utilizado, nacional e internacionalmente, em razão da nova realidade trazida para mitigar os efeitos advindos da pandemia do coronavírus (Covid-19), em especial pela chegada de inúmeras variantes da doença”.

Fabinho, como é o conhecido o presidente, disse que há muito alarde em cima do que foi publicado e citou que a Câmara de Várzea Grande é o “patinho feio” da história, tendo em vista que outros órgãos já fazem esse tipo de trabalho e ninguém “cornetou”. 

“Esse rodízio de trabalhadores em home office já é feito em vários lugares. Mas, pegaram a Câmara como ‘patinho feio’. Ninguém fala nada do TCE, do TJ, da Assembleia… até no Governo tem rodízio de funcionários e ninguém ‘corneta’. Só foi a gente fazer que cornetaram. Mas está tudo bem. Por aqui seguimos trabalhando, os vereadores estão trabalhando e os servidores também. Se você vier aqui, vai ver que tá tudo normal”, disse o presidente ao site Olhar Direto. 

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A portaria aponta que todos os servidores inclusos no regime de home office/teletrabalho, deverão cumprir o horário regular, dedicando-se exclusivamente no período aos trabalhos do Legislativo, dispensados do ponto eletrônico; assim como fica vedado aos servidores realizar qualquer tipo de atividade particular durante o horário de expediente.

“Os servidores deverão cumprir os seus trabalhos observando as atribuições de seus cargos previstas em lei, cumprindo à chefia imediata a obrigação de acompanhar o desenvolvimento das atividades e comandar seus subordinados no desempenho dos trabalhos pelos sistemas e demais ferramentas. O desempenho do servidor em trabalho remoto, sem prejuízo da qualidade, será medido com base na produtividade de cada um e serão fiscalizados pelos Vereadores e respectivas chefias imediatas a que estejam vinculados”, diz trecho da partaria. 

Fabinho, por fim, diz que o vereador não tem como ficar em home office. “Esse teletrabalho é pro servidor. O vereador tá 06h da manhã no bairro fiscalizando. Não tem o que a gente fazer de casa. Aqui a gente trabalha. O vereador que por algum acaso estiver na zona rural visitando e não puder vir para a sessão, poderá entrar on line. É normal isso. Já estão fazendo em todo lugar, mas só estão cornetando aqui”, concluiu. 

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FONTE/ REPOST: MAX AGUIAR – OLHAR DIRETO 

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Qualidade de vida ganha protagonismo e muda o perfil dos empreendimentos imobiliários

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Cinco anos depois da pandemia de Covid-19, as mudanças provocadas pelo período de isolamento social continuam influenciando a forma como as pessoas escolhem onde viver. Se antes a proximidade do trabalho e dos centros urbanos era um dos principais fatores na decisão de compra de um imóvel, hoje qualidade de vida, contato com a natureza, espaços amplos e bem-estar passaram a ocupar posição de destaque.

Essa mudança de comportamento tem sido percebida também pelo mercado imobiliário de Mato Grosso. Empreendimentos voltados ao conceito Home & Wellness, que privilegiam áreas verdes, lazer ao ar livre e ambientes que favorecem uma rotina mais equilibrada, vem despertando o interesse de famílias que buscam mais do que uma residência: procuram um novo estilo de vida.

Para o empresário do Grupo Tio Ico e sócio-investidor da Mangaba Urbanismo, Ricardo Gomes, esse movimento deixou de ser uma tendência para se tornar uma realidade consolidada.

“A pandemia fez as pessoas refletirem sobre o tempo que passam em casa e sobre a importância de viver em um ambiente que proporcione qualidade de vida. Hoje percebemos que o cliente valoriza muito mais espaços amplos, contato com a natureza, áreas para convivência e uma rotina menos acelerada. Não se trata apenas de comprar um terreno, mas de investir em um lugar onde seja possível viver melhor.”

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Segundo ele, essa transformação também mudou a forma de planejar os empreendimentos.

“O mercado passou a olhar para projetos que priorizam experiências. Áreas verdes, lagos, espaços de lazer, infraestrutura para atividades ao ar livre e maior privacidade deixaram de ser diferenciais para se tornarem atributos cada vez mais desejados por quem busca um novo endereço”.

Ricardo, que também atua no agronegócio como sócio do Grupo Tio Ico, ressalta que a mudança no comportamento dos consumidores reflete uma transformação que vai além do mercado imobiliário.

“Hoje percebemos que as pessoas estão investindo mais em qualidade de vida. O imóvel deixou de ser apenas um patrimônio e passou a representar bem-estar, segurança e um ambiente propício para a convivência da família. Essa é uma tendência que veio para ficar e que influencia diretamente os novos empreendimentos.”

Um exemplo desse novo conceito é o Cenário dos Lagos Home & Wellness, desenvolvido pela Mangaba Urbanismo em Cuiabá. O empreendimento, que contará com o maior lago privado em condomínio fechado, foi concebido para integrar natureza, bem-estar e qualidade de vida em um único espaço, refletindo uma demanda crescente por moradias que favoreçam o equilíbrio entre trabalho, família e lazer.

Muito além da arquitetura

A valorização de imóveis com maior integração à natureza também encontra respaldo na psicologia. Para a psicóloga Rayssa Martins, a pandemia alterou profundamente a relação das pessoas com a própria casa, que passou a exercer um papel muito mais amplo na rotina.

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“No cenário pós-pandemia, muitas pessoas passaram a perceber que a casa, o lar, deixou de ser apenas um ambiente de descanso, tornando-se também um espaço de trabalho e de convivência com a família e os amigos. Do ponto de vista da psicologia, o ambiente em que o indivíduo vive influencia diretamente o bem-estar emocional e, consequentemente, o bem-estar físico e até o comportamento das pessoas.”

Segundo ela, ambientes que favorecem o contato com a natureza e proporcionam espaços de convivência contribuem para uma rotina mais saudável.

“Locais que oferecem contato com a natureza, áreas de lazer, espaços de convivência e oportunidades para atividades ao ar livre podem favorecer a redução do estresse e da ansiedade, além de melhorar a qualidade do sono e incentivar hábitos de vida mais saudáveis. Embora a saúde mental seja resultado de diversos fatores, e não apenas do ambiente, ele pode atuar como um importante elemento de promoção da saúde mental e da qualidade de vida.”

Para a especialista, esse novo olhar ajuda a explicar por que tantas famílias passaram a priorizar empreendimentos que oferecem uma experiência de moradia mais conectada ao bem-estar, tendência que segue influenciando o mercado imobiliário mesmo anos após o período mais crítico da pandemia

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