MATO GROSSO
Caminhoneiro é resgatado de sequestro e criminoso morre em confronto
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O criminoso Sérgio Henrique Lemes de Souza morreu em confronto com policiais em Diamantino. Na ação, os militares resgataram um idoso de 64 anos, que era mantido refém por um dos suspeitos de integrar a quadrilha de roubo de carga. Vítima estava ajoelhada enquanto o acusado a ameaçava, na sexta-feira (13).
Conforme informações da Polícia Militar, os policiais militares receberam denúncia de que um homem não conseguia mais contato com seu motorista e que a localização da carreta que ele conduzia apontava para uma área de mata fechada.
Diante da denúncia, as equipes se deslocaram até o ponto indicado e flagraram dois homens em um veículo Montana deixando a área. Ao serem abordados, os militares identificaram que os suspeitos possuíam diversas passagens criminais por roubo e mandados de prisão abertos.
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Questionados sobre a denúncia, a dupla confessou que a vítima era mantida refém por um homem armado em um cativeiro improvisado no meio da mata.
Os policiais seguiram até o local indicado e encontraram mais dois suspeitos que fugiram, sendo um motorista responsável por levar a carga para Cuiabá e o outro, um eletricista desmontando o veículo à procura de rastreadores. As equipes mantêm buscas pela dupla que prestava apoio à ação criminosa.
Ao perceber aproximação da Polícia Militar, um dos suspeitos atirou contra os policiais, que revidaram. O homem foi socorrido, encaminhado para uma unidade de saúde, mas não resistiu ao ferimento.
As equipes recuperaram uma carreta carregada com madeira e apreenderam três veículos, sendo uma Pick-up Montana, um Saveiro Cross e um HB20. Além disso, recolheram um revólver calibre. 38, munições e outros dois cavalinhos para veículo de carga.
As equipes localizaram o idoso, que estava ajoelhado em cima de um cobertor. O homem estava em estado de choque e com fortes dores de cabeça. Os suspeitos, bem como os veículos apreendidos, foram encaminhados à delegacia para registro do boletim de ocorrência e demais providências cabíveis.
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Grupo Nova Fronteira aprova plano de recuperação judicial com passivo superior a R$ 600 milhões
Plano foi aprovado em todas as classes de credores e prevê financiamento DIP de R$ 13 milhões; credores também autorizaram novo período de proteção de 180 dias para apoiar a implementação da reestruturação
O Grupo Nova Fronteira teve seu Plano de Recuperação Judicial aprovado pelos credores em Assembleia Geral realizada nesta quarta-feira (26). A decisão representa um dos principais marcos do processo de reestruturação financeira do grupo, que reúne 112 credores e passivo superior a R$ 600 milhões.
A recuperação judicial, conduzida pela ERS Advocacia, envolveu negociações com credores de diferentes perfis, entre eles instituições financeiras públicas e privadas, cooperativas de crédito, fornecedores de insumos e equipamentos agrícolas e agentes financeiros.
O plano recebeu aprovação em todas as classes de credores. Nas classes Trabalhista e de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (ME/EPP), a adesão foi de 100%. Entre os credores com garantia real, o índice de aprovação alcançou 84,18%, enquanto na classe dos quirografários chegou a 66,62%.
Entre as medidas previstas está a contratação de um novo financiamento DIP (debtor-in-possession) de R$ 13 milhões, destinado ao reforço do capital de giro. A operação já foi aprovada pelo Banco BTG, instituição com a qual o Grupo manterá relacionamento comercial.
Embora houvesse autorização judicial para requerer nova suspensão da assembleia por até 60 dias, o avanço das negociações ao longo do próprio dia permitiu que credores e devedores prosseguissem para a votação, culminando na aprovação do plano.
Para Victor D’Elia, advogado responsável pela condução do processo, o resultado reflete a complexidade das negociações e a busca por uma solução capaz de conciliar a preservação da atividade econômica com os interesses dos credores.
“Esta foi uma das recuperações judiciais mais complexas em curso no Estado, não apenas pela dimensão do passivo, superior a R$ 600 milhões, mas principalmente pela natureza dos créditos, pelas garantias envolvidas e pela diversidade de credores. A aprovação em todas as classes demonstra que foi possível construir uma solução equilibrada, capaz de preservar a atividade do grupo e, ao mesmo tempo, considerar os interesses dos credores”, afirma D’Elia.
Credores aprovam novo período de proteção
Além do plano de recuperação, os credores aprovaram, por 73,01% dos créditos presentes e votantes, a concessão de um novo período de proteção de 180 dias.
A medida busca assegurar estabilidade durante a fase inicial de implementação do plano, preservando bens essenciais à atividade produtiva e evitando medidas expropriatórias que possam comprometer a operação e, consequentemente, a capacidade de cumprimento das obrigações assumidas na recuperação.
O resultado da assembleia também evidencia o papel cada vez mais relevante da negociação entre devedores e credores nos processos de recuperação judicial. Em reestruturações de maior complexidade, a construção de soluções consensuais tem se consolidado como instrumento central para compatibilizar a continuidade da atividade empresarial com a recuperação dos créditos.
Nova etapa para o Grupo Nova Fronteira
Com mais de quatro décadas de atuação no agronegócio, o Grupo teve o processamento de sua recuperação judicial deferido em dezembro de 2024 pelo juiz Márcio Guedes, da Vara Especializada de Cuiabá -MT. Na ocasião, o passivo declarado era de R$ 594,3 milhões.
Superada a etapa de deliberação dos credores, o processo entra agora em uma nova fase, voltada à implementação das condições negociadas, ao cumprimento das obrigações previstas no plano e à continuidade das atividades produtivas.
Para João Paulo Marquezam, CEO do Grupo Nova Fronteira, a aprovação representa também uma sinalização ao mercado sobre a continuidade das operações.
“A aprovação passa uma mensagem importante para o mercado: o Grupo Nova Fronteira continua firme na atividade e superou o estado de crise. Depois de um processo longo e de negociações complexas, começa agora uma nova fase, que exige disciplina para cumprir o que foi negociado, manter a produção e reconstruir a relação de confiança com credores, fornecedores e parceiros comerciais”, afirma.
Atualmente, o grupo possui 25 mil hectares de área própria, dos quais 6 mil hectares são destinados ao cultivo de soja, além de estrutura com capacidade para 40 mil animais, entre pastagens e confinamento.
A manutenção dessa estrutura produtiva será um dos principais pilares da nova etapa da reestruturação, ao sustentar a geração de caixa necessária para a continuidade das operações e o cumprimento das obrigações estabelecidas no plano de recuperação judicial.