MATO GROSSO
Convênios vão atender demandas em infraestrutura na Região Oeste
MATO GROSSO
O Governo de Mato Grosso vai investir R$ 6,5 milhões em obras de infraestrutura na Região Oeste do Estado. Nesta quinta-feira (10.02), o governador Mauro Mendes e o secretário de Infraestrutura e Logística, Marcelo de Oliveira, assinaram seis convênios que vão beneficiar cinco municípios da região, durante evento no Palácio Paiaguás.
As prefeituras de Salto do Céu, Araputanga, Nova Lacerda, São José dos Quatro Marcos e Mirassol D’Oeste vão receber R$ 6 milhões da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística. Esses municípios entrarão com recursos como contrapartida e ficarão responsáveis por executar obras de asfaltamento, reforma e construção de pontes de madeira.
De acordo com o governador Mauro Mendes, essas parcerias vão ajudar e atender as demandas de investimento em infraestrutura nos municípios. “Com um planejamento muito focado, estamos conseguindo desenvolver um ritmo de trabalho bastante intenso. O Estado está aqui para servir a todos e tem a responsabilidade por um conjunto de tarefas, e eu tenho o dever de olhar para os 141 municípios”, afirmou.
Para o prefeito de Nova Lacerda, Uilson José da Silva, beneficiado com um convênio de R$ 2.268.806,20, sendo R$ 2 milhões em recursos do Estado, para asfaltamento de 17.558,72 m² de vias do município, o sentimento é de gratidão. “Por um governo que cumpre o que fala. Esses convênios que nós assinamos vão levar obras para nossa população. Estamos todos juntos para lutar por melhorias para nossa região”.
O deputado estadual Valmir Moretto, que indicou verbas para os convênios, destacou o caso do município de Salto do Céu. Com a assinatura de um convênio de R$ 2.065.193,11 para pavimentação, drenagem, sinalização e construção de calçadas, a cidade passará a ter 100% de suas ruas asfaltadas.
“Vai resolver um problema que não é só do prefeito, mas de toda a população. O que eu posso dizer é que esse é um governo que sempre nos atende. Esses não são os únicos nem serão os últimos convênios para a região”, garantiu.
O secretário de Infraestrutura, Marcelo de Oliveira, destacou o compromisso da atual gestão em realizar obras. “Esse é um governo diferenciado, um governo municipalista, que atende as demandas dos municípios e as executa. São obras que vão realmente impactar na qualidade de vida dos moradores”, afirmou.
Dois convênios foram assinados para o município de Araputanga, que irá receber R$ 800.811,50 para execução de microrrevestimento asfáltica em vias da cidade e mais R$ 462.676,83 para a construção de uma ponte de madeira sobre o Córrego Água Limpa, com extensão de 24 metros.
A prefeitura de São José dos Quatro Marcos assinou um convênio de R$ 329.967,16 para reforma da ponte de madeira sobre o Rio Bugres. E a Prefeitura de Mirassol D’Oeste vai receber R$ 598.973,93 para execução de asfalto e drenagem em 4.336,74 m² de ruas do município. Os convênios também receberão indicações do senador Carlos Fávaro e do deputado federal Neri Geller.
Estiveram presentes no evento o deputado federal Dr. Leonardo; os deputados estaduais Dr. Gimenez e Valmir Moretto; o suplente de senador, Fábio Garci; os prefeitos: Enílson de Araújo Rios de Araputanga; Jamis Silva, de São José dos Quatro Marcos; Hector Alvares Bezerra, de Mirassol D’Oeste; Mauto Teixeira, de Salto do Céu; Uilson da Silva, de Nova Lacerda; Janailza Taveira, de São Félix do Araguaia; secretária de Estado de Comunicação, Laice Souza, além de vereadores e secretários municipais.
MATO GROSSO
Grupo Nova Fronteira aprova plano de recuperação judicial com passivo superior a R$ 600 milhões
Plano foi aprovado em todas as classes de credores e prevê financiamento DIP de R$ 13 milhões; credores também autorizaram novo período de proteção de 180 dias para apoiar a implementação da reestruturação
O Grupo Nova Fronteira teve seu Plano de Recuperação Judicial aprovado pelos credores em Assembleia Geral realizada nesta quarta-feira (26). A decisão representa um dos principais marcos do processo de reestruturação financeira do grupo, que reúne 112 credores e passivo superior a R$ 600 milhões.
