MATO GROSSO
Escolas de 25 municípios de Mato Grosso podem se inscrever em projeto rural sustentável
MATO GROSSO
Escolas estaduais urbanas e rurais de 25 municípios de Mato Grosso têm até 6 de março para realizar a inscrição para o Projeto Rural Sustentável – Cerrado. A iniciativa busca sensibilizar estudantes do Ensino Fundamental e Ensino Médio sobre a agropecuária sustentável e de baixa emissão de carbono, gás do efeito estufa que contribui para o aquecimento global.
O projeto atua nos estados de Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais, especificamente em municípios que possuem um percentual significativo de pastagens degradadas e elevadas taxas de desmatamento. As atividades do projeto, que atende cerca de 4 mil estudantes, são organizadas em três partes: Programa de capacitação, Ações de Popularização e Jogo Coopera Cerrado.
Programa de capacitação – Série de ações formativas dirigidas para produtores rurais, membros de organizações socioprodutivas, agentes de assistência técnica, gestores públicos, estudantes e outros interessados, com o objetivo de treinar e orientar quanto as práticas agrícolas sustentáveis no bioma cerrado.
Ações de Popularização – Oficinas, atividades de imersão, vivências e trocas de experiências que serão desenvolvidas em formato híbrido (presencial e virtual) e visam promover nos estudantes o senso de pertencimento à natureza, seu papel na preservação e conservação dos recursos naturais.
Jogo Coopera Cerrado – Competição entre as escolas participantes que tem a finalidade de potencializar as Ações de Popularização, por meio missões que estimulam o conhecimento da biodiversidade, aspectos culturais e produção rural da comunidade.
Em Mato Grosso, foram selecionados 25 municípios para o projeto. São eles: Alto Araguaia, Alto Garças, Alto Taquari, Campo Verde, Dom Aquino, Itiquira, Jaciara, Juscimeira, Pedra Preta, Poxoréo, Primavera do Leste, Rondonópolis, São Pedro da Cipa, Santo Antônio do Leverger, Água Boa, Barra do Garças, Canarana, Nova Xavantina, Campo Novo do Parecis, Diamantino, Lucas do Rio Verde, Nova Mutum, Sapezal, Sorriso e Tangará da Serra.
As inscrições podem ser feitas no site do projeto. Para participar é necessário seguir os seguintes critérios:
– Ser integrante da rede pública do Ensino Fundamental e/ou do Ensino Médio;
– Estar sediada em área urbana ou rural de um dos municípios selecionados
– Ter entre 20 e 50 estudantes participantes na equipe. No caso de equipes com uma etapa de ensino apenas (EF ou EM), ou no caso de equipes mistas (EF e EM), ter entre 40 e 100 estudantes participantes, considerando as jornadas específicas do EF e EM;
– Indicar uma pessoa para a coordenação da equipe, que poderá ser do quadro de professores, gestores ou outro funcionário diretamente vinculado à escola;
– Comprometer-se em assinar um Termo de Adesão às ações de popularização, por representante da escola, caso esta venha a ser selecionada (para efetivar a participação da escola é necessário o envio do Termo de Adesão assinado)
O resultado da seleção será divulgado no site do projeto e as escolas selecionadas serão informadas do resultado.
Apoio
O projeto é financiado pela Cooperação Técnica BR-T1409, aprovada pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), com recursos oriundos do Financiamento Internacional do Clima do Governo do Reino Unido, tendo o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) como beneficiário institucional. O Instituto Brasileiro de Desenvolvimento e Sustentabilidade (IABS) é responsável pela execução e administração técnica, financeira e fiduciária do projeto (Convênio BID – IABS ATN/LC-1708-BR). A Associação Rede ILPF, por meio da Embrapa, é responsável pela coordenação científica e apoio às demais atividades executivas do projeto.
Outras informações: (61) 9 8413-9285 ou 0800 038 6616/popularizacao.prs-cer@iabs.org.br
MATO GROSSO
“Começamos com R$ 300”: Bioilha transforma iniciativa simples em negócio de impacto na Amazônia
Toda história de negócio tem um ponto de partida, e, no caso da Bioilha, ele foi simples, possível e cheio de vontade de fazer acontecer. Com apenas R$ 300 e muita iniciativa, Vanessa Barbosa e Danielly Leite deram início a um projeto que, sem grandes pretensões no começo, acabou se tornando uma referência de empreendedorismo conectado à Amazônia.
A história da Bioilha começa de maneira muito real, sem grandes planejamentos ou estrutura pronta. “A gente começou com R$ 300”, conta Danielly, lembrando o início de tudo. Mais do que um valor, a frase representa coragem, tentativa e a vontade de fazer acontecer com o que estava ao alcance naquele momento.
“No começo, nem existia a intenção de criar uma empresa. A iniciativa nasceu da rotina, das experiências vividas e da percepção de que havia espaço para algo novo. A gente não começou pensando em empresa”, explica Danielly, destacando que o negócio surgiu naturalmente, acompanhando as oportunidades que apareciam pelo caminho.
Com o tempo, o interesse das pessoas foi crescendo, e junto dele veio a necessidade de organizar melhor o trabalho. “A gente foi percebendo que aquilo podia ir além”, lembra Vanessa, ao falar sobre o momento em que a iniciativa deixou de ser algo pontual e passou a ganhar proporção maior.
O crescimento trouxe desafios, aprendizados e muitas adaptações. Segundo Danielly, foi preciso estudar, buscar conhecimento e estruturar processos para acompanhar essa nova fase. “A gente precisou aprender enquanto fazia”, afirma.
Mais do que expandir, a preocupação das fundadoras sempre esteve ligada às pessoas e ao território amazônico. “Quando a gente cresce, não cresce sozinho”, comenta Danielly, ao falar sobre o trabalho desenvolvido junto às comunidades.
O bate-papo com as empreendedoras está disponível na segunda temporada do Biodiversa Podcast. Na conversa, conduzida pela apresentadora Nélia Ruffeil, elas compartilham a trajetória da marca, os aprendizados ao longo do caminho e os projetos pensados para o futuro da Bioilha. O episódio já está disponível nas principais plataformas de streaming.
Episódio já disponível: https://www.youtube.com/watch?v=Su8gdUEzHGI&pp=ygUSYmlvZGl2ZXJzYSBwb2RjYXN0
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