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Corpo de Bombeiros realiza transmissão de comando do Batalhão de Emergências Ambientais

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O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) realizou, nesta terça-feira (06.02), a cerimônia de transmissão do cargo de comandante do Batalhão de Emergências Ambientais (BEA). O evento realizado na unidade marcou a passagem da gestão do tenente-coronel BM Marco Aurélio Aires da Silva para a tenente-coronel BM Pryscilla Jorge Machado de Souza.

Durante a solenidade, o comandante-geral do CBMMT, coronel BM Alessandro Borges Ferreira, agradeceu ao tenente-coronel BM Aires por sua dedicação, liderança e pelos resultados alcançados durante seu comando, e deu as boas-vindas à tenente-coronel BM Pryscilla.

“Expresso meus sinceros agradecimentos ao tenente-coronel BM Aires, que demonstrou uma notável capacidade de superar as limitações e dificuldades inerentes à função e demonstrou grande competência e responsabilidade na forma de conduzir suas atribuições e liderar sua equipe. Aproveito também a oportunidade para dar boas-vindas à tenente-coronel Pryscilla, que assume o comando do BEA. Confio plenamente em sua capacidade e tenho certeza de que ela dará continuidade ao excelente trabalho já desenvolvido na unidade”, destaca o comandante.

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O tenente-coronel Aires, em seu discurso, ressaltou os desafios e conquistas durante sua gestão e agradeceu à equipe pelo apoio e dedicação ao longo de sua jornada no comando da instituição.

“Aproveito para agradecer a atenção e confiança em mim depositada durante o período que estive à frente desse Batalhão, bem como agradeço a cada militar que se dedicou no cumprimento das missões e desejo a comandante que assume sucesso na sua gestão”, disse o tenente-coronel.

O Batalhão de Emergências Ambientais é a única unidade especializada do CBMMT. Possui sede em Cuiabá e atua diretamente no enfrentamento aos incêndios florestais, queimadas ilegais e emergências com produtos perigosos em toda a extensão do Estado de Mato Grosso, sendo estruturado em companhias específicas para o atendimento a estas atividades operacionais. Possui ainda em sua estrutura o Grupo de Aviação Bombeiro Militar, responsável pela gestão e operação das aeronaves destinadas ao Combate a Incêndios Florestais.

Estiveram presente na cerimônia representantes da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), Defesa Civil, Batalhão de Polícia Militar de Proteção Ambiental de Mato Grosso (BPMPA-MT), Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), além de autoridades civis e militares, familiares e integrantes da corporação.

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Fonte: Governo MT – MT

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Grupo Nova Fronteira aprova plano de recuperação judicial com passivo superior a R$ 600 milhões

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Plano foi aprovado em todas as classes de credores e prevê financiamento DIP de R$ 13 milhões; credores também autorizaram novo período de proteção de 180 dias para apoiar a implementação da reestruturação

O Grupo Nova Fronteira teve seu Plano de Recuperação Judicial aprovado pelos credores em Assembleia Geral realizada nesta quarta-feira (26). A decisão representa um dos principais marcos do processo de reestruturação financeira do grupo, que reúne 112 credores e passivo superior a R$ 600 milhões.

A recuperação judicial, conduzida pela ERS Advocacia, envolveu negociações com credores de diferentes perfis, entre eles instituições financeiras públicas e privadas, cooperativas de crédito, fornecedores de insumos e equipamentos agrícolas e agentes financeiros.

O plano recebeu aprovação em todas as classes de credores. Nas classes Trabalhista e de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (ME/EPP), a adesão foi de 100%. Entre os credores com garantia real, o índice de aprovação alcançou 84,18%, enquanto na classe dos quirografários chegou a 66,62%.

Entre as medidas previstas está a contratação de um novo financiamento DIP (debtor-in-possession) de R$ 13 milhões, destinado ao reforço do capital de giro. A operação já foi aprovada pelo Banco BTG, instituição com a qual o Grupo manterá relacionamento comercial.

Embora houvesse autorização judicial para requerer nova suspensão da assembleia por até 60 dias, o avanço das negociações ao longo do próprio dia permitiu que credores e devedores prosseguissem para a votação, culminando na aprovação do plano.

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Para Victor D’Elia, advogado responsável pela condução do processo, o resultado reflete a complexidade das negociações e a busca por uma solução capaz de conciliar a preservação da atividade econômica com os interesses dos credores.

“Esta foi uma das recuperações judiciais mais complexas em curso no Estado, não apenas pela dimensão do passivo, superior a R$ 600 milhões, mas principalmente pela natureza dos créditos, pelas garantias envolvidas e pela diversidade de credores. A aprovação em todas as classes demonstra que foi possível construir uma solução equilibrada, capaz de preservar a atividade do grupo e, ao mesmo tempo, considerar os interesses dos credores”, afirma D’Elia.

Credores aprovam novo período de proteção

Além do plano de recuperação, os credores aprovaram, por 73,01% dos créditos presentes e votantes, a concessão de um novo período de proteção de 180 dias.

A medida busca assegurar estabilidade durante a fase inicial de implementação do plano, preservando bens essenciais à atividade produtiva e evitando medidas expropriatórias que possam comprometer a operação e, consequentemente, a capacidade de cumprimento das obrigações assumidas na recuperação.

O resultado da assembleia também evidencia o papel cada vez mais relevante da negociação entre devedores e credores nos processos de recuperação judicial. Em reestruturações de maior complexidade, a construção de soluções consensuais tem se consolidado como instrumento central para compatibilizar a continuidade da atividade empresarial com a recuperação dos créditos.

Nova etapa para o Grupo Nova Fronteira

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Com mais de quatro décadas de atuação no agronegócio, o Grupo teve o processamento de sua recuperação judicial deferido em dezembro de 2024 pelo juiz Márcio Guedes, da Vara Especializada de Cuiabá -MT. Na ocasião, o passivo declarado era de R$ 594,3 milhões.

Superada a etapa de deliberação dos credores, o processo entra agora em uma nova fase, voltada à implementação das condições negociadas, ao cumprimento das obrigações previstas no plano e à continuidade das atividades produtivas.

Para João Paulo Marquezam, CEO do Grupo Nova Fronteira, a aprovação representa também uma sinalização ao mercado sobre a continuidade das operações.

“A aprovação passa uma mensagem importante para o mercado: o Grupo Nova Fronteira continua firme na atividade e superou o estado de crise. Depois de um processo longo e de negociações complexas, começa agora uma nova fase, que exige disciplina para cumprir o que foi negociado, manter a produção e reconstruir a relação de confiança com credores, fornecedores e parceiros comerciais”, afirma.

Atualmente, o grupo possui 25 mil hectares de área própria, dos quais 6 mil hectares são destinados ao cultivo de soja, além de estrutura com capacidade para 40 mil animais, entre pastagens e confinamento.

A manutenção dessa estrutura produtiva será um dos principais pilares da nova etapa da reestruturação, ao sustentar a geração de caixa necessária para a continuidade das operações e o cumprimento das obrigações estabelecidas no plano de recuperação judicial.

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