A recuperação judicial, conduzida pela ERS Advocacia, envolveu negociações com credores de diferentes perfis, entre eles instituições financeiras públicas e privadas, cooperativas de crédito, fornecedores de insumos e equipamentos agrícolas e agentes financeiros.
O plano recebeu aprovação em todas as classes de credores. Nas classes Trabalhista e de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (ME/EPP), a adesão foi de 100%. Entre os credores com garantia real, o índice de aprovação alcançou 84,18%, enquanto na classe dos quirografários chegou a 66,62%.
Entre as medidas previstas está a contratação de um novo financiamento DIP (debtor-in-possession) de R$ 13 milhões, destinado ao reforço do capital de giro. A operação já foi aprovada pelo Banco BTG, instituição com a qual o Grupo manterá relacionamento comercial.
Embora houvesse autorização judicial para requerer nova suspensão da assembleia por até 60 dias, o avanço das negociações ao longo do próprio dia permitiu que credores e devedores prosseguissem para a votação, culminando na aprovação do plano.
Para Victor D’Elia, advogado responsável pela condução do processo, o resultado reflete a complexidade das negociações e a busca por uma solução capaz de conciliar a preservação da atividade econômica com os interesses dos credores.
“Esta foi uma das recuperações judiciais mais complexas em curso no Estado, não apenas pela dimensão do passivo, superior a R$ 600 milhões, mas principalmente pela natureza dos créditos, pelas garantias envolvidas e pela diversidade de credores. A aprovação em todas as classes demonstra que foi possível construir uma solução equilibrada, capaz de preservar a atividade do grupo e, ao mesmo tempo, considerar os interesses dos credores”, afirma D’Elia.
Credores aprovam novo período de proteção
Além do plano de recuperação, os credores aprovaram, por 73,01% dos créditos presentes e votantes, a concessão de um novo período de proteção de 180 dias.
A medida busca assegurar estabilidade durante a fase inicial de implementação do plano, preservando bens essenciais à atividade produtiva e evitando medidas expropriatórias que possam comprometer a operação e, consequentemente, a capacidade de cumprimento das obrigações assumidas na recuperação.
O resultado da assembleia também evidencia o papel cada vez mais relevante da negociação entre devedores e credores nos processos de recuperação judicial. Em reestruturações de maior complexidade, a construção de soluções consensuais tem se consolidado como instrumento central para compatibilizar a continuidade da atividade empresarial com a recuperação dos créditos.
Nova etapa para o Grupo Nova Fronteira
Com mais de quatro décadas de atuação no agronegócio, o Grupo teve o processamento de sua recuperação judicial deferido em dezembro de 2024 pelo juiz Márcio Guedes, da Vara Especializada de Cuiabá -MT. Na ocasião, o passivo declarado era de R$ 594,3 milhões.
Superada a etapa de deliberação dos credores, o processo entra agora em uma nova fase, voltada à implementação das condições negociadas, ao cumprimento das obrigações previstas no plano e à continuidade das atividades produtivas.
Para João Paulo Marquezam, CEO do Grupo Nova Fronteira, a aprovação representa também uma sinalização ao mercado sobre a continuidade das operações.
“A aprovação passa uma mensagem importante para o mercado: o Grupo Nova Fronteira continua firme na atividade e superou o estado de crise. Depois de um processo longo e de negociações complexas, começa agora uma nova fase, que exige disciplina para cumprir o que foi negociado, manter a produção e reconstruir a relação de confiança com credores, fornecedores e parceiros comerciais”, afirma.
Atualmente, o grupo possui 25 mil hectares de área própria, dos quais 6 mil hectares são destinados ao cultivo de soja, além de estrutura com capacidade para 40 mil animais, entre pastagens e confinamento.
A manutenção dessa estrutura produtiva será um dos principais pilares da nova etapa da reestruturação, ao sustentar a geração de caixa necessária para a continuidade das operações e o cumprimento das obrigações estabelecidas no plano de recuperação judicial.
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