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Com cases de sucesso, Governo de MT é destaque em evento de Infraestrutura em SP

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Os avanços do Governo de Mato Grosso na Infraestrutura foram destaque no “Fórum Infraestrutura Cidades e Investimentos”, promovido pela revista Exame em São Paulo.

Durante o evento, realizado nesta quarta-feira (07.12), o governador Mauro Mendes falou sobre os resultados obtidos nesta área nos últimos quatro anos em que está no comando do Estado.

“De alguns anos para cá, a logística começou a melhorar. A ferrovia chegou na parte sul, já temos a empresa Rumo com um contrato assinado para fazer a ferrovia chegar até Cuiabá e ao centro do agronegócio, junto com os investimentos que o Governo do Estado tem conseguido fazer ao longo dos anos”, disse.

Mauro Mendes citou que, somente nesta gestão, estão sendo entregues 2.600 km de asfalto novo, mais de 1.900 recuperados e centenas de pontes, investimentos que dão essenciais para melhorar a logística de Mato Grosso, que é o maior estado produtor de alimentos do país.

“Estamos fazendo isso com recursos próprios, de um fundo criado do próprio agronegócio [Fethab], que vincula esta arrecadação a aplicação na área ee Infraestrutura. Isso tem garantido cerca de 7% de investimento em Infraestrutura, fator que tem criado melhores condições para que essa logística possa ter uma perspectiva melhor”, pontuou.

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Além dos investimentos com recursos próprios, o governador citou as soluções dadas para os problemas da BR-163 e o pioneirismo em conseguir autorizar as obras da 1ª Ferrovia Estadual do país.

“A BR-163 estava caminhando para uma relicitação, que na média demora 4, 5 anos. O Estado está comprando essa concessão, numa ampla negociação, e estamos prestes a assinar. O Governo vai comprar e ser o concessionário de uma rodovia federal e nós vamos aportar o dinheiro para resolver esses gargalos. É uma solução inédita que tem sido elogiada até pelo Tribunal de Contas da União”, mencionou.

Mauro Mendes também adiantou que os fortes investimentos em Infraestrutura vão continuar em seu segundo mandato.

De acordo com ele, se Mato Grosso conseguiu se tornar uma potência do agronegócio com uma infraestrutura ruim, agora com os fortes investimentos do Estado, a previsão é praticamente dobramos a produção e nos tornarmos ainda mais competitivos.

“As principais metas são ampliar o programa rodoviário. Temos perspectiva de fazer 3 mil km de asfalto novo, mais 2 mil km de recuperação da malha existente, temos o primeiro traçado da ferrovia que deve sair nos próximos dois anos, a Fico [Ferrovia de Integração do Centro-Oeste] , do Governo Federal, esperamos que tome o mesmo ritmo e possa chegar à região oeste. O programa de concessões rodoviárias vai continuar e também temos programas de pontes com centenas de pontes. Ter uma logística mais eficiente vai continuar mantendo a competitividade desse setor, que e o mais importante de Mato Grosso”, completou.

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Também participaram do evento: a primeira-dama Virginia Mendes; o ex-senador Cidinho Santos; os secretários de Estado Rogério Gallo (Fazenda), Marcelo de Oliveira (Infraestrutura) e Laice Souza (Comunicação); os governadores Renato Casagrande (ES), Ratinho Júnior (PR); o governador eleito de São Paulo e ex-ministro de Infraestrutura, Tarcísio de Freitas; e o secretário de Infraestrutura e Mobilidade do Estado de Minas Gerais, Fernando Marcato.

Fonte: GOV MT

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Grupo Nova Fronteira aprova plano de recuperação judicial com passivo superior a R$ 600 milhões

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Plano foi aprovado em todas as classes de credores e prevê financiamento DIP de R$ 13 milhões; credores também autorizaram novo período de proteção de 180 dias para apoiar a implementação da reestruturação

O Grupo Nova Fronteira teve seu Plano de Recuperação Judicial aprovado pelos credores em Assembleia Geral realizada nesta quarta-feira (26). A decisão representa um dos principais marcos do processo de reestruturação financeira do grupo, que reúne 112 credores e passivo superior a R$ 600 milhões.

