CAOS NA SAÚDE CUIABANA
Deputado propõe estender a intervenção na Saúde até o final do mandato de Emanuel
MATO GROSSO
Paulo Araújo, deputado estadual pelo PP e vice-presidente da Comissão de Saúde, Previdência e Assistência Social da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, defendeu em uma entrevista ao RepórterMT a extensão da intervenção do Estado na Saúde Pública de Cuiabá até o final do mandato do prefeito Emanuel Pinheiro, do MDB.
Além de ocupar a posição de vice-presidente da Comissão de Saúde, Paulo Araújo também é o presidente da Comissão Temporária de Saúde, responsável por fiscalizar as ações da equipe de intervenção. Recentemente, ele retirou o partido PP da base aliada do prefeito na Câmara de Vereadores ao assumir a liderança da legenda.
Durante a entrevista, o deputado enfatizou que, caso o prazo estabelecido pela Justiça para a intervenção, que vai até 31 de dezembro deste ano, não seja estendido até o final do mandato de Emanuel, seria necessário elaborar um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC). Segundo ele, esse documento teria o propósito de instruir o prefeito sobre como agir para evitar condutas impróprias por parte dos servidores.
O deputado destacou a importância de evitar erros e de impedir que pessoas sejam prejudicadas ou até mesmo percam a vida devido a problemas na gestão da Saúde Pública. Ele ressaltou que o TAC deveria conter diretrizes para assegurar que desvios de conduta por parte dos funcionários não sejam tolerados.
“Não se pode mais cometer erros, não se pode mais permitir que vidas sejam perdidas, não se pode mais permitir que seus funcionários cometam atos ilícitos”, afirmou o deputado, expressando sua opinião sobre algumas das determinações que ele acredita que deveriam constar no TAC.
MATO GROSSO
Planejamento da granja e vazio sanitário são fundamentais para fortalecer a sanidade na suinocultura, destaca especialista da Embrapa
O planejamento adequado das instalações, a produção em lotes e a adoção do vazio sanitário foram os principais temas abordados pelo analista da Embrapa Suínos e Aves, Armando Lopes do Amaral, durante palestra no 5º Simpósio da Suinocultura de Mato Grosso, evento realizado pela Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat). O especialista destacou que a organização da granja é um dos pilares para manter elevados padrões de sanidade e garantir melhores índices produtivos.
Segundo Amaral, uma granja bem planejada permite fortalecer a biosseguridade, conjunto de medidas voltadas para impedir a entrada de agentes infecciosos e reduzir a circulação de doenças dentro da propriedade.
“A instalação é a base de um bom programa sanitário. O ideal é que a granja seja cercada, bem isolada, com controle rigoroso da entrada de pessoas e que as diferentes fases de produção sejam organizadas em salas específicas. Além disso, é importante manter animais da mesma idade juntos, evitando que animais mais velhos transmitam doenças aos mais jovens”, explicou.
O pesquisador ressaltou que o Brasil já possui um elevado padrão sanitário na produção de suínos, reconhecido internacionalmente, mas alertou que esse resultado exige vigilância constante.
“Chegar a um bom nível sanitário é importante, mas mantê-lo e buscar melhorias contínuas é ainda mais desafiador. Animais saudáveis apresentam melhor desempenho, maior ganho de peso e melhores resultados econômicos para o produtor”, afirmou.
Embora reconheça que muitas granjas mais antigas enfrentam limitações estruturais e altos custos para adequações completas, Amaral destacou que é possível adotar medidas de manejo capazes de reduzir significativamente os riscos sanitários.
Entre elas está a produção em lotes, organizando grupos de matrizes e leitões para que permaneçam juntos durante cada fase produtiva, respeitando o sistema “todos dentro, todos fora”. Essa estratégia facilita a realização do vazio sanitário entre os lotes, permitindo a limpeza, desinfecção e quebra do ciclo de transmissão de agentes causadores de doenças.
“Nem sempre é possível construir novas instalações imediatamente. Mas, mesmo em estruturas existentes, o produtor pode organizar os animais em lotes, manter grupos da mesma idade nas mesmas salas e realizar o vazio sanitário sempre que possível. São medidas que contribuem muito para preservar a sanidade do rebanho”, concluiu o especialista.
Para o presidente da Acrismat, Frederico Tannure Filho, levar especialistas da Embrapa ao simpósio reforça o compromisso da entidade com a difusão de conhecimento técnico que contribua para o fortalecimento da suinocultura mato-grossense.
“A sanidade é um dos maiores patrimônios da suinocultura brasileira e precisa ser preservada diariamente dentro das granjas. Trazer esse debate para o Simpósio permite que nossos produtores tenham acesso às melhores práticas e entendam que, muitas vezes, melhorias no manejo, no planejamento da produção em lotes e no cumprimento do vazio sanitário geram ganhos expressivos em produtividade e competitividade. A Acrismat trabalha justamente para aproximar o produtor dessas informações e fortalecer cada vez mais a cadeia produtiva em Mato Grosso”, afirmou Frederico Tannure Filho.
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