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Entidades concordam com proposta do Governo de MT e projeto de ajuda de R$ 50 milhões ao RS será enviada à AL

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O Governo de Mato Grosso encaminhará para a Assembleia Legislativa o projeto de repasse emergencial no valor de R$ 50 milhões para ajudar na reconstrução da infraestrutura do Rio Grande do Sul, que foi assolado por enchentes e deslizamentos desde a última semana. Os recursos são oriundos do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab) e serão enviados ao Estado gaúcho após a aprovação da proposta pela AL.

A proposta foi aprovada após reunião do Governo de Mato Grosso, nesta segunda-feira (06.05), com membros da Assembleia Legislativa e representantes do setor produtivo.

“Que bom que nós estamos ajudando e não estamos, nesse momento, precisando de ajuda, porque é uma tragédia gigantesca. Nosso objetivo é simplesmente dar uma colaboração, e, graças a Deus, o Estado de Mato Grosso pode ajudar esse povo tão importante, que faz parte do nosso presente, fez parte da nossa história e faz parte do nosso futuro. Então, é um gesto de respeito, de carinho e espero que outras instituições também possam colaborar”, afirmou o governador Mauro Mendes.

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O vice-governador Otaviano Pivetta também destacou a parceria entre os setores e órgãos para liberar o aporte. “Fizemos a reunião porque todos são representantes das entidades pactuantes do Fethab. Essa ação representa um gesto de humanidade ao nosso estado irmão”.

Eduardo Botelho, presidente da Assembleia Legislativa, disse que a votação para a autorização do repasse em caráter de urgência deverá ser finalizada até a quarta-feira (08), e deverá ter um placar positivo.

“Nós vamos deliberar com a máxima urgência na Casa de Leis para a aprovação desse repasse, diante da gravidade da situação”, declarou.

Os representantes da Fiemt, Silvio Rangel, da Aprosoja, Luiz Pedro Bier, e da Famato, Vilmondes Tomain, destacaram que a ação do Governo de Mato Grosso é um gesto de empatia e que pode capitanear doações de outros estados. “Com certeza vai servir de exemplo para outros estados tomarem essa mesma iniciativa e eu acho que o exemplo é muito bom para que os gaúchos possam estar reconstruindo suas vidas”.

Também participaram da reunião os deputados estaduais Max Russi e Beto Dois a Um, os secretários de Estado Fábio Garcia (Casa Civil), Rogério Gallo (Fazenda), César Roveri (Segurança Pública) e Laice Souza (Comunicação), o empresário Eraí Maggi, entre outros representantes do setor produtivo.

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Pontos de coleta de doações

O Governo de Mato Grosso passa a disponibilizar, a partir desta terça-feira (07.05), quatro pontos de coleta de doações, em Cuiabá e Várzea Grande, para serem encaminhadas ao Rio Grande do Sul.

As doações podem ser entregues das 8h às 17h, até sexta-feira (10), nos Sines e Procons das unidades do Ganha Tempo de Cuiabá e no Centro Estadual de Cidadania, em Várzea Grande; e até sábado (11) no Ginásio Aecim Tocantins, em Cuiabá.

Serão recebidas doações de cestas básicas, água mineral, produtos de higiene (escovas, pastas de dente, sabonetes, fraldas adultas e infantis e papel higiênico), colchões de solteiro, lençóis, fronhas, travesseiros e cobertores.

Fonte: Governo MT – MT

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Grupo Nova Fronteira aprova plano de recuperação judicial com passivo superior a R$ 600 milhões

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Plano foi aprovado em todas as classes de credores e prevê financiamento DIP de R$ 13 milhões; credores também autorizaram novo período de proteção de 180 dias para apoiar a implementação da reestruturação

O Grupo Nova Fronteira teve seu Plano de Recuperação Judicial aprovado pelos credores em Assembleia Geral realizada nesta quarta-feira (26). A decisão representa um dos principais marcos do processo de reestruturação financeira do grupo, que reúne 112 credores e passivo superior a R$ 600 milhões.