A recuperação judicial, conduzida pela ERS Advocacia, envolveu negociações com credores de diferentes perfis, entre eles instituições financeiras públicas e privadas, cooperativas de crédito, fornecedores de insumos e equipamentos agrícolas e agentes financeiros.

O plano recebeu aprovação em todas as classes de credores. Nas classes Trabalhista e de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (ME/EPP), a adesão foi de 100%. Entre os credores com garantia real, o índice de aprovação alcançou 84,18%, enquanto na classe dos quirografários chegou a 66,62%.

Entre as medidas previstas está a contratação de um novo financiamento DIP (debtor-in-possession) de R$ 13 milhões, destinado ao reforço do capital de giro. A operação já foi aprovada pelo Banco BTG, instituição com a qual o Grupo manterá relacionamento comercial.

Embora houvesse autorização judicial para requerer nova suspensão da assembleia por até 60 dias, o avanço das negociações ao longo do próprio dia permitiu que credores e devedores prosseguissem para a votação, culminando na aprovação do plano.

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Para Victor D’Elia, advogado responsável pela condução do processo, o resultado reflete a complexidade das negociações e a busca por uma solução capaz de conciliar a preservação da atividade econômica com os interesses dos credores.

“Esta foi uma das recuperações judiciais mais complexas em curso no Estado, não apenas pela dimensão do passivo, superior a R$ 600 milhões, mas principalmente pela natureza dos créditos, pelas garantias envolvidas e pela diversidade de credores. A aprovação em todas as classes demonstra que foi possível construir uma solução equilibrada, capaz de preservar a atividade do grupo e, ao mesmo tempo, considerar os interesses dos credores”, afirma D’Elia.

Credores aprovam novo período de proteção

Além do plano de recuperação, os credores aprovaram, por 73,01% dos créditos presentes e votantes, a concessão de um novo período de proteção de 180 dias.

A medida busca assegurar estabilidade durante a fase inicial de implementação do plano, preservando bens essenciais à atividade produtiva e evitando medidas expropriatórias que possam comprometer a operação e, consequentemente, a capacidade de cumprimento das obrigações assumidas na recuperação.

O resultado da assembleia também evidencia o papel cada vez mais relevante da negociação entre devedores e credores nos processos de recuperação judicial. Em reestruturações de maior complexidade, a construção de soluções consensuais tem se consolidado como instrumento central para compatibilizar a continuidade da atividade empresarial com a recuperação dos créditos.

Nova etapa para o Grupo Nova Fronteira

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Com mais de quatro décadas de atuação no agronegócio, o Grupo teve o processamento de sua recuperação judicial deferido em dezembro de 2024 pelo juiz Márcio Guedes, da Vara Especializada de Cuiabá -MT. Na ocasião, o passivo declarado era de R$ 594,3 milhões.

Superada a etapa de deliberação dos credores, o processo entra agora em uma nova fase, voltada à implementação das condições negociadas, ao cumprimento das obrigações previstas no plano e à continuidade das atividades produtivas.

Para João Paulo Marquezam, CEO do Grupo Nova Fronteira, a aprovação representa também uma sinalização ao mercado sobre a continuidade das operações.

“A aprovação passa uma mensagem importante para o mercado: o Grupo Nova Fronteira continua firme na atividade e superou o estado de crise. Depois de um processo longo e de negociações complexas, começa agora uma nova fase, que exige disciplina para cumprir o que foi negociado, manter a produção e reconstruir a relação de confiança com credores, fornecedores e parceiros comerciais”, afirma.

Atualmente, o grupo possui 25 mil hectares de área própria, dos quais 6 mil hectares são destinados ao cultivo de soja, além de estrutura com capacidade para 40 mil animais, entre pastagens e confinamento.

A manutenção dessa estrutura produtiva será um dos principais pilares da nova etapa da reestruturação, ao sustentar a geração de caixa necessária para a continuidade das operações e o cumprimento das obrigações estabelecidas no plano de recuperação judicial.

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