MATO GROSSO
Câmeras mostram evolução de obras realizadas pelo Governo do Estado
MATO GROSSO
Imagens de câmeras instaladas em pontos estratégicos da região metropolitana de Cuiabá permitem o acompanhamento das obras executadas pela Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra-MT), desde junho deste ano. A medida foi possível com um termo de cooperação firmado entre a Sinfra-MT e a Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT.
As imagens em tempo real podem ser acompanhadas AQUI pela população. Além de ser uma ferramenta de transparência, que permite o acompanhamento das obras, o recurso auxilia na fiscalização dos trabalhos por parte da equipe técnica da Sinfra-MT.
O rodoanel de Cuiabá e Várzea Grande tem duas câmeras disponíveis: uma na construção de um viaduto na rotatória de encontro com a MT-010, a Estrada da Guia, próxima ao condomínio Brasil Beach. A segunda é a da construção de duas pontes sobre o Rio Cuiabá.
As primeiras imagens do viaduto mostram os trabalhos iniciais de escavação e fundação, enquanto que nas imagens atuais já é possível ver as estruturas do viaduto.![]()
Já na ponte, onde havia apenas as vigas em construção, já é possível ver os pilares e a estrutura começando a tomar forma.![]()
Outras duas câmeras estão localizadas no novo Hospital Universitário Júlio Müller, localizado na MT-040, entre Cuiabá e Santo Antônio do Leverger, uma nos fundos e outra na frente da obra.
Ainda em maio, o bloco principal do hospital estava no começo, com a construção da laje do primeiro andar. Agora, são três pavimentos erguidos e serviços de alvenaria avançados.![]()
O mesmo pode ser visto na parte da frente.![]()
A obra de implantação do BRT em Várzea Grande também tem duas câmeras disponíveis. Uma localizada na esquina da rua Vereador Abelardo de Azevedo, e outra na trincheira do KM 0.![]()
Se as primeiras imagens mostravam o terreno após a remoção dos trilhos, menos de seis meses depois as câmeras registram os corredores de concreto executados e quase finalizados.![]()
A obra do prolongamento da Avenida Parque do Barbado tem uma câmera fixada próximo à Rua Bandeirantes.
O primeiro registro mostrava ainda o trabalho de concretagem das galerias de água do Córrego do Barbado. Agora, o cenário é do córrego fechado e as pistas asfaltadas.![]()
Por fim, há uma câmera na nova ponte sobre o Rio Cuiabá, no bairro Parque Atalaia. No final de junho a foto mostra a pista ainda com as pedras utilizadas para dar estabilidade e ajudar na drenagem do terreno. Agora, o aterro já está na altura da ponte.![]()
Após a finalização das obras, as câmeras poderão ser utilizadas para monitoramento pela Segurança Pública.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Grupo Nova Fronteira aprova plano de recuperação judicial com passivo superior a R$ 600 milhões
Plano foi aprovado em todas as classes de credores e prevê financiamento DIP de R$ 13 milhões; credores também autorizaram novo período de proteção de 180 dias para apoiar a implementação da reestruturação
O Grupo Nova Fronteira teve seu Plano de Recuperação Judicial aprovado pelos credores em Assembleia Geral realizada nesta quarta-feira (26). A decisão representa um dos principais marcos do processo de reestruturação financeira do grupo, que reúne 112 credores e passivo superior a R$ 600 milhões.
A recuperação judicial, conduzida pela ERS Advocacia, envolveu negociações com credores de diferentes perfis, entre eles instituições financeiras públicas e privadas, cooperativas de crédito, fornecedores de insumos e equipamentos agrícolas e agentes financeiros.
O plano recebeu aprovação em todas as classes de credores. Nas classes Trabalhista e de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (ME/EPP), a adesão foi de 100%. Entre os credores com garantia real, o índice de aprovação alcançou 84,18%, enquanto na classe dos quirografários chegou a 66,62%.
Entre as medidas previstas está a contratação de um novo financiamento DIP (debtor-in-possession) de R$ 13 milhões, destinado ao reforço do capital de giro. A operação já foi aprovada pelo Banco BTG, instituição com a qual o Grupo manterá relacionamento comercial.
Embora houvesse autorização judicial para requerer nova suspensão da assembleia por até 60 dias, o avanço das negociações ao longo do próprio dia permitiu que credores e devedores prosseguissem para a votação, culminando na aprovação do plano.
Para Victor D’Elia, advogado responsável pela condução do processo, o resultado reflete a complexidade das negociações e a busca por uma solução capaz de conciliar a preservação da atividade econômica com os interesses dos credores.
“Esta foi uma das recuperações judiciais mais complexas em curso no Estado, não apenas pela dimensão do passivo, superior a R$ 600 milhões, mas principalmente pela natureza dos créditos, pelas garantias envolvidas e pela diversidade de credores. A aprovação em todas as classes demonstra que foi possível construir uma solução equilibrada, capaz de preservar a atividade do grupo e, ao mesmo tempo, considerar os interesses dos credores”, afirma D’Elia.
Credores aprovam novo período de proteção
Além do plano de recuperação, os credores aprovaram, por 73,01% dos créditos presentes e votantes, a concessão de um novo período de proteção de 180 dias.
A medida busca assegurar estabilidade durante a fase inicial de implementação do plano, preservando bens essenciais à atividade produtiva e evitando medidas expropriatórias que possam comprometer a operação e, consequentemente, a capacidade de cumprimento das obrigações assumidas na recuperação.
O resultado da assembleia também evidencia o papel cada vez mais relevante da negociação entre devedores e credores nos processos de recuperação judicial. Em reestruturações de maior complexidade, a construção de soluções consensuais tem se consolidado como instrumento central para compatibilizar a continuidade da atividade empresarial com a recuperação dos créditos.
Nova etapa para o Grupo Nova Fronteira
Com mais de quatro décadas de atuação no agronegócio, o Grupo teve o processamento de sua recuperação judicial deferido em dezembro de 2024 pelo juiz Márcio Guedes, da Vara Especializada de Cuiabá -MT. Na ocasião, o passivo declarado era de R$ 594,3 milhões.
Superada a etapa de deliberação dos credores, o processo entra agora em uma nova fase, voltada à implementação das condições negociadas, ao cumprimento das obrigações previstas no plano e à continuidade das atividades produtivas.
Para João Paulo Marquezam, CEO do Grupo Nova Fronteira, a aprovação representa também uma sinalização ao mercado sobre a continuidade das operações.
“A aprovação passa uma mensagem importante para o mercado: o Grupo Nova Fronteira continua firme na atividade e superou o estado de crise. Depois de um processo longo e de negociações complexas, começa agora uma nova fase, que exige disciplina para cumprir o que foi negociado, manter a produção e reconstruir a relação de confiança com credores, fornecedores e parceiros comerciais”, afirma.
Atualmente, o grupo possui 25 mil hectares de área própria, dos quais 6 mil hectares são destinados ao cultivo de soja, além de estrutura com capacidade para 40 mil animais, entre pastagens e confinamento.
A manutenção dessa estrutura produtiva será um dos principais pilares da nova etapa da reestruturação, ao sustentar a geração de caixa necessária para a continuidade das operações e o cumprimento das obrigações estabelecidas no plano de recuperação judicial.