MATO GROSSO
Drones auxiliam fiscais do Indea no monitoramento de áreas na fronteira
MATO GROSSO
O uso de drones, que possibilitam imagens aéreas, ajudam os fiscais do Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea) a ampliar o raio de ação e a vistoriar áreas de difícil controle.
No total, o Indea conta com nove drones, distribuídos para as regionais da divisa e da fronteira, para ações de fiscalização na defesa animal, seja nas vistorias de propriedades, quantificação de rebanhos, identificação de animais doentes ou na fiscalização de trânsito.
Desde que passaram a fazer parte da rotina de atividades dos fiscais da região fronteiriça, no segundo semestre de 2021, os drones ampliaram o campo de controle e têm ajudado o Indea a impedir que entrem no território mato-grossense animais, produtos ou subprodutos de origem animal e vegetal, que possam transmitir pragas e doenças que podem causar danos à produção agropecuária e ao meio ambiente.
Durante uma das fiscalizações com o uso do equipamento tecnológico, os fiscais impediram a entrada irregular de gado contrabandeado que vinha da Bolívia. “Recebemos uma denúncia de que bois do país vizinho estariam entrando em Mato Grosso utilizando um caminho por dentro de fazendas, e conseguimos flagrar essa irregularidade visualizando com uso do nosso drone. Sem ele, teríamos dificuldade para flagrar a entrada desses animais”, explica o agente fiscal do Indea, Hudson Ferreira, ao ressaltar que os drones são ótimas ferramentas de trabalho nas fiscalizações.
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Na defesa vegetal os drones contribuem no monitoramento aéreo de propriedades extensas, como por exemplo, de soja e algodão, auxiliando na fiscalização do vazio sanitário e agilizando a detecção de pragas em plantações.
“Temos mais eficiência no nosso trabalho, porque com os drones conseguimos cobrir uma grande área, permitindo que as fiscalizações sejam mais efetivas”, elogia Hudson Ferreira.
Para o manuseio dos equipamentos que captam imagens aéreas, os agentes fiscais passaram por treinamento. No curso eles aprenderam tanto sobre o equipamento quanto manuseá-lo.
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Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Acrismat solicita à Sefaz renovação de incentivo do ICMS para a suinocultura até 2032
A Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat) se reuniu nesta semana com a equipe da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz-MT) para entregar um ofício solicitando a renovação, até 2032, da concessão de cumulatividade do crédito presumido do ICMS, no âmbito do Programa de Desenvolvimento Rural (Proder). O pedido abrange as operações próprias de saídas interestaduais de suínos vivos, em todas as finalidades. A vigência atual do benefício se encerra em 31 de dezembro de 2026.
A solicitação busca assegurar condições de competitividade à suinocultura mato-grossense, especialmente aos produtores independentes. No ofício, a Acrismat aponta que Mato Grosso registrou uma redução de aproximadamente 20 mil matrizes suínas nos últimos anos, cenário que reforça a necessidade de medidas voltadas à sustentabilidade econômica das propriedades e à permanência dos suinocultores na atividade.
Para subsidiar a demanda, a entidade encaminhou o estudo “Desenvolvimento da suinocultura em Mato Grosso: impactos da queda produtiva e alternativas de incentivo”, elaborado pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).
“O crédito presumido favorece a comercialização de suínos vivos em outros estados e representa uma alternativa importante para o escoamento da produção que não é integralmente absorvida pelos frigoríficos instalados em Mato Grosso. A continuidade do instrumento contribui para a viabilidade da atividade e a preservação da capacidade produtiva estadual”, pontuou o presidente da Acrismat, Frederico Tannure Filho.
O documento também destaca que as oscilações cíclicas do mercado afetam os custos de produção, a rentabilidade e a capacidade de investimento dos suinocultores. Nesse contexto, a renovação é defendida como uma medida para proporcionar maior segurança ao setor e manter condições de competitividade em relação aos produtores de outras unidades da Federação.
Além dos efeitos nas propriedades, a associação ressalta os reflexos da atividade na manutenção de empregos, na geração de renda e na movimentação da economia dos municípios. O pedido considera toda a cadeia produtiva e os serviços vinculados à criação de suínos.
Articulação institucional
O ofício informa que a mesma solicitação foi formalizada junto à Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec-MT). A entidade também pediu apoio à Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso (Fiemt) para a demanda no Conselho Deliberativo dos Programas de Desenvolvimento de Mato Grosso (Condeprodemat).
A demanda conta com apoio do deputado estadual Dilmar Dal Bosco, do Fórum Agro MT e do Sindicato das Indústrias de Frigoríficos do Estado de Mato Grosso (Sindifrigo-MT).
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