Search
Close this search box.
CUIABÁ

MATO GROSSO

FIT Pantanal movimentou R$ 10 milhões e prospectou mais de R$ 27 milhões em novos negócios

Publicados

MATO GROSSO

Em quatro dias, a Feira Internacional do Turismo do Pantanal (FIT Pantanal) reuniu cerca de 65 mil pessoas, movimentou cerca de R$ 9,9 milhões em comercialização de produtos. Cerca de 73% do público participante ainda deu nota 10 para o evento realizado pelo Governo de Mato Grosso em parceria com a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Mato Grosso (Fecomércio-MT). Os dados foram apresentados durante coletiva de imprensa nesta segunda-feira (10.06), no Sesc Arsenal.

Ao todo foram 76 reuniões e 195 negociações que geraram a prospecção de R$ 27,5 milhões em negócios.

Neste ano, o evento reuniu 105 artesãos que comercializaram 4.160 peças e faturaram R$ 210,6 mil em quatro dias. Na edição de 2023, foram comercializadas 2.353 peças e os 65 artesãos participantes faturaram juntos R$ 98 mil. Na Feira da Agricultura Familiar e Turismo Rural (FEAFTUR) os 320 empreendedores rurais de 47 municípios venderam cerca de R$ 550 mil. Além disso, 1,4 mil pessoas passaram pela Cozinha Show Rural.

As rodadas de negócios promovidas pelo Sebrae/MT envolveram 25 operadoras divulgando os atrativos turísticos de Mato Grosso para 15 compradores de turismo em São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Paraná, Distrito Federal e Minas Gerais. Outras 13 agências internacionais dos Estados Unidos, Índia, França, Alemanha, Itália, Portugal, Chile e Peru conheceram os produtos de Mato Grosso nos polos do Pantanal, Cerrado, Amazônia e Araguaia.

Leia Também:  Cinco contribuintes ganham prêmios de R$ 50 mil no Nota MT

O secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, César Miranda, destacou o sucesso da FIT Pantanal e dos resultados do investimento de R$ 3,9 milhões do Governo para a realização da feira. Os números apontam que as comercializações de artesanato e da agricultura familiar superaram os do ano passado.

“São números muito positivos, isso é fruto de um trabalho de união entre o Governo por meio da Sedec, Seaf e a Empaer, Fecomércio, Sebrae e pessoas apaixonadas pelo que fazem como os artesãos. Os números dobraram em negócios aumentaram no artesanato. Isso demonstra o compromisso do governador Mauro Mendes e do vice-governador Otaviano Pivetta com o desenvolvimento do turismo e oportunidades aos pequenos. Aí entra o Sebrae com as rodadas de negócios e a prospecção de R$ 27,5 milhões em negócios. Isso é importante, dar oportunidade aos pequenos, para a agricultura familiar ter a oportunidade de mostrar e comercializar seus produtos”, destacou César Miranda.

O secretário adjunto de Agricultura Familiar e Desenvolvimento Rural, Clóvis Figueiredo Cardoso, disse que a FIT Pantanal é fundamental para colocar a agricultura familiar na vitrine, mostrando que a produção é de boa qualidade, tem produtos inovadores e até mesmo para que os mato-grossenses conheçam que o Estado desenvolve cacau e café de qualidade.

“Desde cosméticos até frutas desidratadas da agricultura familiar estavam ali presentes. Eu comprei torresmo prensado! Nunca tinha visto aquilo na minha vida, eu conheço um torresmo, mas prensado parecendo uma rapadura, de sabor inigualável, é algo inovador. Teve a participação indígena, participação quilombola, todos ofertando seus produtos ao público, isso é Mato Grosso e o reflexo da nossa cultura”.

Leia Também:  Acidente matou casal de comerciantes moradores de Chapada

Para o presidente da Fecomércio/MT, José Wenceslau Júnior, a FIT Pantanal consolidou Mato Grosso como destino turístico de destaque, promovendo não apenas o setor, mas também a agricultura familiar, a gastronomia, o artesanato e os negócios gerados. Conforme o Instituto de Pesquisa da Fecomércio apontou que a movimentação financeira pode ter chegado a R$ 9,9 milhões com uma Taxa de Retorno de Investimento de 1,56 sobre o investimento para a realização da feira.

“Apesar de essa ser uma mensuração empresarial, ela constata um retorno muito benéfico considerando a capacidade e a diversificação do seguimento e de municípios que a FIT mostrou com esse impacto. Pessoas de diversos locais do estado e do país compareceram a feira movimentando segmentos de hotéis, transportes, impactando também a economia da baixada cuiabana. Agradeço imensamente a parceria do Governo do Estado, o nosso governador Mauro Mendes, que tem investido cada vez mais no nosso turismo”.

A edição 2025 da FIT Pantanal está marcada entre 5 e 8 de junho, no Centro de Eventos do Pantanal.

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

MATO GROSSO

Queda de 27,5% no preço do suíno vivo em 2026 acende alerta para crise no setor em Mato Grosso

Publicados

em

A suinocultura de Mato Grosso enfrenta um momento de forte pressão econômica em 2026. Levantamento realizado pela Bolsa de Suínos da Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat), indica uma queda expressiva no preço pago ao produtor, sem que essa redução seja percebida pelo consumidor final nos supermercados e açougues.

De acordo com a Acrismat, em janeiro deste ano o quilo do suíno vivo era comercializado a R$ 8,00. Nesta semana, o valor caiu para R$ 5,80 — uma redução de 27,5%. Trata-se do menor patamar registrado desde 25 de abril de 2024, quando o preço estava em R$ 5,60 por quilo.

Apesar da queda significativa tanto no preço do suíno vivo quanto da carcaça, o movimento não tem sido acompanhado pelo varejo. Segundo o setor produtivo, os preços da carne suína em supermercados e açougues permanecem elevados, o que impede que o consumidor final se beneficie da redução.

Outro ponto de preocupação é o aumento dos custos de produção. Atualmente, o suinocultor mato-grossense acumula prejuízo estimado em cerca de R$ 60,00 por animal enviado para abate, o que compromete a sustentabilidade da atividade.

Leia Também:  Especialista climático elogia ações que MT levará à COP 27: "O Estado é modelo de proteção florestal"

O presidente da Acrismat, Frederico Tannure Filho, destaca a necessidade de maior equilíbrio na cadeia produtiva e faz um apelo ao setor varejista:

“Estamos observando uma queda de aproximadamente 30% no preço do suíno vivo e também na carcaça, mas isso não está sendo repassado ao consumidor. É importante que o varejo acompanhe esse movimento, reduzindo os preços na ponta. Dessa forma, conseguimos estimular o consumo de carne suína e, ao mesmo tempo, amenizar os impactos enfrentados pelos produtores”, afirma.

A entidade reforça que a redução no preço ao consumidor pode contribuir para o aumento da demanda, ajudando a reequilibrar o mercado e minimizar os prejuízos no campo. A Acrismat também pede apoio e conscientização dos elos da cadeia para atravessar o atual momento de crise no setor.

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CUIABÁ

VÁRZEA GRANDE

MATO GROSSO

POLÍCIA

MAIS LIDAS DA SEMANA