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“É um presente de Natal que traz alegria e renovação para quem mais precisa”, afirma moradora contemplada com cesta natalina

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O Governo de Mato Grosso entregou 700 cestas natalinas e kits com panetone e caixa de chocolate em Tesouro (374 km de Cuiabá). A ação, idealizada pela primeira-dama do Estado, Virginia Mendes, e executada pela Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc), faz parte do Programa SER Família Natal Solidário, ocorreu nesta segunda-feira (16.12).

A entrega especial foi realizada na Paróquia Santa Terezinha, atendendo a um pedido do padre Wender Souza para apoiar o Comitê Contra a Fome. Foram entregues 300 cestas especiais de Natal, 300 panetones e 300 caixas de bombons. A primeira-dama do Estado agradeceu o convite e destacou a relevância da ação para a comunidade.

Além das doações destinadas ao projeto, o município recebeu mais 400 cestas natalinas completas, destinadas às famílias cadastradas no CRAS, conforme o CadÚnico.

Foto: Jana Pessôa | Unaf

“Visitar o município de Tesouro foi uma experiência muito especial. Tenho uma admiração profunda pelo padre Wender e pelo trabalho comprometido que ele desenvolve em apoio às famílias que mais precisam. Sou grata ao prefeito Isaack e à primeira-dama Alini pela acolhida tão carinhosa. Foi minha primeira visita à cidade, e espero poder voltar em breve”, afirmou Virginia Mendes.

Desempregada há dois meses, Jaqueline Omedo Alves, mãe de duas filhas, destacou a importância da ação em um momento de dificuldades.

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“Veio em boa hora, no momento certo. No Natal, as crianças ficam muito felizes, ainda mais ganhando chocolate e panetone”, declarou Jacqueline.

Ela expressou profunda gratidão ao receber a cesta e agradeceu à primeira-dama de Mato Grosso por ter um olhar sensível e amoroso àqueles que mais precisam.

“Quero agradecer muito por esse presente. Obrigada pela cesta e por tudo. Isso faz uma grande diferença para mim e minhas filhas. Essa ação solidária reforça o compromisso social do governo, de levar esperança às famílias mais necessitadas”, disse.

A ação reforça o compromisso com a segurança alimentar e o apoio às famílias em situação de vulnerabilidade.


Foto: Layse Ávila | Setasc-MT

Durante a entrega de cestas natalinas do Programa SER Família, a secretária de Estado de Assistência Social e Cidadania, cel. Grasi Paes Bugalho, ressaltou a importância de proporcionar um Natal especial para famílias em situação de vulnerabilidade.

“Natal tem que ser diferente para as pessoas vulneráveis e isso eu agradeço hoje à primeira-dama pela oportunidade de estar na Setasc, realizando essa entrega para a população de Tesouro”, declarou a secretária Grasi.

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Ela ressaltou o comprometimento da gestão estadual em oferecer produtos de qualidade às famílias atendidas. “A primeira-dama sempre fala que no Natal as famílias precisam receber algo especial. Sou testemunha do quanto lutamos para conseguir algo que gostaríamos de ter em nossas próprias casas e entregar para quem mais precisa”, destacou.

Leacy Conceição Ramos foi outra beneficiária da ação e relembrou com emoção o significado do Natal e a importância de ações solidárias na comunidade.

Foto: Layse Ávila | Setasc-MT

“É muito bom. O Natal é especial. Nem toda pessoa pode comprar um panetone para a ceia. Receber isso é uma verdadeira bênção para mim e minha família”, disse.

Leacy vive com sua filha e dois netos. Natural de Batuvi, ela se mudou para Tesouro há oito anos e criou raízes na cidade.

“Quero agradecer de coração. Que a primeira-dama Virginia Mendes continue fazendo esse trabalho todo ano, ajudando quem mais precisa. Se eu estiver aqui no próximo ano, ficarei feliz em receber novamente. E se não estiver, desejo que outras pessoas possam ser beneficiadas. É maravilhoso saber que alguém se importa”, contou emocionada.

