MATO GROSSO
Em nove meses, Hospitais Regionais realizaram mais de 185 mil atendimentos eletivos
MATO GROSSO
Em nove meses, o Governo de Mato Grosso, por meio dos oito Hospitais Regionais geridos pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT), realizou um total de 185.056 atendimentos eletivos, entre consultas, cirurgias, procedimentos ambulatoriais e serviços de diagnósticos.
Os atendimentos eletivos no Estado foram paralisados em março de 2020, em decorrência da pandemia de Covid-19, e foram retomados em julho de 2021, por meio do programa Mais MT Cirurgias.
De julho de 2021 a abril de 2022, os Hospitais Regionais de Sinop, Colíder, Alta Floresta, Cáceres, Rondonópolis, Sorriso, o Hospital Metropolitano, de Várzea Grande, e o Hospital Estadual Santa Casa, de Cuiabá realizaram 53.021 consultas, 7.750 procedimentos ambulatoriais, 6.680 procedimentos cirúrgicos e 117.605 atendimentos em Serviço de Apoio Diagnóstico Terapêutico.
As especialidades atendidas foram na área de cirurgia geral, clínico geral, cardiologia, ortopedia, ginecologia, pediatria, neurocirurgia e obstetrícia, entre outras.
“Nossos hospitais, e suas respectivas equipes de trabalho, estão empenhados em atender de forma célere e qualificada os pacientes, que aguardam um atendimento eletivo via Sistema Único de Saúde (SUS). Essa força-tarefa tem o objetivo de reduzir a fila de espera. Para isso, além das nossas unidades de saúde, contamos com a atuação e empenho dos municípios e dos consórcios intermunicipais, que apresentaram propostas no programa Mais MT Cirurgias”, explica a secretária Estadual de Saúde, Kelluby de Oliveira.
O Programa
Com um investimento de aproximadamente R$ 105 milhões, o programa MT Mais Cirurgias tem a capacidade de realizar até 138 mil procedimentos. O aporte financeiro é destinado ao pagamento dos estabelecimentos de saúde, seja público ou privado, que se adequem às regras estabelecidas pela SES.
Até o momento, a SES já validou a proposta de 42 municípios. Entre os requisitos para o incentivo, estão o credenciamento do estabelecimento junto ao Sistema Único de Saúde (SUS), a especificação do quantitativo de procedimentos eletivos a serem atendidos e o serviço a ser executado deve ser complementar às pactuações já existentes na unidade.
O repasse do valor é realizado pós-produção. A ação tem como base a tabela do SUS e os incentivos são de acordo com a complexidade de cada procedimento. Para integrar o programa, também é fundamental a alimentação dos sistemas oficiais de faturamento do Ministério da Saúde.
MATO GROSSO
Acrismat solicita à Sefaz renovação de incentivo do ICMS para a suinocultura até 2032
A Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat) se reuniu nesta semana com a equipe da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz-MT) para entregar um ofício solicitando a renovação, até 2032, da concessão de cumulatividade do crédito presumido do ICMS, no âmbito do Programa de Desenvolvimento Rural (Proder). O pedido abrange as operações próprias de saídas interestaduais de suínos vivos, em todas as finalidades. A vigência atual do benefício se encerra em 31 de dezembro de 2026.
A solicitação busca assegurar condições de competitividade à suinocultura mato-grossense, especialmente aos produtores independentes. No ofício, a Acrismat aponta que Mato Grosso registrou uma redução de aproximadamente 20 mil matrizes suínas nos últimos anos, cenário que reforça a necessidade de medidas voltadas à sustentabilidade econômica das propriedades e à permanência dos suinocultores na atividade.
Para subsidiar a demanda, a entidade encaminhou o estudo “Desenvolvimento da suinocultura em Mato Grosso: impactos da queda produtiva e alternativas de incentivo”, elaborado pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).
“O crédito presumido favorece a comercialização de suínos vivos em outros estados e representa uma alternativa importante para o escoamento da produção que não é integralmente absorvida pelos frigoríficos instalados em Mato Grosso. A continuidade do instrumento contribui para a viabilidade da atividade e a preservação da capacidade produtiva estadual”, pontuou o presidente da Acrismat, Frederico Tannure Filho.
O documento também destaca que as oscilações cíclicas do mercado afetam os custos de produção, a rentabilidade e a capacidade de investimento dos suinocultores. Nesse contexto, a renovação é defendida como uma medida para proporcionar maior segurança ao setor e manter condições de competitividade em relação aos produtores de outras unidades da Federação.
Além dos efeitos nas propriedades, a associação ressalta os reflexos da atividade na manutenção de empregos, na geração de renda e na movimentação da economia dos municípios. O pedido considera toda a cadeia produtiva e os serviços vinculados à criação de suínos.
Articulação institucional
O ofício informa que a mesma solicitação foi formalizada junto à Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec-MT). A entidade também pediu apoio à Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso (Fiemt) para a demanda no Conselho Deliberativo dos Programas de Desenvolvimento de Mato Grosso (Condeprodemat).
A demanda conta com apoio do deputado estadual Dilmar Dal Bosco, do Fórum Agro MT e do Sindicato das Indústrias de Frigoríficos do Estado de Mato Grosso (Sindifrigo-MT).
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