Search
Close this search box.
CUIABÁ

MATO GROSSO

Estados alinham estratégias para compras compartilhadas pelo Consórcio da Amazônia Legal

Publicados

MATO GROSSO

Técnicas de compras compartilhadas na Saúde e Segurança Pública foram o tema da oficina que ocorreu nesta quinta-feira (15.06), segundo dia do 25º Fórum de Governadores da Amazônia Legal, sediado no Palácio Paiaguás, em Cuiabá.

Participaram do encontro o secretário de Estado de Saúde de Mato Grosso, Gilberto Figueiredo, e técnicos representes dos estados nove estados da Amazônia Legal: Amapá, Acre, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Tocantins, Roraima, Pará e Rondônia.

A diretora administrativa do Consórcio da Amazônia Legal, Vanessa Duarte, explicou que o objetivo da oficina é unificar e reestabelecer um diálogo entre as secretarias dos nove estados para reiniciar o modelo de compra coletiva paralisado em 2020 por causa da pandemia.

“Já está mais do que pacificado e entendido que existe uma economia de escala e que os estados só têm a ganhar. Para conseguir fazer uma compra coletiva, o Consórcio precisa das demandas e do engajamento dos estados”, observou.

O Consórcio irá atuar como órgão gerenciador, enquanto os estados focam na definição dos produtos que serão adquiridos por meio de apenas uma licitação. “Nove estados teriam que fazer nove licitações, teriam que ter nove equipes e o Consórcio fazendo isso, eles [Estados] atuam somente com a parte da especificação e com a definição dos objetos”, acrescentou.

Leia Também:  Sema-MT capacita mais de 500 engenheiros florestais e responde dúvidas sobre o novo Sisflora 2.0

Na área da saúde, os estados definiram a compra de medicamentos de assistência farmacêutica como primeira aquisição compartilhada. Para o secretário de Saúde de Mato Grosso, Gilberto Figueiredo, a população será beneficiada e os estados se mostrarão eficientes.

“A oficina técnica sobre compras compartilhadas em Saúde e Segurança foi muito proveitosa. Reuniões como essa oportunizam a troca de experiências entre gestores e otimiza os fluxos da gestão pública, sobretudo nas aquisições. Acredito que, com a parceria entre os estados, por meio do Consórcio, podemos aprimorar e facilitar as compras de medicamentos. A população será muito beneficiada e os estados demonstrarão toda a sua eficiência”, avaliou.

Para a Segurança Pública, as primeiras compras devem ser destinadas ao combate do desmatamento e incêndios florestais em Mato Grosso. O secretário adjunto de Administração Sistêmica de Mato Grosso, Thiago Vinícius Pinheiro da Silva, destacou a economia financeira e o fortalecimento na preservação do meio ambiente com as compras compartilhadas.

“O objetivo das compras compartilhadas é permitir que várias organizações ou entidades cooperem na aquisição de produtos ou serviços em quantidade maior, para obter uma economia de escala e reduzir os custos com as compras, atender às necessidades de todos e aproveitar condições mais vantajosas de preços e prazos de entrega na aquisição de materiais que são afetos a todos os Estados”, pontuou.

Leia Também:  Detran-MT entrega veículos para sete unidades do interior do Estado

“O trabalho conjunto e coordenado é a maior ferramenta contra o desmatamento ilegal e incêndios florestais. O Consórcio Amazônia Legal é peça fundamental para o sucesso desse trabalho”, finalizou.

Fonte: Governo MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

MATO GROSSO

Grupo Nova Fronteira aprova plano de recuperação judicial com passivo superior a R$ 600 milhões

Publicados

em

Plano foi aprovado em todas as classes de credores e prevê financiamento DIP de R$ 13 milhões; credores também autorizaram novo período de proteção de 180 dias para apoiar a implementação da reestruturação

O Grupo Nova Fronteira teve seu Plano de Recuperação Judicial aprovado pelos credores em Assembleia Geral realizada nesta quarta-feira (26). A decisão representa um dos principais marcos do processo de reestruturação financeira do grupo, que reúne 112 credores e passivo superior a R$ 600 milhões.

