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Cinco projetos de pesquisas na área da agricultura familiar são aprovados pelo Governo de MT

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Cinco projetos de pesquisas nas áreas de cafeicultura, mandiocultura, bananicultura e forragicultura, para fortalecer a agricultura familiar em Mato Grosso, foram aprovados para receber apoio financeiro do Governo do Estado, por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat).

O Programa de Pesquisa Aplicada em Políticas Públicas, que surgiu de uma parceria entre a Fapemat, vinculada à Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci), e a Secretaria de Estado de Agricultura Familiar de Mato Grosso (Seaf-MT), para impulsionar o desenvolvimento do estado com foco na agricultura familiar.

O programa tem como meta acolher e apoiar projetos de pesquisa que contribuam significativamente para o avanço das áreas de agricultura familiar, em parceria com Instituições Científicas e Tecnológicas (ICTs), definidas como órgãos ou entidades públicas ou privadas sem fins lucrativos que tenham a pesquisa como parte integral de sua missão institucional.

Foram analisadas e aprovadas cinco propostas, sendo duas na área de cafeicultura, uma de mandiocultura, uma de bananicultura e uma de forragicultura – estudo das plantas destinadas à alimentação animal.

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A apresentação de cada projeto deve ter a duração de 3 minutos, destacando resultados esperados, características inovadoras e potencial de inserção no mercado.

No mínimo 5% do valor solicitado à Fapemat deve ser destinado a ações de divulgação digital do projeto para a sociedade mato-grossense.
Os projetos apoiados terão um prazo máximo de execução de 24 meses, podendo, em casos excepcionais e devidamente justificados, ser prorrogados por até 6 meses.

De acordo com o secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci), Allan Kardec, as pesquisas reforçam a importância da agricultura familiar, fortalecendo a posição do segmento no cenário econômico e social.

“Dos alimentos mais consumidos, 70% vêm da agricultura familiar, produzidos por pequenos produtores no abastecimento familiar, comercializando o restante. Daí a necessidade de incrementar pesquisas aplicadas com base tecnológica e de inovação, gerando mais empregos e renda nos sistemas agrícolas diversificados em nosso estado”, ressaltou o presidente da Fapemat, Marcos de Sá Fernandes da Silva.

Fonte: Governo MT – MT

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Grupo Nova Fronteira aprova plano de recuperação judicial com passivo superior a R$ 600 milhões

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Plano foi aprovado em todas as classes de credores e prevê financiamento DIP de R$ 13 milhões; credores também autorizaram novo período de proteção de 180 dias para apoiar a implementação da reestruturação

O Grupo Nova Fronteira teve seu Plano de Recuperação Judicial aprovado pelos credores em Assembleia Geral realizada nesta quarta-feira (26). A decisão representa um dos principais marcos do processo de reestruturação financeira do grupo, que reúne 112 credores e passivo superior a R$ 600 milhões.

A recuperação judicial, conduzida pela ERS Advocacia, envolveu negociações com credores de diferentes perfis, entre eles instituições financeiras públicas e privadas, cooperativas de crédito, fornecedores de insumos e equipamentos agrícolas e agentes financeiros.

O plano recebeu aprovação em todas as classes de credores. Nas classes Trabalhista e de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (ME/EPP), a adesão foi de 100%. Entre os credores com garantia real, o índice de aprovação alcançou 84,18%, enquanto na classe dos quirografários chegou a 66,62%.

Entre as medidas previstas está a contratação de um novo financiamento DIP (debtor-in-possession) de R$ 13 milhões, destinado ao reforço do capital de giro. A operação já foi aprovada pelo Banco BTG, instituição com a qual o Grupo manterá relacionamento comercial.

Embora houvesse autorização judicial para requerer nova suspensão da assembleia por até 60 dias, o avanço das negociações ao longo do próprio dia permitiu que credores e devedores prosseguissem para a votação, culminando na aprovação do plano.

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Para Victor D’Elia, advogado responsável pela condução do processo, o resultado reflete a complexidade das negociações e a busca por uma solução capaz de conciliar a preservação da atividade econômica com os interesses dos credores.

“Esta foi uma das recuperações judiciais mais complexas em curso no Estado, não apenas pela dimensão do passivo, superior a R$ 600 milhões, mas principalmente pela natureza dos créditos, pelas garantias envolvidas e pela diversidade de credores. A aprovação em todas as classes demonstra que foi possível construir uma solução equilibrada, capaz de preservar a atividade do grupo e, ao mesmo tempo, considerar os interesses dos credores”, afirma D’Elia.

Credores aprovam novo período de proteção

Além do plano de recuperação, os credores aprovaram, por 73,01% dos créditos presentes e votantes, a concessão de um novo período de proteção de 180 dias.

A medida busca assegurar estabilidade durante a fase inicial de implementação do plano, preservando bens essenciais à atividade produtiva e evitando medidas expropriatórias que possam comprometer a operação e, consequentemente, a capacidade de cumprimento das obrigações assumidas na recuperação.

O resultado da assembleia também evidencia o papel cada vez mais relevante da negociação entre devedores e credores nos processos de recuperação judicial. Em reestruturações de maior complexidade, a construção de soluções consensuais tem se consolidado como instrumento central para compatibilizar a continuidade da atividade empresarial com a recuperação dos créditos.

Nova etapa para o Grupo Nova Fronteira

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Com mais de quatro décadas de atuação no agronegócio, o Grupo teve o processamento de sua recuperação judicial deferido em dezembro de 2024 pelo juiz Márcio Guedes, da Vara Especializada de Cuiabá -MT. Na ocasião, o passivo declarado era de R$ 594,3 milhões.

Superada a etapa de deliberação dos credores, o processo entra agora em uma nova fase, voltada à implementação das condições negociadas, ao cumprimento das obrigações previstas no plano e à continuidade das atividades produtivas.

Para João Paulo Marquezam, CEO do Grupo Nova Fronteira, a aprovação representa também uma sinalização ao mercado sobre a continuidade das operações.

“A aprovação passa uma mensagem importante para o mercado: o Grupo Nova Fronteira continua firme na atividade e superou o estado de crise. Depois de um processo longo e de negociações complexas, começa agora uma nova fase, que exige disciplina para cumprir o que foi negociado, manter a produção e reconstruir a relação de confiança com credores, fornecedores e parceiros comerciais”, afirma.

Atualmente, o grupo possui 25 mil hectares de área própria, dos quais 6 mil hectares são destinados ao cultivo de soja, além de estrutura com capacidade para 40 mil animais, entre pastagens e confinamento.

A manutenção dessa estrutura produtiva será um dos principais pilares da nova etapa da reestruturação, ao sustentar a geração de caixa necessária para a continuidade das operações e o cumprimento das obrigações estabelecidas no plano de recuperação judicial.

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