MATO GROSSO
Conceel-EMT participa do VII Encontro dos Conselhos de Consumidores do Grupo Energisa em Rondônia
MATO GROSSO
O Conselho de Consumidores de Energia Elétrica da Energisa Mato Grosso (CONCEEL-EMT) participou do VII Encontro dos Conselhos de Consumidores de Energia Elétrica do Grupo Energisa, realizado em Porto Velho, Rondônia. O evento reúne conselheiros de diversos estados atendidos pela Energisa para debater os principais desafios e perspectivas do setor elétrico no Brasil. A programação segue até esta sexta-feira (09), no Hotel Golden Plaza.
A agenda inclui palestras técnicas, com destaque para temas como a modernização da distribuição de energia, os impactos e oportunidades do contrato de concessão com sandbox tarifário, e os projetos em andamento voltados à transformação dos sistemas de alta e média tensão.
Representando o Conceel-EMT, estiveram presentes o vice-presidente, Benedito Paulo de Abreu e a segunda secretária executiva, Ana Paula Silva.
“Estamos acompanhando de perto as mudanças no setor, garantindo que as decisões tomadas respeitem os direitos dos consumidores e promovam melhorias efetivas na qualidade do serviço”, afirmou o vice-presidente do Conceel-EMT, Benedito Paulo de Abreu.
O evento inclui ainda uma visita a Usina Santo Antônio. A hidrelétrica está localizada no Rio Madeira, na cidade de Porto Velho. A estrutura possui 50 turbinas do tipo Bulbo para geração de energia elétrica com potência de cerca de 71,6 megawatts. É a quinta maior hidrelétrica em operação no Brasil e uma das maiores do mundo.
Sobre o CONCEEL/EMT
O CONCEEL/EMT tem como objetivo orientar, analisar e opinar sobre questões ligadas ao fornecimento, às tarifas e à adequação dos serviços prestados ao consumidor final. O conselho não possui relação de subordinação com a distribuidora Energisa/MT e é composto pelas seguintes classes de consumo: residencial, comercial, industrial, rural e poder público.
MATO GROSSO
Planejamento da granja e vazio sanitário são fundamentais para fortalecer a sanidade na suinocultura, destaca especialista da Embrapa
O planejamento adequado das instalações, a produção em lotes e a adoção do vazio sanitário foram os principais temas abordados pelo analista da Embrapa Suínos e Aves, Armando Lopes do Amaral, durante palestra no 5º Simpósio da Suinocultura de Mato Grosso, evento realizado pela Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat). O especialista destacou que a organização da granja é um dos pilares para manter elevados padrões de sanidade e garantir melhores índices produtivos.
Segundo Amaral, uma granja bem planejada permite fortalecer a biosseguridade, conjunto de medidas voltadas para impedir a entrada de agentes infecciosos e reduzir a circulação de doenças dentro da propriedade.
“A instalação é a base de um bom programa sanitário. O ideal é que a granja seja cercada, bem isolada, com controle rigoroso da entrada de pessoas e que as diferentes fases de produção sejam organizadas em salas específicas. Além disso, é importante manter animais da mesma idade juntos, evitando que animais mais velhos transmitam doenças aos mais jovens”, explicou.
O pesquisador ressaltou que o Brasil já possui um elevado padrão sanitário na produção de suínos, reconhecido internacionalmente, mas alertou que esse resultado exige vigilância constante.
“Chegar a um bom nível sanitário é importante, mas mantê-lo e buscar melhorias contínuas é ainda mais desafiador. Animais saudáveis apresentam melhor desempenho, maior ganho de peso e melhores resultados econômicos para o produtor”, afirmou.
Embora reconheça que muitas granjas mais antigas enfrentam limitações estruturais e altos custos para adequações completas, Amaral destacou que é possível adotar medidas de manejo capazes de reduzir significativamente os riscos sanitários.
Entre elas está a produção em lotes, organizando grupos de matrizes e leitões para que permaneçam juntos durante cada fase produtiva, respeitando o sistema “todos dentro, todos fora”. Essa estratégia facilita a realização do vazio sanitário entre os lotes, permitindo a limpeza, desinfecção e quebra do ciclo de transmissão de agentes causadores de doenças.
“Nem sempre é possível construir novas instalações imediatamente. Mas, mesmo em estruturas existentes, o produtor pode organizar os animais em lotes, manter grupos da mesma idade nas mesmas salas e realizar o vazio sanitário sempre que possível. São medidas que contribuem muito para preservar a sanidade do rebanho”, concluiu o especialista.
Para o presidente da Acrismat, Frederico Tannure Filho, levar especialistas da Embrapa ao simpósio reforça o compromisso da entidade com a difusão de conhecimento técnico que contribua para o fortalecimento da suinocultura mato-grossense.
“A sanidade é um dos maiores patrimônios da suinocultura brasileira e precisa ser preservada diariamente dentro das granjas. Trazer esse debate para o Simpósio permite que nossos produtores tenham acesso às melhores práticas e entendam que, muitas vezes, melhorias no manejo, no planejamento da produção em lotes e no cumprimento do vazio sanitário geram ganhos expressivos em produtividade e competitividade. A Acrismat trabalha justamente para aproximar o produtor dessas informações e fortalecer cada vez mais a cadeia produtiva em Mato Grosso”, afirmou Frederico Tannure Filho.
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