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Empaer e parceiros promovem Dia de Campo para mostrar desempenho do café Robusta Amazônico em MT

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A Empaer (Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural) e a Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf), promovem, no dia 28 de abril, o dia de campo “Desempenho de cafeeiros Robustas Amazônico no Cerrado do Mato Grosso”, no Campo Experimental e de Produção de Tangará da Serra (a 239 km de Cuiabá). O objetivo é mostrar os resultados preliminares do estudo da seleção dos genótipos com maior adaptação nos principais polos produtores de café localizados nas regiões norte e noroeste do estado.

A iniciativa, que conta com a parceria da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) e da Prefeitura de Tangará da Serra, busca chamar a atenção dos cafeicultores quanto aos aspectos relacionados ao manejo sustentável da lavoura e a obtenção de maior eficiência dos cultivos. Em 2023 será colhida a primeira safra plena dos cafeeiros.

No dia de campo, serão demonstradas as diferenças entre as cultivares em estudos, os procedimentos relacionados à implantação dos cultivos para potencializar a obtenção da máxima produtividade, incluindo a produção de mudas de qualidade, e os aspectos relacionados ao manejo de pragas e doenças do cafeeiro.

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O foco do evento é sensibilizar os agricultores quando a importância de se selecionar as melhores cultivares, além de fazer um bom preparo do solo para plantio e como identificar e manejar corretamente as principais pragas e doenças da cultura.

O público esperado é de 200 pessoas, entre extensionistas, estudantes de cursos técnicos e de graduação da área de ciências agrárias, produtores da região, gestores públicos e privados.

Serão quatro estações de difusão de conhecimento, sendo o primeiro apresentado pelo coordenador do Campo Experimental de Tangará da Serra, Welington Procópio que irá abordar sobre a produção de mudas clonais de qualidade.

Da segunda a quarta estação, a equipe da Embrapa irá apresentar sobre a implantação da lavoura: tratos culturais e manejo nutricional com João Maria Diocleciano; manejo integrado de pragas e doenças, com José Nilton Medeiros Costa; e finaliza com Marcelo Curitiba Espindula, que falará sobre o desempenho agronômico dos Robustas Amazônicos no cerrado mato-grossense.

A programação está prevista para começar às 8h com café da manhã e receptação e o termino às 12h15, com almoço.

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Serviço
Dia de Campo Desempenho de cafeeiros Robustas Amazônicos no Cerrado do Mato Grosso
Quando e horário: 28 de abril, às 8h
Local: Campo Experimental e de Produção de Tangará da Serra
Público alvo: Extensionistas, estudantes de cursos técnicos e de graduação da área de ciências agrárias, produtores da região, gestores públicos e privados.

Fonte: Governo MT – MT

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Grupo Nova Fronteira aprova plano de recuperação judicial com passivo superior a R$ 600 milhões

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Plano foi aprovado em todas as classes de credores e prevê financiamento DIP de R$ 13 milhões; credores também autorizaram novo período de proteção de 180 dias para apoiar a implementação da reestruturação

O Grupo Nova Fronteira teve seu Plano de Recuperação Judicial aprovado pelos credores em Assembleia Geral realizada nesta quarta-feira (26). A decisão representa um dos principais marcos do processo de reestruturação financeira do grupo, que reúne 112 credores e passivo superior a R$ 600 milhões.

A recuperação judicial, conduzida pela ERS Advocacia, envolveu negociações com credores de diferentes perfis, entre eles instituições financeiras públicas e privadas, cooperativas de crédito, fornecedores de insumos e equipamentos agrícolas e agentes financeiros.

O plano recebeu aprovação em todas as classes de credores. Nas classes Trabalhista e de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (ME/EPP), a adesão foi de 100%. Entre os credores com garantia real, o índice de aprovação alcançou 84,18%, enquanto na classe dos quirografários chegou a 66,62%.

Entre as medidas previstas está a contratação de um novo financiamento DIP (debtor-in-possession) de R$ 13 milhões, destinado ao reforço do capital de giro. A operação já foi aprovada pelo Banco BTG, instituição com a qual o Grupo manterá relacionamento comercial.

Embora houvesse autorização judicial para requerer nova suspensão da assembleia por até 60 dias, o avanço das negociações ao longo do próprio dia permitiu que credores e devedores prosseguissem para a votação, culminando na aprovação do plano.

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Para Victor D’Elia, advogado responsável pela condução do processo, o resultado reflete a complexidade das negociações e a busca por uma solução capaz de conciliar a preservação da atividade econômica com os interesses dos credores.

“Esta foi uma das recuperações judiciais mais complexas em curso no Estado, não apenas pela dimensão do passivo, superior a R$ 600 milhões, mas principalmente pela natureza dos créditos, pelas garantias envolvidas e pela diversidade de credores. A aprovação em todas as classes demonstra que foi possível construir uma solução equilibrada, capaz de preservar a atividade do grupo e, ao mesmo tempo, considerar os interesses dos credores”, afirma D’Elia.

Credores aprovam novo período de proteção

Além do plano de recuperação, os credores aprovaram, por 73,01% dos créditos presentes e votantes, a concessão de um novo período de proteção de 180 dias.

A medida busca assegurar estabilidade durante a fase inicial de implementação do plano, preservando bens essenciais à atividade produtiva e evitando medidas expropriatórias que possam comprometer a operação e, consequentemente, a capacidade de cumprimento das obrigações assumidas na recuperação.

O resultado da assembleia também evidencia o papel cada vez mais relevante da negociação entre devedores e credores nos processos de recuperação judicial. Em reestruturações de maior complexidade, a construção de soluções consensuais tem se consolidado como instrumento central para compatibilizar a continuidade da atividade empresarial com a recuperação dos créditos.

Nova etapa para o Grupo Nova Fronteira

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Com mais de quatro décadas de atuação no agronegócio, o Grupo teve o processamento de sua recuperação judicial deferido em dezembro de 2024 pelo juiz Márcio Guedes, da Vara Especializada de Cuiabá -MT. Na ocasião, o passivo declarado era de R$ 594,3 milhões.

Superada a etapa de deliberação dos credores, o processo entra agora em uma nova fase, voltada à implementação das condições negociadas, ao cumprimento das obrigações previstas no plano e à continuidade das atividades produtivas.

Para João Paulo Marquezam, CEO do Grupo Nova Fronteira, a aprovação representa também uma sinalização ao mercado sobre a continuidade das operações.

“A aprovação passa uma mensagem importante para o mercado: o Grupo Nova Fronteira continua firme na atividade e superou o estado de crise. Depois de um processo longo e de negociações complexas, começa agora uma nova fase, que exige disciplina para cumprir o que foi negociado, manter a produção e reconstruir a relação de confiança com credores, fornecedores e parceiros comerciais”, afirma.

Atualmente, o grupo possui 25 mil hectares de área própria, dos quais 6 mil hectares são destinados ao cultivo de soja, além de estrutura com capacidade para 40 mil animais, entre pastagens e confinamento.

A manutenção dessa estrutura produtiva será um dos principais pilares da nova etapa da reestruturação, ao sustentar a geração de caixa necessária para a continuidade das operações e o cumprimento das obrigações estabelecidas no plano de recuperação judicial.

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