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CONCEEL-EMT debate oscilações de energia no Santa Amália e investimentos da Energisa em Mato Grosso

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Os conselheiros do Conselho de Consumidores de Energia Elétrica da Energisa Mato Grosso (CONCEEL-EMT) se reuniram nesta terça-feira (26), na sede da Energisa Mato Grosso, em Cuiabá, para discutir demandas relacionadas ao fornecimento de energia elétrica no Estado. Entre os principais temas da pauta estiveram as ocorrências de oscilação e interrupção de energia registradas no bairro Santa Amália, na capital, e os investimentos realizados pela concessionária ao longo dos últimos anos.

Durante a reunião, os conselheiros analisaram a situação do bairro Santa Amália, onde foram registradas 13 ocorrências de oscilação ou falta de energia somente neste ano. Após tomar conhecimento da demanda, o CONCEEL-MT encaminhou o caso ao setor de Engenharia da Energisa para esclarecimentos.

De acordo com a concessionária, as ocorrências foram provocadas por fatores externos, como a presença de animais na rede elétrica, quedas de árvores sobre a fiação e descargas atmosféricas. A empresa informou ainda que os atendimentos foram realizados de forma imediata e que o fornecimento de energia foi restabelecido, em média, em até duas horas após os registros.

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Outro assunto debatido pelos conselheiros foi o volume de investimentos realizados pela Energisa Mato Grosso entre os anos de 2014 e 2026. Segundo informações apresentadas durante a reunião, os aportes somam aproximadamente R$ 9 bilhões destinados à expansão, modernização e melhoria do sistema elétrico no Estado. Somente em 2025, foram investidos mais de R$ 1,6 bilhão.

Conforme dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), Mato Grosso registra atualmente o maior volume de investimentos por habitante do país no setor de distribuição de energia elétrica, resultado dos aportes realizados pela concessionária ao longo dos últimos anos.

Os conselheiros destacaram a importância do acompanhamento permanente da qualidade dos serviços prestados à população e reforçaram o papel do Conselho como canal de diálogo entre consumidores, concessionária e órgãos reguladores.

“O papel do CONCEEL-MT é representar os interesses dos consumidores e acompanhar de perto a qualidade dos serviços prestados. Sempre que recebemos uma demanda da população, buscamos esclarecimentos e cobramos soluções da distribuidora para que os problemas sejam resolvidos o mais rápido possível”, destacou o presidente do CONCEEL-EMT, Edvaldo Belisário.

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Sobre o CONCEEL-MT
O Conselho de Consumidores de Energia Elétrica de Mato Grosso (CONCEEL-MT) tem como objetivo orientar, analisar e opinar sobre questões relacionadas ao fornecimento de energia elétrica, tarifas e à adequação dos serviços prestados ao consumidor final. O órgão não possui relação de subordinação com a distribuidora e é composto por representantes das classes de consumo residencial, comercial, industrial, rural e do poder público.

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Especialista alerta: falta de diálogo sobre dinheiro pode comprometer a saúde financeira e até o futuro dos relacionamentos

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Quando o assunto é relacionamento, muitos casais conversam sobre casamento, filhos, carreira e planos para o futuro. No entanto, uma das pautas mais importantes para a construção de uma vida a dois ainda costuma ser deixada de lado: o dinheiro.

Questões relacionadas a orçamento doméstico, dívidas, investimentos e metas financeiras frequentemente se tornam fontes de conflitos quando não são discutidas de forma transparente. Especialistas apontam que a falta de diálogo sobre finanças está entre os fatores que mais geram desgaste emocional e tensão dentro dos relacionamentos.

Para a professora de Ciências Contábeis Maria Clara Martins, o problema vai além da simples organização financeira.

“Muitos casais evitam conversar sobre finanças. Isso acontece porque culturalmente associamos dinheiro a poder pessoal. Isso pode resultar em um dos parceiros esconder gastos, dívidas e receitas do outro — o que chamamos de infidelidade financeira. Situações como essa podem adicionar estresse constante e, muitas das vezes, são a razão para separações”, explica Maria Clara, da Faculdade Serra Dourada de Lorena.