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Grupo Nova Fronteira aprova plano de recuperação judicial com passivo superior a R$ 600 milhões

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Plano foi aprovado em todas as classes de credores e prevê financiamento DIP de R$ 13 milhões; credores também autorizaram novo período de proteção de 180 dias para apoiar a implementação da reestruturação

O Grupo Nova Fronteira teve seu Plano de Recuperação Judicial aprovado pelos credores em Assembleia Geral realizada nesta quarta-feira (26). A decisão representa um dos principais marcos do processo de reestruturação financeira do grupo, que reúne 112 credores e passivo superior a R$ 600 milhões.

A recuperação judicial, conduzida pela ERS Advocacia, envolveu negociações com credores de diferentes perfis, entre eles instituições financeiras públicas e privadas, cooperativas de crédito, fornecedores de insumos e equipamentos agrícolas e agentes financeiros.

O plano recebeu aprovação em todas as classes de credores. Nas classes Trabalhista e de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (ME/EPP), a adesão foi de 100%. Entre os credores com garantia real, o índice de aprovação alcançou 84,18%, enquanto na classe dos quirografários chegou a 66,62%.

Entre as medidas previstas está a contratação de um novo financiamento DIP (debtor-in-possession) de R$ 13 milhões, destinado ao reforço do capital de giro. A operação já foi aprovada pelo Banco BTG, instituição com a qual o Grupo manterá relacionamento comercial.

Embora houvesse autorização judicial para requerer nova suspensão da assembleia por até 60 dias, o avanço das negociações ao longo do próprio dia permitiu que credores e devedores prosseguissem para a votação, culminando na aprovação do plano.

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Para Victor D’Elia, advogado responsável pela condução do processo, o resultado reflete a complexidade das negociações e a busca por uma solução capaz de conciliar a preservação da atividade econômica com os interesses dos credores.

“Esta foi uma das recuperações judiciais mais complexas em curso no Estado, não apenas pela dimensão do passivo, superior a R$ 600 milhões, mas principalmente pela natureza dos créditos, pelas garantias envolvidas e pela diversidade de credores. A aprovação em todas as classes demonstra que foi possível construir uma solução equilibrada, capaz de preservar a atividade do grupo e, ao mesmo tempo, considerar os interesses dos credores”, afirma D’Elia.

Credores aprovam novo período de proteção

Além do plano de recuperação, os credores aprovaram, por 73,01% dos créditos presentes e votantes, a concessão de um novo período de proteção de 180 dias.

A medida busca assegurar estabilidade durante a fase inicial de implementação do plano, preservando bens essenciais à atividade produtiva e evitando medidas expropriatórias que possam comprometer a operação e, consequentemente, a capacidade de cumprimento das obrigações assumidas na recuperação.

O resultado da assembleia também evidencia o papel cada vez mais relevante da negociação entre devedores e credores nos processos de recuperação judicial. Em reestruturações de maior complexidade, a construção de soluções consensuais tem se consolidado como instrumento central para compatibilizar a continuidade da atividade empresarial com a recuperação dos créditos.

Nova etapa para o Grupo Nova Fronteira

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Com mais de quatro décadas de atuação no agronegócio, o Grupo teve o processamento de sua recuperação judicial deferido em dezembro de 2024 pelo juiz Márcio Guedes, da Vara Especializada de Cuiabá -MT. Na ocasião, o passivo declarado era de R$ 594,3 milhões.

Superada a etapa de deliberação dos credores, o processo entra agora em uma nova fase, voltada à implementação das condições negociadas, ao cumprimento das obrigações previstas no plano e à continuidade das atividades produtivas.

Para João Paulo Marquezam, CEO do Grupo Nova Fronteira, a aprovação representa também uma sinalização ao mercado sobre a continuidade das operações.

“A aprovação passa uma mensagem importante para o mercado: o Grupo Nova Fronteira continua firme na atividade e superou o estado de crise. Depois de um processo longo e de negociações complexas, começa agora uma nova fase, que exige disciplina para cumprir o que foi negociado, manter a produção e reconstruir a relação de confiança com credores, fornecedores e parceiros comerciais”, afirma.

Atualmente, o grupo possui 25 mil hectares de área própria, dos quais 6 mil hectares são destinados ao cultivo de soja, além de estrutura com capacidade para 40 mil animais, entre pastagens e confinamento.

A manutenção dessa estrutura produtiva será um dos principais pilares da nova etapa da reestruturação, ao sustentar a geração de caixa necessária para a continuidade das operações e o cumprimento das obrigações estabelecidas no plano de recuperação judicial.

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