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Estudantes de escola estadual aprendem a fazer adubo orgânico utilizando técnica sustentável

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Estudantes da Escola Estadual São Vicente de Paula, em Sinop, estão aprendendo a produzir adubo orgânico para utilizar no cultivo de alimentos pelo Projeto Hortas Escolares, desenvolvido pela Secretaria Estadual de Agricultura Familiar (Seaf) e Secretaria Estadual de Estado de Educação (Seduc). 

O projeto em parceria com a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e Rotary ensina os alunos a transformar resíduos em fertilizante utilizando gongolos, conhecidos como piolhos de cobra, com base em pesquisa da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). O húmus de alta qualidade contribui para a saúde das plantas e promove a agroecologia.

O método não apenas valoriza a biodiversidade do solo, mas também recontextualiza um animal antes visto como incômodo, demonstrando seu valor na produção agrícola sustentável. 
Foto: Ayla Rocha/Arquivo pessoal

O projeto começou no ano passado e, atualmente, conta com a participação de cerca 360 alunos no projeto da horta, coordenado pela professora Silmara de Oliveira Rocha conhecida como Ayla, durante as aulas das disciplinas de Projeto de Vida e Trilha de Química, que fazem parte do novo ensino médio. 

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“A produção é utilizada 100% na horta, que tem quase 800 metros quadrados. O projeto aqui na escola é bem completo, trabalhamos toda a parte de agroecologia e horta urbana”, explicou. 

A horta é dividida em quatro partes, sendo uma para o plantio de hortaliças; outra para o cultivo de pepino, vagem, abobrinha; uma área com pés de mamão e melancia e outro setor de plantas medicinais e que também contém uma horta vertical em garrafas pet. 

O diretor da Escola Estadual São Vicente de Paula, Raul Gavarone, afirmou que o trabalho tem dado resultados positivos no aprendizado dos estudantes. 

“A gente acredita no que a gente ensina. O aluno precisa se sentir parte da escola e os estudantes que participam desse projeto tem frequência e notas maiores. A vida acadêmica dos alunos melhora muito quando se envolvem em um projeto como esse”, enfatizou. 

A produção da horta é destinada à alimentação escolar da unidade, que atende 1.600 estudantes.

“Este projeto desenvolve práticas que enaltecem a agricultura familiar e a sustentabilidade, além de aproximar as crianças e jovens do contato com a natureza e ensinar técnicas de cultivo”, afirmou o secretário de Agricultura Familiar do Estado, Luluca Ribeiro.  
Técnicas de compostagem são ensinadas a estudantes – Ayla Rocha/Arquivo pessoal

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Em 2024, são 300 escolas beneficiadas com o Projeto Hortas Escolares, com investimento de R$ 3 milhões. Cada instituição de ensino recebe R$ 10 mil, um investimento direcionado para a compra de ferramentas, sementes e outros recursos essenciais para cultivar alimentos e ervas medicinais seguindo métodos orgânicos, automatizados e inovadores.

“Esse projeto é resultado de uma parceria de sucesso e está sendo fundamental para garantir não apenas qualidade à produção, mas o despertar do sentimento de pertencimento e participação ativa dos estudantes. A consciência ambiental que isso gera se reflete em sala de aula e em suas casas, certamente”, disse o secretário de Estado de Educação, Alan Porto.

Além do trabalho de compostagem, que foi implantado junto com o projeto de hortas escolares, a escola ensina os alunos a fabricarem vasos usando resíduos, como papel, isopor, papelão e tecidos de roupas que iriam para descarte, e argamassa.

Fonte: Governo MT – MT

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Planejamento da granja e vazio sanitário são fundamentais para fortalecer a sanidade na suinocultura, destaca especialista da Embrapa 

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O planejamento adequado das instalações, a produção em lotes e a adoção do vazio sanitário foram os principais temas abordados pelo analista da Embrapa Suínos e Aves, Armando Lopes do Amaral, durante palestra no 5º Simpósio da Suinocultura de Mato Grosso, evento realizado pela Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat). O especialista destacou que a organização da granja é um dos pilares para manter elevados padrões de sanidade e garantir melhores índices produtivos.

Segundo Amaral, uma granja bem planejada permite fortalecer a biosseguridade, conjunto de medidas voltadas para impedir a entrada de agentes infecciosos e reduzir a circulação de doenças dentro da propriedade.

“A instalação é a base de um bom programa sanitário. O ideal é que a granja seja cercada, bem isolada, com controle rigoroso da entrada de pessoas e que as diferentes fases de produção sejam organizadas em salas específicas. Além disso, é importante manter animais da mesma idade juntos, evitando que animais mais velhos transmitam doenças aos mais jovens”, explicou.

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O pesquisador ressaltou que o Brasil já possui um elevado padrão sanitário na produção de suínos, reconhecido internacionalmente, mas alertou que esse resultado exige vigilância constante.

“Chegar a um bom nível sanitário é importante, mas mantê-lo e buscar melhorias contínuas é ainda mais desafiador. Animais saudáveis apresentam melhor desempenho, maior ganho de peso e melhores resultados econômicos para o produtor”, afirmou.

Embora reconheça que muitas granjas mais antigas enfrentam limitações estruturais e altos custos para adequações completas, Amaral destacou que é possível adotar medidas de manejo capazes de reduzir significativamente os riscos sanitários.

Entre elas está a produção em lotes, organizando grupos de matrizes e leitões para que permaneçam juntos durante cada fase produtiva, respeitando o sistema “todos dentro, todos fora”. Essa estratégia facilita a realização do vazio sanitário entre os lotes, permitindo a limpeza, desinfecção e quebra do ciclo de transmissão de agentes causadores de doenças.

“Nem sempre é possível construir novas instalações imediatamente. Mas, mesmo em estruturas existentes, o produtor pode organizar os animais em lotes, manter grupos da mesma idade nas mesmas salas e realizar o vazio sanitário sempre que possível. São medidas que contribuem muito para preservar a sanidade do rebanho”, concluiu o especialista.

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Para o presidente da Acrismat, Frederico Tannure Filho, levar especialistas da Embrapa ao simpósio reforça o compromisso da entidade com a difusão de conhecimento técnico que contribua para o fortalecimento da suinocultura mato-grossense.

“A sanidade é um dos maiores patrimônios da suinocultura brasileira e precisa ser preservada diariamente dentro das granjas. Trazer esse debate para o Simpósio permite que nossos produtores tenham acesso às melhores práticas e entendam que, muitas vezes, melhorias no manejo, no planejamento da produção em lotes e no cumprimento do vazio sanitário geram ganhos expressivos em produtividade e competitividade. A Acrismat trabalha justamente para aproximar o produtor dessas informações e fortalecer cada vez mais a cadeia produtiva em Mato Grosso”, afirmou Frederico Tannure Filho.

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