MATO GROSSO
Estudantes da rede estadual iniciam avaliações para aprimoramento personalizado do ensino da língua inglesa
MATO GROSSO
Até dezembro as avaliações serão bimestrais com todos os estudantes da educação básica e usará tanto versões impressas quanto digitais, através de Chromebooks. Já no Ensino Médio, o Mais Inglês Avalia irá compor avaliações digitais do progresso dos estudantes utilizando a Plataforma Mais Inglês e Mais Idiomas, além de avaliar o conhecimento adquirido com o material do Sistema Estruturado de Ensino.
O calendário de avaliações de inglês, tanto no Ensino Fundamental quanto no Ensino Médio, segue o mesmo das demais provas realizadas para as disciplinas do Sistema Estruturado de Ensino e o professor usará os resultados dos testes como mais um mecanismo para composição de nota bimestral do estudante.
O secretário de Estado de Educação, Alan Porto, observa que além de fornecer informações aos educadores sobre a eficácia de suas práticas em sala de aula, o Mais Inglês Avalia permite ajustes e melhorias contínuas no processo de ensino e aprendizagem.
Com os resultados das avaliações, é possível realizar a tomada de decisões relacionadas a currículo, métodos de ensino e intervenções específicas para melhorar o desempenho acadêmico. O secretário destaca que para a Seduc é crucial que a avaliação na educação básica seja realizada de maneira justa, objetiva e alinhada aos objetivos educacionais, reconhecendo a diversidade de habilidades e talentos dos estudantes.
“Ao compreender as necessidades individuais dos estudantes por meio da avaliação diagnóstica, os educadores podem adaptar suas abordagens para atender às diferentes habilidades e estilos de aprendizagem”, explica Alan Porto..
Segundo ele, o Mais Inglês Avalia é uma ferramenta que faz parte dos materiais da Pearson, empresa contratada pela Seduc para fornecer todos os materiais e recursos didáticos para as aulas de inglês na rede estadual. “O Governo de Mato Grosso já investiu apenas no ensino de línguas estrangeiras o equivalente a R$ 35 milhões, incluindo também a Plataforma Mais Inglês”.
Bruno Seolin, líder da Política Pública de Línguas Estrangeiras na Seduc, destaca a relevância do programa Mais Inglês Avalia. “Tal abordagem assegura um ensino mais adaptado às necessidades individuais dos estudantes, favorecendo seu desenvolvimento integral. A análise detalhada dos pontos fortes e áreas a melhorar de cada estudante possibilita que os professores otimizem suas estratégias de ensino, enriquecendo a experiência educacional”, diz.
Seolin ressalta, ainda, que a digitalização do sistema avaliativo, uma iniciativa pioneira no estado, transforma significativamente a maneira como a Seduc monitora e intervém no processo de ensino. “Antes, as informações estavam limitadas ao alcance dos professores, mas agora a pasta tem acesso direto a dados detalhados sobre o progresso em línguas estrangeiras de cada estudante, facilitando um acompanhamento mais eficaz e intervenções mais precisas quando necessário”.
Política Pública de Línguas Estrangeiras
Ao criar a Política Pública de Línguas Estrangeiras, o Governo de Mato Grosso estabeleceu um ciclo integral, contínuo e enriquecedor de aprendizado.
Suas ações iniciam-se com a etapa de aprendizagem, empregando materiais didáticos de renomada qualidade internacional, além dos Programas Mais Inglês e Mais Idiomas, que disponibilizam uma plataforma digital de aprendizado personalizada e avançada, desenvolvida pela EF – Education First.
O ciclo avança para a fase de prática e aprimoramento, através do Programa de Intercâmbio MT no Mundo, com todos os estudantes do Ensino Médio.
Também ocorre a fase de comprovação dos resultados, implementada pelo Programa Mais Inglês Avalia, que inclui avaliações iniciais, processuais e finais, e também a concessão da certificação internacional TOEIC – Test of English for International Communication – aos estudantes participantes do intercâmbio, por meio do Programa Mais Inglês Certifica.
O ciclo se completa com o reconhecimento e a promoção dos estudantes destaque de Mato Grosso a Jovens Embaixadores no Programa Jovens Embaixadores de Mato Grosso, onde representam o Governo do Estado em âmbitos educacionais, tanto nacional quanto internacional.
