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Candidatos à Prefeitura de Cuiabá discutem propostas para o setor lojista

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A Câmara de Dirigentes Lojistas de Cuiabá (CDL Cuiabá) recebeu nesta quinta-feira (29) os quatro candidatos à Prefeitura de Cuiabá para discutir e apresentar suas propostas de gestão voltadas ao setor de comércio e serviços. Este é o primeiro evento realizado pela instituição com esse formato.

A sabatina foi transmitida ao vivo pelo canal da CDL no Youtube. Cada candidato teve uma hora para expor suas propostas e responder a perguntas dos associados.

Além disso, os candidatos Domingos Kennedy (MDB), Eduardo Botelho (União), Abílio Brunini (PL), e Lúdio Cabral (PT), assinaram uma Carta de Intenções, na qual se comprometeram a desenvolver programas e iniciativas que promovam a economia, a qualidade de vida, questões sociais, o meio ambiente, a sustentabilidade, a administração pública e a gestão fiscal.

“Fizemos uma pesquisa sobre o que os nossos associados esperam do futuro prefeito de Cuiabá, compilamos em 32 propostas e repassamos para os candidatos para que firmassem o compromisso de olhar para o setor. Acredito que o prefeito eleito tem tudo para fazer um grande mandato”, afirmou o presidente da CDL Cuiabá, Junior Macagnam.

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Os candidatos destacaram propostas as ações voltadas para a economia e impostos. Domingos Kennedy (MDB), se comprometeu a trabalhar para zerar as taxas tributárias no comércio, nos casos em que as lojas que funcionam aos finais de semana têm que pagar taxas extras.

“Vamos rever e tirar essa taxa extra. Não tem sentido uma coisa dessa. Faço aqui o compromisso de não aumentar impostos e trabalhar no sistema zero imposto”, pontuou Domingos Kennedy (MDB).

Eduardo Botelho (UB) repercutiu a proposta de congelamento da tarifa de ônibus nos próximos quatro anos.

“Vamos primeiro organizar as finanças da prefeitura, trabalhar em uma parceria com o Governo para que assuma uma parte dos custos dos estudantes. Vamos fazer uma renegociação em cima disso e redefinição da distribuição de frotas para conter os gastos, manter a tarifa, ou se possível, até baixar o custo”, disse.

De acordo com candidato Lúdio Cabral (PT), a concorrência do mercado informal em Cuiabá será trabalhada em sua gestão.

“Temos que construir um conjunto de iniciativas para reduzir a informalidade. É necessário formalizar o comércio em Cuiabá por meio de iniciativa que nós podemos buscar e há recurso no Ministério do Trabalho hoje, para identificar locais na cidade que possam ser ocupados para formalizar o comércio de rua. No entanto, será necessário muito diálogo”, salientou Lúdio.

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O último participante foi o candidato Abílio Brunini (PL). Ele comentou a necessidade de redução de impostos.

“Nós precisamos desburocratizar e incentivar quem quer empreender. Eu vou pela linha do Paulo Guedes, da redução de impostos. Vamos estimular e desburocratizar para que as pessoas possam empreender, construir e desenvolver a economia de Cuiabá”, afirmou Brunini.

Sobre a CDL Cuiabá
Com 51 anos de história, a CDL Cuiabá conta com 9 mil empresas associadas e busca unir esforços para transformar Cuiabá no melhor lugar para empreender e viver. A instituição oferece soluções e serviços que incluem economia operacional em contas de energia e telefone, segurança em transações online com certificação digital, inteligência para concessão e retomada de crédito com segurança, e recuperação de dívidas com o SPC Brasil.

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Grupo Nova Fronteira aprova plano de recuperação judicial com passivo superior a R$ 600 milhões

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Plano foi aprovado em todas as classes de credores e prevê financiamento DIP de R$ 13 milhões; credores também autorizaram novo período de proteção de 180 dias para apoiar a implementação da reestruturação

O Grupo Nova Fronteira teve seu Plano de Recuperação Judicial aprovado pelos credores em Assembleia Geral realizada nesta quarta-feira (26). A decisão representa um dos principais marcos do processo de reestruturação financeira do grupo, que reúne 112 credores e passivo superior a R$ 600 milhões.

