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Cursos gratuitos: Senac-MT oferta 220 vagas para jovens a partir dos 15 anos

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Jovens a partir dos 15 anos de idade e residentes de Cuiabá têm no Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial em Mato Grosso (Senac-MT) uma oportunidade de qualificação profissional totalmente gratuita.

A instituição está com pré-inscrições abertas on-line para 220 vagas em 11 cursos nas áreas de gestão, vendas, marketing, gastronomia, hotelaria, beleza e estética.
A iniciativa integra o programa ‘Qualifica Juventude’, parceria do Sistema Fecomércio-MT, por meio do Senac-MT, com a Prefeitura de Cuiabá, via Secretaria Municipal de Agricultura, Trabalho e Desenvolvimento Econômico.
“Com este programa estamos promovendo a qualificação profissional e a inclusão social e produtiva dos jovens participantes no mercado de trabalho, contribuindo com mão de obra especializada para o comércio de bens, serviços e turismo da capital, fomentando a economia local”, ressalta o diretor regional do Senac-MT, Edson Dahmer.
Os interessados devem acessar o site www.mt.senac.br para fazer a pré-inscrição, preencher os dados pessoais, de endereço e de contato. Menores de idade precisam da autorização do responsável legal para participar, bem como instruir a ficha de cadastro com as informações do participante.
“No formulário on-line, os interessados poderão escolher entre os cursos ‘Excelência em Atendimento e Vendas’, ‘Assistente Financeiro’, ‘Assistente de Pessoal’, ‘Ferramentas de Marketing Digital’, ‘Cerimonial e Protocolo para Eventos’, ‘Aperfeiçoamento para Camareira’, ‘Aperfeiçoamento para Garçom’, ‘Técnicas para Bartender’, ‘Design de Sobrancelhas e Depilação Egípcia’, ‘Técnicas de Maquiagem’, e ‘Tranças’”, elenca o dirigente.

As formações terão cargas horárias de 16 até 160 horas-aula. Os locais de realização dividem-se entre as unidades do Senac-MT no bairro Boa Esperança e na região da ‘Prainha’, bem como em escolas estaduais nos bairros Primeiro de Março e Cidade Verde.

Por Assessoria de Imprensa/Senac-MT (Sistema Fecomércio/Sesc/Senac/IPF-MT)

Contato: Maicon Oliveira

Telefone & WhatsApp: 65 9 9909-8332

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E-mail: imprensa@mt.senac.br

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Grupo Nova Fronteira aprova plano de recuperação judicial com passivo superior a R$ 600 milhões

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Plano foi aprovado em todas as classes de credores e prevê financiamento DIP de R$ 13 milhões; credores também autorizaram novo período de proteção de 180 dias para apoiar a implementação da reestruturação

O Grupo Nova Fronteira teve seu Plano de Recuperação Judicial aprovado pelos credores em Assembleia Geral realizada nesta quarta-feira (26). A decisão representa um dos principais marcos do processo de reestruturação financeira do grupo, que reúne 112 credores e passivo superior a R$ 600 milhões.

A recuperação judicial, conduzida pela ERS Advocacia, envolveu negociações com credores de diferentes perfis, entre eles instituições financeiras públicas e privadas, cooperativas de crédito, fornecedores de insumos e equipamentos agrícolas e agentes financeiros.

O plano recebeu aprovação em todas as classes de credores. Nas classes Trabalhista e de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (ME/EPP), a adesão foi de 100%. Entre os credores com garantia real, o índice de aprovação alcançou 84,18%, enquanto na classe dos quirografários chegou a 66,62%.

Entre as medidas previstas está a contratação de um novo financiamento DIP (debtor-in-possession) de R$ 13 milhões, destinado ao reforço do capital de giro. A operação já foi aprovada pelo Banco BTG, instituição com a qual o Grupo manterá relacionamento comercial.

Embora houvesse autorização judicial para requerer nova suspensão da assembleia por até 60 dias, o avanço das negociações ao longo do próprio dia permitiu que credores e devedores prosseguissem para a votação, culminando na aprovação do plano.

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Para Victor D’Elia, advogado responsável pela condução do processo, o resultado reflete a complexidade das negociações e a busca por uma solução capaz de conciliar a preservação da atividade econômica com os interesses dos credores.

“Esta foi uma das recuperações judiciais mais complexas em curso no Estado, não apenas pela dimensão do passivo, superior a R$ 600 milhões, mas principalmente pela natureza dos créditos, pelas garantias envolvidas e pela diversidade de credores. A aprovação em todas as classes demonstra que foi possível construir uma solução equilibrada, capaz de preservar a atividade do grupo e, ao mesmo tempo, considerar os interesses dos credores”, afirma D’Elia.

Credores aprovam novo período de proteção

Além do plano de recuperação, os credores aprovaram, por 73,01% dos créditos presentes e votantes, a concessão de um novo período de proteção de 180 dias.

A medida busca assegurar estabilidade durante a fase inicial de implementação do plano, preservando bens essenciais à atividade produtiva e evitando medidas expropriatórias que possam comprometer a operação e, consequentemente, a capacidade de cumprimento das obrigações assumidas na recuperação.

O resultado da assembleia também evidencia o papel cada vez mais relevante da negociação entre devedores e credores nos processos de recuperação judicial. Em reestruturações de maior complexidade, a construção de soluções consensuais tem se consolidado como instrumento central para compatibilizar a continuidade da atividade empresarial com a recuperação dos créditos.

Nova etapa para o Grupo Nova Fronteira

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Com mais de quatro décadas de atuação no agronegócio, o Grupo teve o processamento de sua recuperação judicial deferido em dezembro de 2024 pelo juiz Márcio Guedes, da Vara Especializada de Cuiabá -MT. Na ocasião, o passivo declarado era de R$ 594,3 milhões.

Superada a etapa de deliberação dos credores, o processo entra agora em uma nova fase, voltada à implementação das condições negociadas, ao cumprimento das obrigações previstas no plano e à continuidade das atividades produtivas.

Para João Paulo Marquezam, CEO do Grupo Nova Fronteira, a aprovação representa também uma sinalização ao mercado sobre a continuidade das operações.

“A aprovação passa uma mensagem importante para o mercado: o Grupo Nova Fronteira continua firme na atividade e superou o estado de crise. Depois de um processo longo e de negociações complexas, começa agora uma nova fase, que exige disciplina para cumprir o que foi negociado, manter a produção e reconstruir a relação de confiança com credores, fornecedores e parceiros comerciais”, afirma.

Atualmente, o grupo possui 25 mil hectares de área própria, dos quais 6 mil hectares são destinados ao cultivo de soja, além de estrutura com capacidade para 40 mil animais, entre pastagens e confinamento.

A manutenção dessa estrutura produtiva será um dos principais pilares da nova etapa da reestruturação, ao sustentar a geração de caixa necessária para a continuidade das operações e o cumprimento das obrigações estabelecidas no plano de recuperação judicial.

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