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Fazendas de ex-presidente vão a leilão por R$ 254 milhões; veja fotos

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Além de presidente do Brasil, João Goularttambém fazia parte de uma família de fazendeiros. Agora, 47 anos depois de sua morte, a terceira geração de descendentes de Jango decidiu leiloar duas propriedades rurais,que juntas somam quase 5.000 hectares, e estão avaliadas em R$ 254 milhões.

A primeira delas, a Fazenda Cinamomo, localizada em Itaqui (RS), possui 2.727 hectares. Com mais de 90% de sua área agricultável, a propriedade, indicada para o cultivo de grãos, será leiloada por R$ 173.900.787.

A “localização é estratégica, com um silo situado a apenas 2 km de distância, pronto para receber e armazenar cereais”, indica o anúncio da Zuleika Matsumura Akimotoleiloeiraoficial responsável por receber os lances.

Conheça Cinomomo, fazenda que será leiloada por R$ 173.900.787.

Atualmente, a Cinamomo é utilizada para a criação de gado e promete estrutura completa e adequada para a atividade pecuária, além de oferecer um “ambiente natural deslumbrante e recursos hídricos para uso na propriedade” por fazer divisa com o Rio Itú.

A segunda, chamada de Presidente João Goulart, será leiloada por R$ 80.716.195.Também localizada no Rio Grande do sul, próximo a São Borja (RS) e Itacurubi, a propriedade possui 2.124 hectares, sendo que 55% da área é destinadas à agricultura e 45% para a pecuária.

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“Um destaque importante é a presença de açudes em todas as invernadas de vertente, garantindo o abastecimento de água em abundância. A localização estratégica também é um ponto positivo dessa fazenda”, indica o anúncio.

Conheça a fazenda Presidente João Goulart que será leiloada por R$ 80.716.195

Fonte – GLOBO RURAL

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Planejamento da granja e vazio sanitário são fundamentais para fortalecer a sanidade na suinocultura, destaca especialista da Embrapa 

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O planejamento adequado das instalações, a produção em lotes e a adoção do vazio sanitário foram os principais temas abordados pelo analista da Embrapa Suínos e Aves, Armando Lopes do Amaral, durante palestra no 5º Simpósio da Suinocultura de Mato Grosso, evento realizado pela Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat). O especialista destacou que a organização da granja é um dos pilares para manter elevados padrões de sanidade e garantir melhores índices produtivos.

Segundo Amaral, uma granja bem planejada permite fortalecer a biosseguridade, conjunto de medidas voltadas para impedir a entrada de agentes infecciosos e reduzir a circulação de doenças dentro da propriedade.

“A instalação é a base de um bom programa sanitário. O ideal é que a granja seja cercada, bem isolada, com controle rigoroso da entrada de pessoas e que as diferentes fases de produção sejam organizadas em salas específicas. Além disso, é importante manter animais da mesma idade juntos, evitando que animais mais velhos transmitam doenças aos mais jovens”, explicou.

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O pesquisador ressaltou que o Brasil já possui um elevado padrão sanitário na produção de suínos, reconhecido internacionalmente, mas alertou que esse resultado exige vigilância constante.

“Chegar a um bom nível sanitário é importante, mas mantê-lo e buscar melhorias contínuas é ainda mais desafiador. Animais saudáveis apresentam melhor desempenho, maior ganho de peso e melhores resultados econômicos para o produtor”, afirmou.

Embora reconheça que muitas granjas mais antigas enfrentam limitações estruturais e altos custos para adequações completas, Amaral destacou que é possível adotar medidas de manejo capazes de reduzir significativamente os riscos sanitários.

Entre elas está a produção em lotes, organizando grupos de matrizes e leitões para que permaneçam juntos durante cada fase produtiva, respeitando o sistema “todos dentro, todos fora”. Essa estratégia facilita a realização do vazio sanitário entre os lotes, permitindo a limpeza, desinfecção e quebra do ciclo de transmissão de agentes causadores de doenças.

“Nem sempre é possível construir novas instalações imediatamente. Mas, mesmo em estruturas existentes, o produtor pode organizar os animais em lotes, manter grupos da mesma idade nas mesmas salas e realizar o vazio sanitário sempre que possível. São medidas que contribuem muito para preservar a sanidade do rebanho”, concluiu o especialista.

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Para o presidente da Acrismat, Frederico Tannure Filho, levar especialistas da Embrapa ao simpósio reforça o compromisso da entidade com a difusão de conhecimento técnico que contribua para o fortalecimento da suinocultura mato-grossense.

“A sanidade é um dos maiores patrimônios da suinocultura brasileira e precisa ser preservada diariamente dentro das granjas. Trazer esse debate para o Simpósio permite que nossos produtores tenham acesso às melhores práticas e entendam que, muitas vezes, melhorias no manejo, no planejamento da produção em lotes e no cumprimento do vazio sanitário geram ganhos expressivos em produtividade e competitividade. A Acrismat trabalha justamente para aproximar o produtor dessas informações e fortalecer cada vez mais a cadeia produtiva em Mato Grosso”, afirmou Frederico Tannure Filho.

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