MATO GROSSO
Especialistas debatem integração comunitária e fortalecimento da Segurança Pública
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O III Encontro Nacional dos Conselhos Comunitários de Segurança e Feconsegs foi realizado nesta quinta-feira (15), no TCE-MT.
Diferentes setores da Segurança Pública debateram estratégias para a integração comunitária dos Poderes e instituições, no Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT). Visando o fortalecimento da Segurança Pública no Estado, a temática foi abordada na abertura do III Encontro Nacional dos Conselhos Comunitários de Segurança e Feconsegs, nesta quinta-feira (15).
O evento é promovido em parceria com o Poder Judiciário (TJMT), Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT), Ministério Público Estadual (MPMT) e Federação dos Conselhos Comunitários de Segurança Pública do Estado (Feconseg).
Na ocasião, o presidente da Comissão Permanente de Segurança Pública do TCE-MT, conselheiro Waldir Teis, chamou a atenção para a urgência de soluções que combatam o avanço da violência. “Se as instituições não se unirem pela implementação das políticas públicas, seguiremos patinando e a sociedade pagará para ter serviços de qualidade, sem receber nada em troca. Depende de nós pressionarmos as autoridades para que as coisas comecem a mudar de rumo.”
Já a presidente do TJMT, desembargadora Clarice Claudino da Silva, destacou a importância de ações conjuntas. “As bases do nosso sistema de segurança continuam construindo os conselhos, que trazem tantos resultados na ponta, como temos acompanhado. Mato Grosso tem dado o exemplo e trabalhado com uma conexão muito forte com o cidadão. Temos desafios gigantescos, de todas as ordens, mas estamos construindo resultados a partir da união.”
| Crédito: Tony Ribeiro/TCE-MT |
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| Houve a entrega de moedas honoríficas aos participantes. Clique aqui para ampliar |
Para tanto, o secretário-adjunto de Integração Operacional Da Sesp-MT, coronel PM Cláudio Fernando Carneiro Tinoco, defendeu o fortalecimento dos conselhos. “Sabemos que não é possível fazer nada sozinho, então é muito importante que essas barreiras caiam. Temos que pensar na comunidade, porque em cada lugar, nos quatro cantos do estado, tem pessoas precisando de nós, e é por isso que estamos aqui”, pontuou.
Por sua vez, o diretor jurídico da Confederação Nacional Brasileira das Feconsegs e presidente da Feconseg de Santa Catarina, Valdir de Andrade, parabenizou o presidente da Feconseg de Mato Grosso, Danilo Correa de Moraes, pela organização do evento. “Nos deslocamos voluntariamente porque acreditamos nesse propósito e vamos seguir em frente, levando o exemplo de Mato Grosso”, disse Andrade.
Tendo como público-alvo autoridades responsáveis pela Segurança Pública do estado, o evento contou com palestras do secretário de Estado de Segurança Pública, coronel PM César Augusto Roveri, do comandante-geral da Polícia Militar de Mato Grosso, coronel PM Alexandre Corrêa Mendes, da juíza federal do Tribunal Regional do Trabalho da 23ª Região, Grazielle Cabral Braga Lima, do promotor de Justiça, Reinaldo Rodrigues de Oliveira Filho, do delegado da Polícia Civil e coordenador da Polícia Comunitária, Mário Dermeval Aravechia de Resende, e do procurador municipal de Juína, Juliano Cruz da Silva.
Ao longo da manhã, especialistas compartilharam experiências a fim de assegurar o aprimoramento de políticas públicas para o setor. Houve ainda a entrega de moedas honoríficas aos participantes e apresentação da dupla Nico e Lau. O encontro foi transmitido ao vivo pelo Canal do TCE-MT no YouTube.
Também participaram do encontro o deputado estadual Gilberto Cattani; o promotor de Justiça Reinaldo Rodrigues de Oliveira Filho; o presidente da Feconseg São Paulo, Luiz Junqueira Andrade; a delegada titular da delegacia especializada em defesa da mulher de Cuiabá, Judá Malli; o comandante do batalhão de Jaciara, tenente- coronel Handson Freitas Farias, o coordenador estadual da Polícia Comunitária De Mato Grosso do Sul, coronel Carlos de Santana Carneiro e o subchefe da Coordenação Estadual de Segurança Pública do Paraná, major Ronaldo Carlos Goulart.
MATO GROSSO
Especialista alerta: falta de diálogo sobre dinheiro pode comprometer a saúde financeira e até o futuro dos relacionamentos
Quando o assunto é relacionamento, muitos casais conversam sobre casamento, filhos, carreira e planos para o futuro. No entanto, uma das pautas mais importantes para a construção de uma vida a dois ainda costuma ser deixada de lado: o dinheiro.
