MATO GROSSO
Famílias assinam contrato para aquisição de casas em Várzea Grande
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Os primeiros moradores do residencial Reserva Mundo Novo, em Várzea Grande, começaram a assinar os contratos de aquisição da casa própria nesta semana. Eles foram contemplados com o Programa SER Família Habitação, na modalidade Entrada Facilitada, que é gerido pela MT Par e tem a meta de atender 40 mil famílias em todo o Estado.
Por meio do programa, idealizado pela primeira-dama Virginia Mendes, o Governo de Mato Grosso ajuda as famílias na aquisição do imóvel com um subsídio de até R$ 20 mil, a ser aplicado no valor da entrada.
“Estou tentando imaginar a alegria dessas famílias com a assinatura dos contratos. Ser contemplado com uma casa própria é motivo de imensa alegria e gratidão. É uma conquista que representa estabilidade, segurança e a realização de um sonho. A sensação de ter um lugar para chamar de lar, onde criar memórias e construir um futuro, é verdadeiramente especial. Estou muito feliz pelas conquistas dessas famílias”, afirma a primeira-dama.
Um dos contemplados com o benefício do programa é o casal Miriam Gonçalves e Willian de Campos. Atualmente, eles moram na casa de um familiar e pagam um valor “simbólico” pela locação.
“É um lugar bom e o preço é acessível porque minha mãe quer nos ajudar, mas precisamos ter um lugar nosso. Era o nosso sonho”, conta Miriam.
A renda do casal, que tem dois filhos, é concentrada nos ganhos de Willian, que trabalha como frentista em um posto de combustíveis. Sendo assim, explica Miriam, as possibilidades de juntar os recursos necessários para dar a entrada em um imóvel e ainda pagar as contas da casa eram improváveis.
“Com o subsídio do Governo, a nossa entrada foi menos de R$ 500, o que é quase zero perto do pensávamos que iriamos pagar. E as prestações também ficaram bem em conta, cerca de R$ 600. Com esse valor a gente não paga nem um aluguel”, explica Miriam.

No Programa SER Família Habitação, pela modalidade Entrada Facilitada, as famílias beneficiadas podem receber R$ 10 mil, R$ 15 mil e R$ 20 mil de subsídios do Governo de Mato Grosso, e agregar ao valor os benefícios do Programa Minha Casa, Minha Vida e também do uso Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS).
No caso de Jocineia Júlio da Silva de Jesus e Ademar de Jesus, a soma dos subsídios recebidos resultou em entrada zero e uma parcela de R$ 480. Os dois moram em um imóvel cedido por um conhecido no bairro Cidade de Deus, em Várzea Grande.
“Meu marido é gari em Várzea Grande há nove anos e nós temos condição de pagar a parcela. Agora, o problema era a entrada. Se não fosse a ajuda, nós íamos conseguir, porém ia demorar”, explica Jocineia.
A previsão da construtora é entregar as chaves até o próximo mês, e Jocineia conta que já foi ao local do residencial para ver com os próprios olhos a casa que está comprando. “A casa é linda. Bem arrumadinha e do jeito que eu sonhei”.
Mais imóveis em VG
A MT Par tem 198 unidades habitacionais cadastradas em Várzea Grande, sendo que parte delas estão em fase de assinatura de contrato, como a Reserva Novo Mundo, Chapada das Cerejeiras e Residencial Novo Sol II.
Ao todo são quatro empreendimento: Residencial Chapada das Cerejeiras (42 apartamentos), Residencial Reserva Novo Mundo I (38 casas), Residencial Reserva Novo Mundo II (79 casas) e Residencial Novo Sol II (39 casas).
O presidente da MT Par, Wener Santos, explica que as construções não apenas visam reduzir o déficit habitacional da cidade, como também fomentar a economia local e a geração de empregos.
“Os residenciais estão empregando pessoas e dando oportunidade às empresas locais de serem fornecedoras. Sem contar que contribuem para o ordenamento urbano da cidade, uma vez que gera oportunidades de negócios e de expansão dentro do planejamento municipal e em convergência com o plano diretor”, argumenta o presidente.
SER Família Habitação
O programa Ser Família Habitação está dividido da seguinte forma: faixa 0, 1, 2 e 3. O faixa 0 é para famílias que não possuem renda e estão cadastradas no CadÚnico; o faixa 1 para famílias com renda até R$ 2.640; faixa 2 com renda familiar bruta entre R$ 2.640 até R$ 4,4 mil; e faixa 3, para famílias com renda mensal entre R$ 4,4 mil até R$ 8 mil.
A modalidade entrada facilitada atende as faixas 1,2 e 3. Já a faixa 0 é atendida por casas doadas, cuja construção é coordenada pela Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc).