A recuperação judicial, conduzida pela ERS Advocacia, envolveu negociações com credores de diferentes perfis, entre eles instituições financeiras públicas e privadas, cooperativas de crédito, fornecedores de insumos e equipamentos agrícolas e agentes financeiros.

O plano recebeu aprovação em todas as classes de credores. Nas classes Trabalhista e de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (ME/EPP), a adesão foi de 100%. Entre os credores com garantia real, o índice de aprovação alcançou 84,18%, enquanto na classe dos quirografários chegou a 66,62%.

Entre as medidas previstas está a contratação de um novo financiamento DIP (debtor-in-possession) de R$ 13 milhões, destinado ao reforço do capital de giro. A operação já foi aprovada pelo Banco BTG, instituição com a qual o Grupo manterá relacionamento comercial.

Embora houvesse autorização judicial para requerer nova suspensão da assembleia por até 60 dias, o avanço das negociações ao longo do próprio dia permitiu que credores e devedores prosseguissem para a votação, culminando na aprovação do plano.

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Para Victor D’Elia, advogado responsável pela condução do processo, o resultado reflete a complexidade das negociações e a busca por uma solução capaz de conciliar a preservação da atividade econômica com os interesses dos credores.

“Esta foi uma das recuperações judiciais mais complexas em curso no Estado, não apenas pela dimensão do passivo, superior a R$ 600 milhões, mas principalmente pela natureza dos créditos, pelas garantias envolvidas e pela diversidade de credores. A aprovação em todas as classes demonstra que foi possível construir uma solução equilibrada, capaz de preservar a atividade do grupo e, ao mesmo tempo, considerar os interesses dos credores”, afirma D’Elia.

Credores aprovam novo período de proteção

Além do plano de recuperação, os credores aprovaram, por 73,01% dos créditos presentes e votantes, a concessão de um novo período de proteção de 180 dias.

A medida busca assegurar estabilidade durante a fase inicial de implementação do plano, preservando bens essenciais à atividade produtiva e evitando medidas expropriatórias que possam comprometer a operação e, consequentemente, a capacidade de cumprimento das obrigações assumidas na recuperação.

O resultado da assembleia também evidencia o papel cada vez mais relevante da negociação entre devedores e credores nos processos de recuperação judicial. Em reestruturações de maior complexidade, a construção de soluções consensuais tem se consolidado como instrumento central para compatibilizar a continuidade da atividade empresarial com a recuperação dos créditos.

Nova etapa para o Grupo Nova Fronteira

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Com mais de quatro décadas de atuação no agronegócio, o Grupo teve o processamento de sua recuperação judicial deferido em dezembro de 2024 pelo juiz Márcio Guedes, da Vara Especializada de Cuiabá -MT. Na ocasião, o passivo declarado era de R$ 594,3 milhões.

Superada a etapa de deliberação dos credores, o processo entra agora em uma nova fase, voltada à implementação das condições negociadas, ao cumprimento das obrigações previstas no plano e à continuidade das atividades produtivas.

Para João Paulo Marquezam, CEO do Grupo Nova Fronteira, a aprovação representa também uma sinalização ao mercado sobre a continuidade das operações.

“A aprovação passa uma mensagem importante para o mercado: o Grupo Nova Fronteira continua firme na atividade e superou o estado de crise. Depois de um processo longo e de negociações complexas, começa agora uma nova fase, que exige disciplina para cumprir o que foi negociado, manter a produção e reconstruir a relação de confiança com credores, fornecedores e parceiros comerciais”, afirma.

Atualmente, o grupo possui 25 mil hectares de área própria, dos quais 6 mil hectares são destinados ao cultivo de soja, além de estrutura com capacidade para 40 mil animais, entre pastagens e confinamento.

A manutenção dessa estrutura produtiva será um dos principais pilares da nova etapa da reestruturação, ao sustentar a geração de caixa necessária para a continuidade das operações e o cumprimento das obrigações estabelecidas no plano de recuperação judicial.

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