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Crianças em tratamento contra o câncer recebem ovos de Páscoa em ação da AACCMT

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A Associação dos Amigos da Criança com Câncer de Mato Grosso (AACCMT) realizou, nesta quarta-feira (09), um evento especial para entregar ovos de Páscoa arrecadados por meio de uma campanha solidária. A ação ocorreu no Buffet Leila Maluf, um dos parceiros da iniciativa.

As crianças atendidas pela instituição foram presenteadas com chocolates, participaram de atividades recreativas com brincadeiras, lanche e receberam a visita do coelhinho da Páscoa.

Participaram da entrega crianças de Cuiabá, Várzea Grande e outros municípios do interior de Mato Grosso, assim como os familiares dos assistidos, voluntários e parceiros da instituição. Ao todo, foram entregues 80 ovos de chocolate.

“A AACCMT agradece a todos os doadores e voluntários que contribuíram para o sucesso da campanha. A entrega de ovos de Páscoa é uma demonstração do amor e da esperança que todos nós podemos compartilhar. É gratificante ver a alegria nos rostos das crianças”, destacou Benildes Aureliano Firmo, vice-presidente da AACCMT.

Para muitas dessas crianças, que enfrentam o tratamento contra o câncer, momentos como este são essenciais para oferecer um respiro de normalidade e acolhimento.

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“É gratificante contar com esse suporte para as famílias. Sempre fomos bem recebidas e não tem preço que pague esse cuidado da AACCMT com os nossos filhos”, afirmou Aparecida Maura, 33 anos. Ela é mãe de Izabelly Miranda, de 3 anos, que há um ano faz tratamento contra um neuroblastoma — tipo raro de câncer. As duas se mudaram de Cáceres para Cuiabá para realizar o tratamento.

Sobre a AACCMT
A AACCMT oferece hospedagem gratuita para crianças com câncer e um acompanhante. Os atendidos vêm, principalmente, do interior de Mato Grosso, de outros estados, de áreas indígenas e de outros países, que precisam de tratamento em centros especializados de oncologia pediátrica em Cuiabá.

De acordo com o levantamento mais recente da diretoria, ao longo de 25 anos, a AACCMT atendeu 839 crianças e realizou mais de 22 mil atendimentos.

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CNJ notifica desembargadora do TJMT para prestar esclarecimentos em reclamação disciplinar

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O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) notificou a desembargadora do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), Marilsen Andrade Addario, para prestar esclarecimentos, no prazo de 15 dias, em uma reclamação disciplinar que questiona sua atuação na condução de um recurso relacionado à recuperação judicial do Grupo Safras. A representação aponta, entre outros aspectos, suposta extrapolação da competência do juízo de primeiro grau, a nomeação de interventor judicial fora dos limites do recurso e a retenção de agravos internos sem julgamento pelo colegiado. A decisão foi assinada pelo corregedor nacional de Justiça, ministro Mauro Campbell Marques.

A reclamação tem origem em decisões proferidas pela magistrada no âmbito da recuperação judicial do Grupo Safras. A empresa autora sustenta que a desembargadora teria extrapolado os limites de sua atuação no julgamento de um agravo de instrumento, invadindo competências do juízo de primeiro grau, determinando o afastamento de administradores, nomeando interventor judicial e retardando a análise de recursos internos, entre outras supostas irregularidades. As alegações também mencionam possível afronta a dispositivos da Constituição Federal, do Código de Processo Civil, da Lei de Recuperação Judicial, da Lei Orgânica da Magistratura Nacional (LOMAN) e do Código de Ética da Magistratura.

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No recurso objeto da denúncia a Desembargadora foi vencida por dois votos a um para revogação da decisão de nomeação do interventor e da perícia. O salário fixado pela Desembargadora ao interventor Emanoel Alexandre de Oliveira, era de R$ 300.000,00 por mês, já a perícia foi de R$ 1.5 milhão. Pela decisão do Tribunal caberá à juíza de primeiro grau decidir se aproveita algum ato do interventor, bem como se determina a devolução dos valores pagos.

Ao analisar o pedido, o corregedor não fez juízo sobre o mérito das acusações. Apenas determinou a notificação da magistrada para que apresente sua versão dos fatos, etapa prevista no Regimento Interno do CNJ antes da eventual adoção de outras providências. Assim, a reclamação disciplinar segue em fase inicial de apuração, sem decisão sobre eventual responsabilidade da desembargadora.

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