A recuperação judicial, conduzida pela ERS Advocacia, envolveu negociações com credores de diferentes perfis, entre eles instituições financeiras públicas e privadas, cooperativas de crédito, fornecedores de insumos e equipamentos agrícolas e agentes financeiros.

O plano recebeu aprovação em todas as classes de credores. Nas classes Trabalhista e de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (ME/EPP), a adesão foi de 100%. Entre os credores com garantia real, o índice de aprovação alcançou 84,18%, enquanto na classe dos quirografários chegou a 66,62%.

Entre as medidas previstas está a contratação de um novo financiamento DIP (debtor-in-possession) de R$ 13 milhões, destinado ao reforço do capital de giro. A operação já foi aprovada pelo Banco BTG, instituição com a qual o Grupo manterá relacionamento comercial.

Embora houvesse autorização judicial para requerer nova suspensão da assembleia por até 60 dias, o avanço das negociações ao longo do próprio dia permitiu que credores e devedores prosseguissem para a votação, culminando na aprovação do plano.

Leia Também:  Sema-MT capacita mais de 500 engenheiros florestais e responde dúvidas sobre o novo Sisflora 2.0

Para Victor D’Elia, advogado responsável pela condução do processo, o resultado reflete a complexidade das negociações e a busca por uma solução capaz de conciliar a preservação da atividade econômica com os interesses dos credores.

“Esta foi uma das recuperações judiciais mais complexas em curso no Estado, não apenas pela dimensão do passivo, superior a R$ 600 milhões, mas principalmente pela natureza dos créditos, pelas garantias envolvidas e pela diversidade de credores. A aprovação em todas as classes demonstra que foi possível construir uma solução equilibrada, capaz de preservar a atividade do grupo e, ao mesmo tempo, considerar os interesses dos credores”, afirma D’Elia.

Credores aprovam novo período de proteção

Além do plano de recuperação, os credores aprovaram, por 73,01% dos créditos presentes e votantes, a concessão de um novo período de proteção de 180 dias.

A medida busca assegurar estabilidade durante a fase inicial de implementação do plano, preservando bens essenciais à atividade produtiva e evitando medidas expropriatórias que possam comprometer a operação e, consequentemente, a capacidade de cumprimento das obrigações assumidas na recuperação.

O resultado da assembleia também evidencia o papel cada vez mais relevante da negociação entre devedores e credores nos processos de recuperação judicial. Em reestruturações de maior complexidade, a construção de soluções consensuais tem se consolidado como instrumento central para compatibilizar a continuidade da atividade empresarial com a recuperação dos créditos.

Nova etapa para o Grupo Nova Fronteira

Leia Também:  Governo de MT lança Circuito Folia Cuiabá 2024 nesta quarta-feira (31)

Com mais de quatro décadas de atuação no agronegócio, o Grupo teve o processamento de sua recuperação judicial deferido em dezembro de 2024 pelo juiz Márcio Guedes, da Vara Especializada de Cuiabá -MT. Na ocasião, o passivo declarado era de R$ 594,3 milhões.

Superada a etapa de deliberação dos credores, o processo entra agora em uma nova fase, voltada à implementação das condições negociadas, ao cumprimento das obrigações previstas no plano e à continuidade das atividades produtivas.

Para João Paulo Marquezam, CEO do Grupo Nova Fronteira, a aprovação representa também uma sinalização ao mercado sobre a continuidade das operações.

“A aprovação passa uma mensagem importante para o mercado: o Grupo Nova Fronteira continua firme na atividade e superou o estado de crise. Depois de um processo longo e de negociações complexas, começa agora uma nova fase, que exige disciplina para cumprir o que foi negociado, manter a produção e reconstruir a relação de confiança com credores, fornecedores e parceiros comerciais”, afirma.

Atualmente, o grupo possui 25 mil hectares de área própria, dos quais 6 mil hectares são destinados ao cultivo de soja, além de estrutura com capacidade para 40 mil animais, entre pastagens e confinamento.

A manutenção dessa estrutura produtiva será um dos principais pilares da nova etapa da reestruturação, ao sustentar a geração de caixa necessária para a continuidade das operações e o cumprimento das obrigações estabelecidas no plano de recuperação judicial.

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CUIABÁ

VÁRZEA GRANDE

MATO GROSSO

POLÍCIA

MAIS LIDAS DA SEMANA