Questões relacionadas a orçamento doméstico, dívidas, investimentos e metas financeiras frequentemente se tornam fontes de conflitos quando não são discutidas de forma transparente. Especialistas apontam que a falta de diálogo sobre finanças está entre os fatores que mais geram desgaste emocional e tensão dentro dos relacionamentos.
Para a professora de Ciências Contábeis Maria Clara Martins, o problema vai além da simples organização financeira.
“Muitos casais evitam conversar sobre finanças. Isso acontece porque culturalmente associamos dinheiro a poder pessoal. Isso pode resultar em um dos parceiros esconder gastos, dívidas e receitas do outro — o que chamamos de infidelidade financeira. Situações como essa podem adicionar estresse constante e, muitas das vezes, são a razão para separações”, explica Maria Clara, da Faculdade Serra Dourada de Lorena.
Os erros financeiros mais comuns entre casais
Segundo a docente, a ausência de um planejamento financeiro compartilhado costuma levar a erros que poderiam ser evitados com uma simples conversa periódica sobre o orçamento familiar.
Entre os problemas mais frequentes está a inexistência de uma reserva de emergência para o casal. Sem esse recurso, situações inesperadas como desemprego, problemas de saúde ou despesas urgentes podem comprometer significativamente a estabilidade financeira da família.
Outro ponto de atenção são os gastos duplicados. A falta de alinhamento pode fazer com que ambos mantenham assinaturas, serviços ou despesas semelhantes sem necessidade, aumentando os custos mensais sem que percebam.
Além disso, quando cada parceiro possui expectativas diferentes para o presente e para o futuro, surgem conflitos relacionados às prioridades financeiras.
“É importante ambos serem sinceros com seus planos para o agora e para o futuro e alinharem as expectativas. Quando existe clareza sobre os objetivos, as decisões financeiras passam a fazer mais sentido para os dois”, destaca.
Transformando dinheiro em ferramenta para realizar sonhos
Embora o tema ainda seja considerado delicado para muitas pessoas, a especialista defende que falar sobre dinheiro pode se tornar um hábito positivo e até motivador.
“Quando o dinheiro vira um instrumento para realizar sonhos juntos, a conversa deixa de ser chata e vira motivadora. Por isso, conversem sobre dinheiro pelo menos uma vez por mês, coloquem como um compromisso na agenda. Não é para brigar, é para comemorar as pequenas conquistas e continuar planejando”, orienta Martins.
Ela recomenda que o casal escolha uma ferramenta de controle financeiro que funcione para ambos, seja uma planilha, aplicativo ou planner. O importante é conseguir visualizar de forma clara quanto dinheiro entra e para onde ele está sendo direcionado.
Outra estratégia é estabelecer metas compartilhadas em diferentes horizontes de tempo:
Curto prazo: viagens, lazer e experiências;
Médio prazo: aquisição de veículo, reformas ou mudanças de residência;
Longo prazo: aposentadoria, educação dos filhos e independência financeira.
“Estudar sobre juros compostos e conhecer opções de investimentos também ajuda o casal a construir patrimônio de forma mais eficiente ao longo dos anos”, acrescenta.
Conta conjunta ou separada? Especialista explica qual modelo funciona melhor
Uma dúvida comum entre casais diz respeito à administração das contas bancárias. Afinal, é melhor manter tudo separado ou centralizar as finanças?
De acordo com a especialista, não existe uma fórmula única. “Não existe modelo certo ou errado. O mais importante é que a escolha esteja alinhada ao perfil, à rotina e aos objetivos do casal.”
Ela explica que contas totalmente separadas costumam funcionar bem para quem valoriza autonomia financeira, mas podem dificultar a visualização do patrimônio construído em conjunto. Já a conta conjunta oferece maior integração, embora possa gerar conflitos quando os hábitos de consumo são muito diferentes.
Por isso, o modelo híbrido tem ganhado espaço entre especialistas e casais. “O modelo híbrido costuma ser o mais recomendado porque une organização e autonomia. Uma conta pode ser destinada às despesas da casa e às metas compartilhadas, enquanto cada pessoa mantém sua conta individual para gastos pessoais”, ressalta.
Construindo o futuro juntos
Mais do que controlar gastos ou dividir contas, o planejamento financeiro a dois representa uma ferramenta para fortalecer a parceria e construir objetivos em comum.
Em um momento em que o Dia dos Namorados convida casais a refletirem sobre o futuro, a especialista reforça que falar sobre dinheiro é também uma forma de demonstrar confiança, compromisso e responsabilidade.
“Planejar finanças a dois não é sobre controlar o outro. É sobre alinhar sonhos. Quando o casal aprende a falar sobre dinheiro, está, na verdade, desenhando o futuro que quer construir junto”, conclui Maria Clara Martins.
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