Os interessados em se inscrever nos residenciais ofertados pelo programa devem se cadastrar no site do Sistema Habitacional de Mato Grosso.
Fonte: Governo MT – MT
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Grupo Nova Fronteira aprova plano de recuperação judicial com passivo superior a R$ 600 milhões
Plano foi aprovado em todas as classes de credores e prevê financiamento DIP de R$ 13 milhões; credores também autorizaram novo período de proteção de 180 dias para apoiar a implementação da reestruturação
O Grupo Nova Fronteira teve seu Plano de Recuperação Judicial aprovado pelos credores em Assembleia Geral realizada nesta quarta-feira (26). A decisão representa um dos principais marcos do processo de reestruturação financeira do grupo, que reúne 112 credores e passivo superior a R$ 600 milhões.
A recuperação judicial, conduzida pela ERS Advocacia, envolveu negociações com credores de diferentes perfis, entre eles instituições financeiras públicas e privadas, cooperativas de crédito, fornecedores de insumos e equipamentos agrícolas e agentes financeiros.
O plano recebeu aprovação em todas as classes de credores. Nas classes Trabalhista e de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (ME/EPP), a adesão foi de 100%. Entre os credores com garantia real, o índice de aprovação alcançou 84,18%, enquanto na classe dos quirografários chegou a 66,62%.
Entre as medidas previstas está a contratação de um novo financiamento DIP (debtor-in-possession) de R$ 13 milhões, destinado ao reforço do capital de giro. A operação já foi aprovada pelo Banco BTG, instituição com a qual o Grupo manterá relacionamento comercial.
Embora houvesse autorização judicial para requerer nova suspensão da assembleia por até 60 dias, o avanço das negociações ao longo do próprio dia permitiu que credores e devedores prosseguissem para a votação, culminando na aprovação do plano.
Para Victor D’Elia, advogado responsável pela condução do processo, o resultado reflete a complexidade das negociações e a busca por uma solução capaz de conciliar a preservação da atividade econômica com os interesses dos credores.
“Esta foi uma das recuperações judiciais mais complexas em curso no Estado, não apenas pela dimensão do passivo, superior a R$ 600 milhões, mas principalmente pela natureza dos créditos, pelas garantias envolvidas e pela diversidade de credores. A aprovação em todas as classes demonstra que foi possível construir uma solução equilibrada, capaz de preservar a atividade do grupo e, ao mesmo tempo, considerar os interesses dos credores”, afirma D’Elia.
Credores aprovam novo período de proteção
Além do plano de recuperação, os credores aprovaram, por 73,01% dos créditos presentes e votantes, a concessão de um novo período de proteção de 180 dias.
A medida busca assegurar estabilidade durante a fase inicial de implementação do plano, preservando bens essenciais à atividade produtiva e evitando medidas expropriatórias que possam comprometer a operação e, consequentemente, a capacidade de cumprimento das obrigações assumidas na recuperação.
O resultado da assembleia também evidencia o papel cada vez mais relevante da negociação entre devedores e credores nos processos de recuperação judicial. Em reestruturações de maior complexidade, a construção de soluções consensuais tem se consolidado como instrumento central para compatibilizar a continuidade da atividade empresarial com a recuperação dos créditos.
Nova etapa para o Grupo Nova Fronteira
Com mais de quatro décadas de atuação no agronegócio, o Grupo teve o processamento de sua recuperação judicial deferido em dezembro de 2024 pelo juiz Márcio Guedes, da Vara Especializada de Cuiabá -MT. Na ocasião, o passivo declarado era de R$ 594,3 milhões.
Superada a etapa de deliberação dos credores, o processo entra agora em uma nova fase, voltada à implementação das condições negociadas, ao cumprimento das obrigações previstas no plano e à continuidade das atividades produtivas.
Para João Paulo Marquezam, CEO do Grupo Nova Fronteira, a aprovação representa também uma sinalização ao mercado sobre a continuidade das operações.
“A aprovação passa uma mensagem importante para o mercado: o Grupo Nova Fronteira continua firme na atividade e superou o estado de crise. Depois de um processo longo e de negociações complexas, começa agora uma nova fase, que exige disciplina para cumprir o que foi negociado, manter a produção e reconstruir a relação de confiança com credores, fornecedores e parceiros comerciais”, afirma.
Atualmente, o grupo possui 25 mil hectares de área própria, dos quais 6 mil hectares são destinados ao cultivo de soja, além de estrutura com capacidade para 40 mil animais, entre pastagens e confinamento.
A manutenção dessa estrutura produtiva será um dos principais pilares da nova etapa da reestruturação, ao sustentar a geração de caixa necessária para a continuidade das operações e o cumprimento das obrigações estabelecidas no plano de recuperação judicial.