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Diretor de multinacional afirma que MT faz “trabalho excelente” em tecnologia na Agricultura

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O presidente da área de café, açúcar e algodão na Cofco Internacional, Marcelo Andrade, afirmou que Mato Grosso faz um “trabalho excelente” em termos de produção tecnológica na Agricultura.

A declaração foi dada durante evento na Agritalks, organizada pela Apex Brasil, em Dubai, nesta quarta-feira (23.02). A Cofco é a maior empresa de alimentos da China e uma das maiores do mundo, tendo grandes investimentos em Mato Grosso.

De acordo com o executivo, Mato Grosso se destaca por ser um grande player do agronegócio e tem caminhado para ser o terceiro ou quarto maior produtor de alimentos do planeta.

“Mato Grosso hoje é o celeiro do mundo. Na tecnologia, Mato Grosso está bem avançado e temos visto vários produtores fazendo trabalhos excelentes em termos de produção tecnológica”, pontuou.

Para Marcelo Andrade, a Expo Dubai é uma oportunidade de Mato Grosso mostrar o seu potencial de Estado que produz em larga escala, com tecnologia e sustentabilidade.

“Aqui nessa região [Emirados Árabes Unidos] já existem muitos projetos interessantes de irrigação e eu vejo uma transferência tecnológica interessante. Precisamos evoluir mais na irrigação, porque cada vez há mais variações climáticas que não conseguimos controlar. Então os dois lados podem aprender bastante em termos de agricultura. Podemos aprender mais sobre irrigação e eles podem aprender conosco sobre tecnologia na Agricultura”, ponderou.

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O executivo ainda destacou que a Cofco tem feito diversos investimentos em Mato Grosso devido ao potencial de crescimento que o estado apresenta, além de contar com um ambiente econômico e fiscal favorável ao empreendedorismo.

Atualmente, a multinacional possui uma planta em Rondonópolis para processamento de soja e produção de biodiesel, e uma esmagadora de soja em Itiquira.

“A gente está investindo bastante em Mato Grosso e esperamos um ganho de produtividade e eficiência cada vez maior vindo do estado”, completou.

Fonte: GOV MT

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Grupo Nova Fronteira aprova plano de recuperação judicial com passivo superior a R$ 600 milhões

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Plano foi aprovado em todas as classes de credores e prevê financiamento DIP de R$ 13 milhões; credores também autorizaram novo período de proteção de 180 dias para apoiar a implementação da reestruturação

O Grupo Nova Fronteira teve seu Plano de Recuperação Judicial aprovado pelos credores em Assembleia Geral realizada nesta quarta-feira (26). A decisão representa um dos principais marcos do processo de reestruturação financeira do grupo, que reúne 112 credores e passivo superior a R$ 600 milhões.

A recuperação judicial, conduzida pela ERS Advocacia, envolveu negociações com credores de diferentes perfis, entre eles instituições financeiras públicas e privadas, cooperativas de crédito, fornecedores de insumos e equipamentos agrícolas e agentes financeiros.

O plano recebeu aprovação em todas as classes de credores. Nas classes Trabalhista e de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (ME/EPP), a adesão foi de 100%. Entre os credores com garantia real, o índice de aprovação alcançou 84,18%, enquanto na classe dos quirografários chegou a 66,62%.

Entre as medidas previstas está a contratação de um novo financiamento DIP (debtor-in-possession) de R$ 13 milhões, destinado ao reforço do capital de giro. A operação já foi aprovada pelo Banco BTG, instituição com a qual o Grupo manterá relacionamento comercial.

Embora houvesse autorização judicial para requerer nova suspensão da assembleia por até 60 dias, o avanço das negociações ao longo do próprio dia permitiu que credores e devedores prosseguissem para a votação, culminando na aprovação do plano.

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Para Victor D’Elia, advogado responsável pela condução do processo, o resultado reflete a complexidade das negociações e a busca por uma solução capaz de conciliar a preservação da atividade econômica com os interesses dos credores.

“Esta foi uma das recuperações judiciais mais complexas em curso no Estado, não apenas pela dimensão do passivo, superior a R$ 600 milhões, mas principalmente pela natureza dos créditos, pelas garantias envolvidas e pela diversidade de credores. A aprovação em todas as classes demonstra que foi possível construir uma solução equilibrada, capaz de preservar a atividade do grupo e, ao mesmo tempo, considerar os interesses dos credores”, afirma D’Elia.

Credores aprovam novo período de proteção

Além do plano de recuperação, os credores aprovaram, por 73,01% dos créditos presentes e votantes, a concessão de um novo período de proteção de 180 dias.

A medida busca assegurar estabilidade durante a fase inicial de implementação do plano, preservando bens essenciais à atividade produtiva e evitando medidas expropriatórias que possam comprometer a operação e, consequentemente, a capacidade de cumprimento das obrigações assumidas na recuperação.

O resultado da assembleia também evidencia o papel cada vez mais relevante da negociação entre devedores e credores nos processos de recuperação judicial. Em reestruturações de maior complexidade, a construção de soluções consensuais tem se consolidado como instrumento central para compatibilizar a continuidade da atividade empresarial com a recuperação dos créditos.

Nova etapa para o Grupo Nova Fronteira

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Com mais de quatro décadas de atuação no agronegócio, o Grupo teve o processamento de sua recuperação judicial deferido em dezembro de 2024 pelo juiz Márcio Guedes, da Vara Especializada de Cuiabá -MT. Na ocasião, o passivo declarado era de R$ 594,3 milhões.

Superada a etapa de deliberação dos credores, o processo entra agora em uma nova fase, voltada à implementação das condições negociadas, ao cumprimento das obrigações previstas no plano e à continuidade das atividades produtivas.

Para João Paulo Marquezam, CEO do Grupo Nova Fronteira, a aprovação representa também uma sinalização ao mercado sobre a continuidade das operações.

“A aprovação passa uma mensagem importante para o mercado: o Grupo Nova Fronteira continua firme na atividade e superou o estado de crise. Depois de um processo longo e de negociações complexas, começa agora uma nova fase, que exige disciplina para cumprir o que foi negociado, manter a produção e reconstruir a relação de confiança com credores, fornecedores e parceiros comerciais”, afirma.

Atualmente, o grupo possui 25 mil hectares de área própria, dos quais 6 mil hectares são destinados ao cultivo de soja, além de estrutura com capacidade para 40 mil animais, entre pastagens e confinamento.

A manutenção dessa estrutura produtiva será um dos principais pilares da nova etapa da reestruturação, ao sustentar a geração de caixa necessária para a continuidade das operações e o cumprimento das obrigações estabelecidas no plano de recuperação judicial.

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