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Consultas públicas recebem contribuições até 5 de agosto

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Crédito: Prefeitura de Água Boa

Para fomentar a participação popular, o Ministério da Saúde disponibiliza três novas consultas públicas. Tratam-se de recomendações preliminares sobre periodontite, que vão compor um conjunto de 22 diretrizes para auxiliar profissionais de saúde bucal que trabalham na atenção primária, porta de entrada do Sistema Único de Saúde (SUS). As contribuições podem ser feitas até o dia 5 de agosto.

1) Diretriz para a prática clínica odontológica na Atenção Primária à Saúde: Tratamento da Periodontite estágios I-III (VOLUME 1) – Abordagem periodontal não cirúrgica

2) Diretriz para a prática clínica odontológica na Atenção Primária à Saúde: Tratamento da Periodontite estágios I-III (VOLUME 2) – Reintervenção após abordagem periodontal não cirúrgica

3) Diretriz para a prática clínica odontológica na Atenção Primária à Saúde: Tratamento da Periodontite estágios I-III (VOLUME 3) – Manutenção periódica preventiva

A periodontite é considerada uma doença inflamatória dos tecidos periodontais de suporte do dente (parte interna da gengiva e osso ao qual o dente está ligado), ocasionada pelo acúmulo crônico de biofilme (película viscosa e incolor formada por bactérias e restos alimentares acumulados na superfície dos dentes e na gengiva).

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Essa é a 6ª condição crônica mais prevalente no mundo, ou seja, tem alta prevalência na população. As diretrizes visam a orientar sobre a execução do melhor tratamento, baseadas em evidências, e com foco no papel dos profissionais da atenção primária à saúde.

O público-alvo principal são cirurgiões-dentistas, técnicos e auxiliares de saúde bucal da APS, mas gestores, pesquisadores, estudantes e outras pessoas interessadas também podem participar. As contribuições devem ser enviadas exclusivamente pelos formulários online.

Histórico

A proposta é liderada pela Coordenação-Geral de Saúde Bucal do Ministério da Saúde, em parceria com o Global Observatory for Dental Care (Godec), coordenado pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel). O resultado será uma publicação com a versão final das 22 diretrizes.

Os 11 temas que já passaram por consulta pública são:

  • Tratamento conservador de polpa em dentes decíduos;
  • Restaurações de lesões cervicais não cariosas;
  • Tratamento em pacientes oncológicos submetidos a radioterapia de cabeça e pescoço e/ou quimioterapia;
  • Manejo de lesões profundas;
  • Higiene bucal na infância;
  • Tratamento da gengivite;
  • Tratamento de traumatismo em dente decíduo;
  • Tratamento de traumatismo em dente permanente;
  • Detecções de desordens orais e câncer de boca;
  • Manejo de ausências dentárias posteriores;
  • Tratamento odontológico em gestantes (diretriz publicada, versão final).
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Grupo Nova Fronteira aprova plano de recuperação judicial com passivo superior a R$ 600 milhões

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Plano foi aprovado em todas as classes de credores e prevê financiamento DIP de R$ 13 milhões; credores também autorizaram novo período de proteção de 180 dias para apoiar a implementação da reestruturação

O Grupo Nova Fronteira teve seu Plano de Recuperação Judicial aprovado pelos credores em Assembleia Geral realizada nesta quarta-feira (26). A decisão representa um dos principais marcos do processo de reestruturação financeira do grupo, que reúne 112 credores e passivo superior a R$ 600 milhões.

A recuperação judicial, conduzida pela ERS Advocacia, envolveu negociações com credores de diferentes perfis, entre eles instituições financeiras públicas e privadas, cooperativas de crédito, fornecedores de insumos e equipamentos agrícolas e agentes financeiros.

O plano recebeu aprovação em todas as classes de credores. Nas classes Trabalhista e de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (ME/EPP), a adesão foi de 100%. Entre os credores com garantia real, o índice de aprovação alcançou 84,18%, enquanto na classe dos quirografários chegou a 66,62%.

Entre as medidas previstas está a contratação de um novo financiamento DIP (debtor-in-possession) de R$ 13 milhões, destinado ao reforço do capital de giro. A operação já foi aprovada pelo Banco BTG, instituição com a qual o Grupo manterá relacionamento comercial.

Embora houvesse autorização judicial para requerer nova suspensão da assembleia por até 60 dias, o avanço das negociações ao longo do próprio dia permitiu que credores e devedores prosseguissem para a votação, culminando na aprovação do plano.

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Para Victor D’Elia, advogado responsável pela condução do processo, o resultado reflete a complexidade das negociações e a busca por uma solução capaz de conciliar a preservação da atividade econômica com os interesses dos credores.

“Esta foi uma das recuperações judiciais mais complexas em curso no Estado, não apenas pela dimensão do passivo, superior a R$ 600 milhões, mas principalmente pela natureza dos créditos, pelas garantias envolvidas e pela diversidade de credores. A aprovação em todas as classes demonstra que foi possível construir uma solução equilibrada, capaz de preservar a atividade do grupo e, ao mesmo tempo, considerar os interesses dos credores”, afirma D’Elia.

Credores aprovam novo período de proteção

Além do plano de recuperação, os credores aprovaram, por 73,01% dos créditos presentes e votantes, a concessão de um novo período de proteção de 180 dias.

A medida busca assegurar estabilidade durante a fase inicial de implementação do plano, preservando bens essenciais à atividade produtiva e evitando medidas expropriatórias que possam comprometer a operação e, consequentemente, a capacidade de cumprimento das obrigações assumidas na recuperação.

O resultado da assembleia também evidencia o papel cada vez mais relevante da negociação entre devedores e credores nos processos de recuperação judicial. Em reestruturações de maior complexidade, a construção de soluções consensuais tem se consolidado como instrumento central para compatibilizar a continuidade da atividade empresarial com a recuperação dos créditos.

Nova etapa para o Grupo Nova Fronteira

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Com mais de quatro décadas de atuação no agronegócio, o Grupo teve o processamento de sua recuperação judicial deferido em dezembro de 2024 pelo juiz Márcio Guedes, da Vara Especializada de Cuiabá -MT. Na ocasião, o passivo declarado era de R$ 594,3 milhões.

Superada a etapa de deliberação dos credores, o processo entra agora em uma nova fase, voltada à implementação das condições negociadas, ao cumprimento das obrigações previstas no plano e à continuidade das atividades produtivas.

Para João Paulo Marquezam, CEO do Grupo Nova Fronteira, a aprovação representa também uma sinalização ao mercado sobre a continuidade das operações.

“A aprovação passa uma mensagem importante para o mercado: o Grupo Nova Fronteira continua firme na atividade e superou o estado de crise. Depois de um processo longo e de negociações complexas, começa agora uma nova fase, que exige disciplina para cumprir o que foi negociado, manter a produção e reconstruir a relação de confiança com credores, fornecedores e parceiros comerciais”, afirma.

Atualmente, o grupo possui 25 mil hectares de área própria, dos quais 6 mil hectares são destinados ao cultivo de soja, além de estrutura com capacidade para 40 mil animais, entre pastagens e confinamento.

A manutenção dessa estrutura produtiva será um dos principais pilares da nova etapa da reestruturação, ao sustentar a geração de caixa necessária para a continuidade das operações e o cumprimento das obrigações estabelecidas no plano de recuperação judicial.

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