Os erros financeiros mais comuns entre casais

Segundo a docente, a ausência de um planejamento financeiro compartilhado costuma levar a erros que poderiam ser evitados com uma simples conversa periódica sobre o orçamento familiar.

Entre os problemas mais frequentes está a inexistência de uma reserva de emergência para o casal. Sem esse recurso, situações inesperadas como desemprego, problemas de saúde ou despesas urgentes podem comprometer significativamente a estabilidade financeira da família.

Outro ponto de atenção são os gastos duplicados. A falta de alinhamento pode fazer com que ambos mantenham assinaturas, serviços ou despesas semelhantes sem necessidade, aumentando os custos mensais sem que percebam.

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Além disso, quando cada parceiro possui expectativas diferentes para o presente e para o futuro, surgem conflitos relacionados às prioridades financeiras.

“É importante ambos serem sinceros com seus planos para o agora e para o futuro e alinharem as expectativas. Quando existe clareza sobre os objetivos, as decisões financeiras passam a fazer mais sentido para os dois”, destaca.

Transformando dinheiro em ferramenta para realizar sonhos

Embora o tema ainda seja considerado delicado para muitas pessoas, a especialista defende que falar sobre dinheiro pode se tornar um hábito positivo e até motivador.

“Quando o dinheiro vira um instrumento para realizar sonhos juntos, a conversa deixa de ser chata e vira motivadora. Por isso, conversem sobre dinheiro pelo menos uma vez por mês, coloquem como um compromisso na agenda. Não é para brigar, é para comemorar as pequenas conquistas e continuar planejando”, orienta Martins.

Ela recomenda que o casal escolha uma ferramenta de controle financeiro que funcione para ambos, seja uma planilha, aplicativo ou planner. O importante é conseguir visualizar de forma clara quanto dinheiro entra e para onde ele está sendo direcionado.

Outra estratégia é estabelecer metas compartilhadas em diferentes horizontes de tempo:

Curto prazo: viagens, lazer e experiências;
Médio prazo: aquisição de veículo, reformas ou mudanças de residência;
Longo prazo: aposentadoria, educação dos filhos e independência financeira.

“Estudar sobre juros compostos e conhecer opções de investimentos também ajuda o casal a construir patrimônio de forma mais eficiente ao longo dos anos”, acrescenta.

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Conta conjunta ou separada? Especialista explica qual modelo funciona melhor

Uma dúvida comum entre casais diz respeito à administração das contas bancárias. Afinal, é melhor manter tudo separado ou centralizar as finanças?

De acordo com a especialista, não existe uma fórmula única. “Não existe modelo certo ou errado. O mais importante é que a escolha esteja alinhada ao perfil, à rotina e aos objetivos do casal.”

Ela explica que contas totalmente separadas costumam funcionar bem para quem valoriza autonomia financeira, mas podem dificultar a visualização do patrimônio construído em conjunto. Já a conta conjunta oferece maior integração, embora possa gerar conflitos quando os hábitos de consumo são muito diferentes.

Por isso, o modelo híbrido tem ganhado espaço entre especialistas e casais. “O modelo híbrido costuma ser o mais recomendado porque une organização e autonomia. Uma conta pode ser destinada às despesas da casa e às metas compartilhadas, enquanto cada pessoa mantém sua conta individual para gastos pessoais”, ressalta.

Construindo o futuro juntos

Mais do que controlar gastos ou dividir contas, o planejamento financeiro a dois representa uma ferramenta para fortalecer a parceria e construir objetivos em comum.

Em um momento em que o Dia dos Namorados convida casais a refletirem sobre o futuro, a especialista reforça que falar sobre dinheiro é também uma forma de demonstrar confiança, compromisso e responsabilidade.

“Planejar finanças a dois não é sobre controlar o outro. É sobre alinhar sonhos. Quando o casal aprende a falar sobre dinheiro, está, na verdade, desenhando o futuro que quer construir junto”, conclui Maria Clara Martins.

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