MATO GROSSO
Ex-jogador de futebol amador morre em possível disparo acidental durante caça
MATO GROSSO
Na última sexta-feira, a pequena cidade de Carlinda, localizada a 759 quilômetros de Cuiabá, foi palco de um trágico evento que comoveu os moradores locais. Adailton Santos da Costa, ex-jogador de futebol amador, perdeu a vida em circunstâncias chocantes enquanto estava envolvido em uma atividade de caça na região.
Conforme informações registradas no boletim de ocorrência, Adailton, de 33 anos, saiu para caçar em uma área de mata na região conhecida como Linha 20. Ao demorar a retornar, seu pai, preocupado, decidiu procurá-lo. Foi nesse momento que o trágico cenário se revelou, quando seu pai o encontrou sem vida, ao lado de sua motocicleta.
No local, os militares encontraram Adailton com um ferimento na cabeça e uma arma, possivelmente uma espingarda, envolta em um pano marrom ao seu lado. A suspeita inicial aponta para um possível disparo acidental, levando à sua morte.
As autoridades locais foram imediatamente acionadas, com a Polícia Civil e a Politec (Perícia Oficial de Identificação Técnica) se deslocando para o local. A área foi isolada para investigação e levantamento de provas.
A notícia da morte prematura de Adailton Santos da Costa repercutiu fortemente nas redes sociais, gerando uma onda de comoção e pesar entre familiares, amigos e conhecidos.
Nas mensagens compartilhadas, expressões de tristeza e saudade tomaram conta. “Grande amigo. Que Deus o receba de braços abertos. Vai deixar saudade”, expressou um dos postadores. Outro mencionou a perda: “Que triste perda de um grande amigo que partiu desse jeito, tão novo, vai fazer muita falta nas nossas pescarias. Só o que resta agora são as boas recordações.”
Adailton costumava compartilhar seus momentos em meio à natureza em suas redes sociais, exibindo sua paixão pelo ambiente natural. Em uma de suas publicações, ele expressou: “Minha paz”.
A comunidade local lamenta profundamente a perda desse jovem que, além de ser um exímio jogador de futebol amador, era querido e conhecido por sua paixão pela vida ao ar livre. Enquanto a investigação segue em andamento, amigos e familiares buscam conforto nas lembranças deixadas por Adailton, um indivíduo que, sem dúvida, marcou a vida daqueles ao seu redor.
MATO GROSSO
Grupo Nova Fronteira aprova plano de recuperação judicial com passivo superior a R$ 600 milhões
Plano foi aprovado em todas as classes de credores e prevê financiamento DIP de R$ 13 milhões; credores também autorizaram novo período de proteção de 180 dias para apoiar a implementação da reestruturação
O Grupo Nova Fronteira teve seu Plano de Recuperação Judicial aprovado pelos credores em Assembleia Geral realizada nesta quarta-feira (26). A decisão representa um dos principais marcos do processo de reestruturação financeira do grupo, que reúne 112 credores e passivo superior a R$ 600 milhões.
A recuperação judicial, conduzida pela ERS Advocacia, envolveu negociações com credores de diferentes perfis, entre eles instituições financeiras públicas e privadas, cooperativas de crédito, fornecedores de insumos e equipamentos agrícolas e agentes financeiros.
O plano recebeu aprovação em todas as classes de credores. Nas classes Trabalhista e de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (ME/EPP), a adesão foi de 100%. Entre os credores com garantia real, o índice de aprovação alcançou 84,18%, enquanto na classe dos quirografários chegou a 66,62%.
Entre as medidas previstas está a contratação de um novo financiamento DIP (debtor-in-possession) de R$ 13 milhões, destinado ao reforço do capital de giro. A operação já foi aprovada pelo Banco BTG, instituição com a qual o Grupo manterá relacionamento comercial.
Embora houvesse autorização judicial para requerer nova suspensão da assembleia por até 60 dias, o avanço das negociações ao longo do próprio dia permitiu que credores e devedores prosseguissem para a votação, culminando na aprovação do plano.
Para Victor D’Elia, advogado responsável pela condução do processo, o resultado reflete a complexidade das negociações e a busca por uma solução capaz de conciliar a preservação da atividade econômica com os interesses dos credores.
“Esta foi uma das recuperações judiciais mais complexas em curso no Estado, não apenas pela dimensão do passivo, superior a R$ 600 milhões, mas principalmente pela natureza dos créditos, pelas garantias envolvidas e pela diversidade de credores. A aprovação em todas as classes demonstra que foi possível construir uma solução equilibrada, capaz de preservar a atividade do grupo e, ao mesmo tempo, considerar os interesses dos credores”, afirma D’Elia.
Credores aprovam novo período de proteção
Além do plano de recuperação, os credores aprovaram, por 73,01% dos créditos presentes e votantes, a concessão de um novo período de proteção de 180 dias.
A medida busca assegurar estabilidade durante a fase inicial de implementação do plano, preservando bens essenciais à atividade produtiva e evitando medidas expropriatórias que possam comprometer a operação e, consequentemente, a capacidade de cumprimento das obrigações assumidas na recuperação.
O resultado da assembleia também evidencia o papel cada vez mais relevante da negociação entre devedores e credores nos processos de recuperação judicial. Em reestruturações de maior complexidade, a construção de soluções consensuais tem se consolidado como instrumento central para compatibilizar a continuidade da atividade empresarial com a recuperação dos créditos.
Nova etapa para o Grupo Nova Fronteira
Com mais de quatro décadas de atuação no agronegócio, o Grupo teve o processamento de sua recuperação judicial deferido em dezembro de 2024 pelo juiz Márcio Guedes, da Vara Especializada de Cuiabá -MT. Na ocasião, o passivo declarado era de R$ 594,3 milhões.
Superada a etapa de deliberação dos credores, o processo entra agora em uma nova fase, voltada à implementação das condições negociadas, ao cumprimento das obrigações previstas no plano e à continuidade das atividades produtivas.
Para João Paulo Marquezam, CEO do Grupo Nova Fronteira, a aprovação representa também uma sinalização ao mercado sobre a continuidade das operações.
“A aprovação passa uma mensagem importante para o mercado: o Grupo Nova Fronteira continua firme na atividade e superou o estado de crise. Depois de um processo longo e de negociações complexas, começa agora uma nova fase, que exige disciplina para cumprir o que foi negociado, manter a produção e reconstruir a relação de confiança com credores, fornecedores e parceiros comerciais”, afirma.
Atualmente, o grupo possui 25 mil hectares de área própria, dos quais 6 mil hectares são destinados ao cultivo de soja, além de estrutura com capacidade para 40 mil animais, entre pastagens e confinamento.
A manutenção dessa estrutura produtiva será um dos principais pilares da nova etapa da reestruturação, ao sustentar a geração de caixa necessária para a continuidade das operações e o cumprimento das obrigações estabelecidas no plano de recuperação judicial.