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Câncer de testículo é o predominante em homens de 15 a 50 anos

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São Paulo –  11 de abril de 2023 – Em uma cena na série espanhola “Machos Alfa”, da Netflix, quatro amigos em férias falam sobre o câncer de testículo que atingiu um colega e logo três deles fazem o autoexame para conferir se há algo diferente. Tirando o fato de estarem em local público na cena, eles estão certos. O autoexame ajuda a identificar suspeitas sobre este tipo de câncer, que, apesar de raro, atinge os homens em idade reprodutiva, entre 15 e 50 anos, e é o predominante nesta faixa etária, sendo que a fase de maior incidência no mundo é entre 15 e 34 anos, e não se deve ficar com vergonha de fazer.  
A fim de conscientizar a população masculina sobre a importância da prevenção, é realizada a campanha Abril Lilás, que tem como objetivo alertar sobre os sintomas da doença e incentivar a realização dos exames preventivos. “É fundamental que os homens façam o autoexame e visitem o urologista ao perceber qualquer alteração de tamanho, forma e também textura no testículo”, diz o presidente da Sociedade Brasileira de Patologia, Dr. Clóvis Klock. 
“É um tipo de câncer com baixa mortalidade. Quando há detecção precoce, o câncer de testículo é geralmente curado”, afirma o patologista, médico que dá o diagnóstico final sobre se há ou não câncer, caso haja doença, qual o estágio em que ela está e qual a classificação do tumor.
Há outros cuidados preventivos e até bem mais cedo, “é importante que a descida dos testículos seja verificada na infância por um pediatra e corrigida, de preferência antes da criança completar dois anos, como forma de reduzir o risco para o futuro jovem e adulto”, explica o Dr. Klock. Outros fatores relacionados ao maior risco são o histórico familiar deste tumor, a infertilidade, e a exposição ocupacional a agrotóxicos. Além disso, é recomendado que trabalhadores expostos a agrotóxicos realizem exames de rotina para o diagnóstico precoce do câncer de testículo.
Atletas
Já foi notado que esportistas como o ciclista Lance Armstrong, o astro do basquete brasileiro Nenê Hilário, e uma série de jogadores de futebol, incluindo o craque Arjen Robben, da seleção holandesa vice-campeã da Copa do Mundo de 2010 na África do Sul e terceiro lugar na Copa de 2014 no Brasil, tiveram câncer testicular. Não se sabe o motivo para o aparente grande número de casos entre atletas profissionais. “O que está comprovado, sim, é que o exercício físico regular ajuda a evitar praticamente todos os tipos de câncer”, afirma o Dr. Klock. 
Mas o esporte profissional talvez ajude o atleta a encontrar o problema. Projetado pelo Palmeiras na primeira década do milênio, tendo chegado a ser convocado pela Seleção Brasileira em 2004 e 2005, Magrão contou em abril de 2015, que soube do seu câncer a partir de um exame antidoping em 2011 nos Emirados Árabes ter dado positivo. Ao procurar a razão para esse resultado, acabou constatando um tumor maligno nos testículos, contou o jogador.
Sobre a Sociedade Brasileira de Patologia (SBP)
Fundada em 1954, a Sociedade Brasileira de Patologia (SBP) tem o objetivo de promover a integração e educação continuada dos médicos especialistas da área, priorizando sempre a comunicação e o aprimoramento técnico-científico. Desde o início de suas atividades, a associação promove, a cada dois anos, o Congresso Brasileiro de Patologia. E em agosto de 2022 aconteceu a sua 33ª edição. A SBP também produz a publicação “O Patologista”, um informativo com notícias sobre a especialidade, com periodicidade trimestral.
AGÊNCIA BLUE CHIP
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“Tumores cerebrais estão entre as principais causas de óbitos em crianças”, reforça especialista

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O mês de maio é marcado pela campanha Maio Cinza, dedicada à conscientização sobre os tumores cerebrais, uma condição grave que exige atenção, informação e acesso rápido ao diagnóstico e tratamento adequado. A iniciativa busca alertar a população sobre sinais e sintomas, além de reforçar a importância da detecção precoce para aumentar as chances de controle da doença e melhorar a qualidade de vida dos pacientes.

O Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima cerca de 11.400 novos casos anuais de câncer cerebral e do sistema nervoso no Brasil. Em Mato Grosso, a taxa projetada fica em torno de 140 casos. De acordo com o médico cancerologista pediátrico e coordenador científico do projeto de Diagnóstico Precoce da Associação de Amigos da Criança com Câncer (AACCMT), Dr. Wolney Taques (CRM-MT 3592, Cancerologia Pediátrica-RQE-48), os tumores cerebrais estão entre as condições neurológicas mais complexas e desafiadoras da medicina e as que mais causam óbitos.

“Sabemos que esses tumores podem acometer pessoas de qualquer idade. No entanto, em crianças, eles estão entre as principais causas de mortalidade, juntamente com casos de leucemia e linfoma. Trata-se de um tipo de câncer bastante agressivo, que pode deixar sequelas”, explicou o médico.

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Embora não sejam necessariamente a forma mais comum de câncer, eles estão associados à alta gravidade clínica, especialmente devido ao impacto que podem causar em funções vitais do sistema nervoso central. Em muitos casos, o diagnóstico tardio contribui para a piora do prognóstico, o que torna a conscientização ainda mais essencial.

Entre os principais sintomas que merecem atenção estão dores de cabeça persistentes e progressivas, alterações visuais, convulsões, mudanças de comportamento, dificuldades motoras e problemas de fala ou memória. A presença desses sinais não significa necessariamente a existência de um tumor, mas indica a necessidade de avaliação médica especializada.

O diagnóstico precoce é um dos fatores mais importantes para o sucesso do tratamento. Exames de imagem, como tomografia computadorizada e ressonância magnética são fundamentais para identificar alterações no cérebro e permitir a definição da conduta terapêutica mais adequada, que pode incluir cirurgia, radioterapia e quimioterapia, dependendo do caso.

“É fundamental destacar que crianças que apresentem sintomas devem ser avaliadas por um médico pediatra. Caso haja suspeita de tumor cerebral, o encaminhamento imediato para um especialista em oncologia pediátrica é essencial, pois aumenta as chances de cura e reduz o risco de sequelas. Tanto o pediatra quanto o especialista em oncologia pediátrica podem solicitar exames de imagem, como tomografia computadorizada ou ressonância magnética, que são decisivos para confirmar o diagnóstico”, concluiu.

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Ao longo desses 27 anos, a AACCMT já acompanhou cerca de 900 crianças e adolescentes e realizou mais de 25.638 mil atendimentos. Entre eles alguns casos de tumores cerebrais.

“Nosso objetivo é oferecer todo o apoio necessário para que crianças e adolescentes possam realizar o tratamento adequado e receber acompanhamento psicológico, com a participação da família, sem comprometer a rotina escolar por estarem afastados de casa”, pontuou o vice-presidente da AACCMT, Benildes Firmo.

Sobre a AACCMT

A AACMT é uma instituição sem fins lucrativos que oferece hospedagem gratuita para crianças com câncer e um acompanhante. Os assistidos vêm do interior de Mato Grosso, de outros estados, de áreas indígenas e até de outros países, em busca de tratamento em centros especializados de oncologia pediátrica em Cuiabá.

A associação disponibiliza também alimentação, transporte, atendimento psicossocial e acompanhamento multiprofissional, iniciativas que fazem a diferença na jornada de quem enfrenta a doença. Tudo isso é realizado de forma gratuita.

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