Fonte: Governo MT – MT
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Grupo Nova Fronteira aprova plano de recuperação judicial com passivo superior a R$ 600 milhões
Plano foi aprovado em todas as classes de credores e prevê financiamento DIP de R$ 13 milhões; credores também autorizaram novo período de proteção de 180 dias para apoiar a implementação da reestruturação
O Grupo Nova Fronteira teve seu Plano de Recuperação Judicial aprovado pelos credores em Assembleia Geral realizada nesta quarta-feira (26). A decisão representa um dos principais marcos do processo de reestruturação financeira do grupo, que reúne 112 credores e passivo superior a R$ 600 milhões.
A recuperação judicial, conduzida pela ERS Advocacia, envolveu negociações com credores de diferentes perfis, entre eles instituições financeiras públicas e privadas, cooperativas de crédito, fornecedores de insumos e equipamentos agrícolas e agentes financeiros.
O plano recebeu aprovação em todas as classes de credores. Nas classes Trabalhista e de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (ME/EPP), a adesão foi de 100%. Entre os credores com garantia real, o índice de aprovação alcançou 84,18%, enquanto na classe dos quirografários chegou a 66,62%.
Entre as medidas previstas está a contratação de um novo financiamento DIP (debtor-in-possession) de R$ 13 milhões, destinado ao reforço do capital de giro. A operação já foi aprovada pelo Banco BTG, instituição com a qual o Grupo manterá relacionamento comercial.
Embora houvesse autorização judicial para requerer nova suspensão da assembleia por até 60 dias, o avanço das negociações ao longo do próprio dia permitiu que credores e devedores prosseguissem para a votação, culminando na aprovação do plano.
Para Victor D’Elia, advogado responsável pela condução do processo, o resultado reflete a complexidade das negociações e a busca por uma solução capaz de conciliar a preservação da atividade econômica com os interesses dos credores.
“Esta foi uma das recuperações judiciais mais complexas em curso no Estado, não apenas pela dimensão do passivo, superior a R$ 600 milhões, mas principalmente pela natureza dos créditos, pelas garantias envolvidas e pela diversidade de credores. A aprovação em todas as classes demonstra que foi possível construir uma solução equilibrada, capaz de preservar a atividade do grupo e, ao mesmo tempo, considerar os interesses dos credores”, afirma D’Elia.
Credores aprovam novo período de proteção
Além do plano de recuperação, os credores aprovaram, por 73,01% dos créditos presentes e votantes, a concessão de um novo período de proteção de 180 dias.
A medida busca assegurar estabilidade durante a fase inicial de implementação do plano, preservando bens essenciais à atividade produtiva e evitando medidas expropriatórias que possam comprometer a operação e, consequentemente, a capacidade de cumprimento das obrigações assumidas na recuperação.
O resultado da assembleia também evidencia o papel cada vez mais relevante da negociação entre devedores e credores nos processos de recuperação judicial. Em reestruturações de maior complexidade, a construção de soluções consensuais tem se consolidado como instrumento central para compatibilizar a continuidade da atividade empresarial com a recuperação dos créditos.
Nova etapa para o Grupo Nova Fronteira
Com mais de quatro décadas de atuação no agronegócio, o Grupo teve o processamento de sua recuperação judicial deferido em dezembro de 2024 pelo juiz Márcio Guedes, da Vara Especializada de Cuiabá -MT. Na ocasião, o passivo declarado era de R$ 594,3 milhões.
Superada a etapa de deliberação dos credores, o processo entra agora em uma nova fase, voltada à implementação das condições negociadas, ao cumprimento das obrigações previstas no plano e à continuidade das atividades produtivas.
Para João Paulo Marquezam, CEO do Grupo Nova Fronteira, a aprovação representa também uma sinalização ao mercado sobre a continuidade das operações.
“A aprovação passa uma mensagem importante para o mercado: o Grupo Nova Fronteira continua firme na atividade e superou o estado de crise. Depois de um processo longo e de negociações complexas, começa agora uma nova fase, que exige disciplina para cumprir o que foi negociado, manter a produção e reconstruir a relação de confiança com credores, fornecedores e parceiros comerciais”, afirma.
Atualmente, o grupo possui 25 mil hectares de área própria, dos quais 6 mil hectares são destinados ao cultivo de soja, além de estrutura com capacidade para 40 mil animais, entre pastagens e confinamento.
A manutenção dessa estrutura produtiva será um dos principais pilares da nova etapa da reestruturação, ao sustentar a geração de caixa necessária para a continuidade das operações e o cumprimento das obrigações estabelecidas no plano de recuperação judicial.