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Eduardo Botelho promete fim do “loteamento” político na Saúde e prioriza gestão técnica

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O candidato a prefeito Eduardo Botelho (União) garantiu que vai acabar com o loteamento de cargos na Secretaria Municipal de Saúde (SMS) e que somente nomeará funcionários técnicos. Isso incluirá desde quem chefiará a SMS, passando pelos cargos administrativos até os de atendimento ao cidadão.

“A saúde é um dos grandes problemas de Cuiabá. Houve várias operações, e há um descontrole total. Vamos atuar fortemente. Primeiro, só teremos técnicos, sem loteamento. Nas áreas técnicas, não haverá cargos para políticos, apenas para técnicos”, afirmou Botelho, durante a sabatina dos ouvintes da CBN, nesta segunda-feira (9).

Loteamento é uma prática na qual políticos indicam pessoas para ocuparem cargos em um órgão da administração pública, muitas vezes sem a capacidade técnica para isso. Investigações apontaram que esse foi um dos problemas na atual gestão.

Botelho também anunciou um choque de gestão na Saúde, com revisão de todos os contratos e a criação de uma Central de Comando e Gestão para garantir o controle de qualidade no trabalho.

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“Vamos agir rápido na saúde. Criaremos a Central de Comando e Gestão do SUS, que ficará no 7º andar, próximo à sala do prefeito”, afirmou Botelho. Ele lembrou que o candidato a vice-prefeito, Dr. Marcelo Sandrin, tem mais de 40 anos de experiência em gestão de saúde e auxiliará na definição das metas para o setor.

Eduardo Botelho planeja conectar todas as unidades de saúde e criar um prontuário eletrônico que reúna todas as informações dos pacientes do SUS em Cuiabá. Isso permitirá o acesso a qualquer dado em tempo real e garantirá atendimento com especialistas via telemedicina.

As consultas e retornos nos postos de saúde também serão feitas com hora marcada, e haverá uma ampliação das unidades básicas de saúde, além da reabertura de todas as Policlínicas, com pelo menos uma em cada regional da cidade. Com essas ações, as Unidades de Pronto Atendimento (UPA) não ficarão superlotadas, como ocorre atualmente.

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Grupo Nova Fronteira aprova plano de recuperação judicial com passivo superior a R$ 600 milhões

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Plano foi aprovado em todas as classes de credores e prevê financiamento DIP de R$ 13 milhões; credores também autorizaram novo período de proteção de 180 dias para apoiar a implementação da reestruturação

O Grupo Nova Fronteira teve seu Plano de Recuperação Judicial aprovado pelos credores em Assembleia Geral realizada nesta quarta-feira (26). A decisão representa um dos principais marcos do processo de reestruturação financeira do grupo, que reúne 112 credores e passivo superior a R$ 600 milhões.

A recuperação judicial, conduzida pela ERS Advocacia, envolveu negociações com credores de diferentes perfis, entre eles instituições financeiras públicas e privadas, cooperativas de crédito, fornecedores de insumos e equipamentos agrícolas e agentes financeiros.

O plano recebeu aprovação em todas as classes de credores. Nas classes Trabalhista e de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (ME/EPP), a adesão foi de 100%. Entre os credores com garantia real, o índice de aprovação alcançou 84,18%, enquanto na classe dos quirografários chegou a 66,62%.

Entre as medidas previstas está a contratação de um novo financiamento DIP (debtor-in-possession) de R$ 13 milhões, destinado ao reforço do capital de giro. A operação já foi aprovada pelo Banco BTG, instituição com a qual o Grupo manterá relacionamento comercial.

Embora houvesse autorização judicial para requerer nova suspensão da assembleia por até 60 dias, o avanço das negociações ao longo do próprio dia permitiu que credores e devedores prosseguissem para a votação, culminando na aprovação do plano.

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Para Victor D’Elia, advogado responsável pela condução do processo, o resultado reflete a complexidade das negociações e a busca por uma solução capaz de conciliar a preservação da atividade econômica com os interesses dos credores.

“Esta foi uma das recuperações judiciais mais complexas em curso no Estado, não apenas pela dimensão do passivo, superior a R$ 600 milhões, mas principalmente pela natureza dos créditos, pelas garantias envolvidas e pela diversidade de credores. A aprovação em todas as classes demonstra que foi possível construir uma solução equilibrada, capaz de preservar a atividade do grupo e, ao mesmo tempo, considerar os interesses dos credores”, afirma D’Elia.

Credores aprovam novo período de proteção

Além do plano de recuperação, os credores aprovaram, por 73,01% dos créditos presentes e votantes, a concessão de um novo período de proteção de 180 dias.

A medida busca assegurar estabilidade durante a fase inicial de implementação do plano, preservando bens essenciais à atividade produtiva e evitando medidas expropriatórias que possam comprometer a operação e, consequentemente, a capacidade de cumprimento das obrigações assumidas na recuperação.

O resultado da assembleia também evidencia o papel cada vez mais relevante da negociação entre devedores e credores nos processos de recuperação judicial. Em reestruturações de maior complexidade, a construção de soluções consensuais tem se consolidado como instrumento central para compatibilizar a continuidade da atividade empresarial com a recuperação dos créditos.

Nova etapa para o Grupo Nova Fronteira

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Com mais de quatro décadas de atuação no agronegócio, o Grupo teve o processamento de sua recuperação judicial deferido em dezembro de 2024 pelo juiz Márcio Guedes, da Vara Especializada de Cuiabá -MT. Na ocasião, o passivo declarado era de R$ 594,3 milhões.

Superada a etapa de deliberação dos credores, o processo entra agora em uma nova fase, voltada à implementação das condições negociadas, ao cumprimento das obrigações previstas no plano e à continuidade das atividades produtivas.

Para João Paulo Marquezam, CEO do Grupo Nova Fronteira, a aprovação representa também uma sinalização ao mercado sobre a continuidade das operações.

“A aprovação passa uma mensagem importante para o mercado: o Grupo Nova Fronteira continua firme na atividade e superou o estado de crise. Depois de um processo longo e de negociações complexas, começa agora uma nova fase, que exige disciplina para cumprir o que foi negociado, manter a produção e reconstruir a relação de confiança com credores, fornecedores e parceiros comerciais”, afirma.

Atualmente, o grupo possui 25 mil hectares de área própria, dos quais 6 mil hectares são destinados ao cultivo de soja, além de estrutura com capacidade para 40 mil animais, entre pastagens e confinamento.

A manutenção dessa estrutura produtiva será um dos principais pilares da nova etapa da reestruturação, ao sustentar a geração de caixa necessária para a continuidade das operações e o cumprimento das obrigações estabelecidas no plano de recuperação judicial.

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