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Corpo de Bombeiros Militar realiza vistoria em restaurante após incêndio

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O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) realizou vistoria em um restaurante onde ocorreu um incêndio na tarde desta terça-feira (21.05), em Rondonópolis, para evitar riscos de reignição e garantir a segurança do local. A ação ocorreu após a equipe do 3º Batalhão Bombeiro Militar (3º BBM) ser acionada para atender uma ocorrência de incêndio com vítima no local, que fica na avenida central da cidade.

Ao chegar no local, a equipe do 3º Batalhão Bombeiro Militar (3º BBM) constatou que o incêndio já havia sido controlado.

De acordo com relatos, um funcionário do restaurante estava reabastecendo um fogareiro a álcool e não percebeu que havia chama, e, ao virar o galão houve uma explosão. O mesmo foi levado por terceiros para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), mas devido à gravidade do caso, precisou ser transferido para o Hospital Regional.

O tenente Bombeiro Militar Yohann Reis explicou que ao manusear álcool e produtos inflamáveis, é preciso ter muito cuidado.

“Quando em contato com o oxigênio, o álcool realiza uma queima quase completa, tornando a chama extremamente difícil de ser percebida e as pessoas só se dão conta do perigo no momento em que já se queimaram. Por esse motivo, é fundamental que todos estejam atentos ao manusear ou estar próximo a produtos à base de álcool. A melhor forma de prevenir acidentes é evitar o uso desse tipo de material inflamável sempre que possível e quando houver necessidade, fazê-lo com muita cautela, seguindo os protocolos de segurança”, destacou o tenente.

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Fonte: Governo MT – MT

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Planejamento da granja e vazio sanitário são fundamentais para fortalecer a sanidade na suinocultura, destaca especialista da Embrapa 

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O planejamento adequado das instalações, a produção em lotes e a adoção do vazio sanitário foram os principais temas abordados pelo analista da Embrapa Suínos e Aves, Armando Lopes do Amaral, durante palestra no 5º Simpósio da Suinocultura de Mato Grosso, evento realizado pela Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat). O especialista destacou que a organização da granja é um dos pilares para manter elevados padrões de sanidade e garantir melhores índices produtivos.

Segundo Amaral, uma granja bem planejada permite fortalecer a biosseguridade, conjunto de medidas voltadas para impedir a entrada de agentes infecciosos e reduzir a circulação de doenças dentro da propriedade.

“A instalação é a base de um bom programa sanitário. O ideal é que a granja seja cercada, bem isolada, com controle rigoroso da entrada de pessoas e que as diferentes fases de produção sejam organizadas em salas específicas. Além disso, é importante manter animais da mesma idade juntos, evitando que animais mais velhos transmitam doenças aos mais jovens”, explicou.

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O pesquisador ressaltou que o Brasil já possui um elevado padrão sanitário na produção de suínos, reconhecido internacionalmente, mas alertou que esse resultado exige vigilância constante.

“Chegar a um bom nível sanitário é importante, mas mantê-lo e buscar melhorias contínuas é ainda mais desafiador. Animais saudáveis apresentam melhor desempenho, maior ganho de peso e melhores resultados econômicos para o produtor”, afirmou.

Embora reconheça que muitas granjas mais antigas enfrentam limitações estruturais e altos custos para adequações completas, Amaral destacou que é possível adotar medidas de manejo capazes de reduzir significativamente os riscos sanitários.

Entre elas está a produção em lotes, organizando grupos de matrizes e leitões para que permaneçam juntos durante cada fase produtiva, respeitando o sistema “todos dentro, todos fora”. Essa estratégia facilita a realização do vazio sanitário entre os lotes, permitindo a limpeza, desinfecção e quebra do ciclo de transmissão de agentes causadores de doenças.

“Nem sempre é possível construir novas instalações imediatamente. Mas, mesmo em estruturas existentes, o produtor pode organizar os animais em lotes, manter grupos da mesma idade nas mesmas salas e realizar o vazio sanitário sempre que possível. São medidas que contribuem muito para preservar a sanidade do rebanho”, concluiu o especialista.

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Para o presidente da Acrismat, Frederico Tannure Filho, levar especialistas da Embrapa ao simpósio reforça o compromisso da entidade com a difusão de conhecimento técnico que contribua para o fortalecimento da suinocultura mato-grossense.

“A sanidade é um dos maiores patrimônios da suinocultura brasileira e precisa ser preservada diariamente dentro das granjas. Trazer esse debate para o Simpósio permite que nossos produtores tenham acesso às melhores práticas e entendam que, muitas vezes, melhorias no manejo, no planejamento da produção em lotes e no cumprimento do vazio sanitário geram ganhos expressivos em produtividade e competitividade. A Acrismat trabalha justamente para aproximar o produtor dessas informações e fortalecer cada vez mais a cadeia produtiva em Mato Grosso”, afirmou Frederico Tannure Filho.

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