A recuperação judicial, conduzida pela ERS Advocacia, envolveu negociações com credores de diferentes perfis, entre eles instituições financeiras públicas e privadas, cooperativas de crédito, fornecedores de insumos e equipamentos agrícolas e agentes financeiros.

O plano recebeu aprovação em todas as classes de credores. Nas classes Trabalhista e de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (ME/EPP), a adesão foi de 100%. Entre os credores com garantia real, o índice de aprovação alcançou 84,18%, enquanto na classe dos quirografários chegou a 66,62%.

Entre as medidas previstas está a contratação de um novo financiamento DIP (debtor-in-possession) de R$ 13 milhões, destinado ao reforço do capital de giro. A operação já foi aprovada pelo Banco BTG, instituição com a qual o Grupo manterá relacionamento comercial.

Embora houvesse autorização judicial para requerer nova suspensão da assembleia por até 60 dias, o avanço das negociações ao longo do próprio dia permitiu que credores e devedores prosseguissem para a votação, culminando na aprovação do plano.

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Para Victor D’Elia, advogado responsável pela condução do processo, o resultado reflete a complexidade das negociações e a busca por uma solução capaz de conciliar a preservação da atividade econômica com os interesses dos credores.

“Esta foi uma das recuperações judiciais mais complexas em curso no Estado, não apenas pela dimensão do passivo, superior a R$ 600 milhões, mas principalmente pela natureza dos créditos, pelas garantias envolvidas e pela diversidade de credores. A aprovação em todas as classes demonstra que foi possível construir uma solução equilibrada, capaz de preservar a atividade do grupo e, ao mesmo tempo, considerar os interesses dos credores”, afirma D’Elia.

Credores aprovam novo período de proteção

Além do plano de recuperação, os credores aprovaram, por 73,01% dos créditos presentes e votantes, a concessão de um novo período de proteção de 180 dias.

A medida busca assegurar estabilidade durante a fase inicial de implementação do plano, preservando bens essenciais à atividade produtiva e evitando medidas expropriatórias que possam comprometer a operação e, consequentemente, a capacidade de cumprimento das obrigações assumidas na recuperação.

O resultado da assembleia também evidencia o papel cada vez mais relevante da negociação entre devedores e credores nos processos de recuperação judicial. Em reestruturações de maior complexidade, a construção de soluções consensuais tem se consolidado como instrumento central para compatibilizar a continuidade da atividade empresarial com a recuperação dos créditos.

Nova etapa para o Grupo Nova Fronteira

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Com mais de quatro décadas de atuação no agronegócio, o Grupo teve o processamento de sua recuperação judicial deferido em dezembro de 2024 pelo juiz Márcio Guedes, da Vara Especializada de Cuiabá -MT. Na ocasião, o passivo declarado era de R$ 594,3 milhões.

Superada a etapa de deliberação dos credores, o processo entra agora em uma nova fase, voltada à implementação das condições negociadas, ao cumprimento das obrigações previstas no plano e à continuidade das atividades produtivas.

Para João Paulo Marquezam, CEO do Grupo Nova Fronteira, a aprovação representa também uma sinalização ao mercado sobre a continuidade das operações.

“A aprovação passa uma mensagem importante para o mercado: o Grupo Nova Fronteira continua firme na atividade e superou o estado de crise. Depois de um processo longo e de negociações complexas, começa agora uma nova fase, que exige disciplina para cumprir o que foi negociado, manter a produção e reconstruir a relação de confiança com credores, fornecedores e parceiros comerciais”, afirma.

Atualmente, o grupo possui 25 mil hectares de área própria, dos quais 6 mil hectares são destinados ao cultivo de soja, além de estrutura com capacidade para 40 mil animais, entre pastagens e confinamento.

A manutenção dessa estrutura produtiva será um dos principais pilares da nova etapa da reestruturação, ao sustentar a geração de caixa necessária para a continuidade das operações e o cumprimento das obrigações estabelecidas no plano de recuperação judicial.

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