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Forças de segurança prenderam 150 suspeitos de envolvimento em homicídios e organizações criminosas em Sorriso neste ano

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No município de Sorriso (a 420 km de Cuiabá), entre janeiro e maio deste ano, 150 suspeitos de envolvimento em homicídios e acusados de integrar organização criminosa foram presos nas ações permanentes de enfrentamento ao crime organizado, deflagradas pelas forças de segurança de Mato Grosso.

Do total, 33 foram prisões em flagrante delito de autores e suspeitos de participação em homicídios, ou seja, são casos de criminosos capturados pela polícia instantes ou poucas horas após a prática ou participação em assassinatos.

Por mandados judiciais decretados pelo Poder Judiciário, a partir de inquéritos abertos pela Polícia Judiciária Civil para apurar homicídios, as ações policiais já resultaram em 42 prisões. Esse número se refere às prisões decretadas no curso da apuração e mandados que estavam em aberto.

No trabalho de combate aos grupos criminosos que atuam no tráfico de drogas como meio de financiar outras ações delituosas graves, como homicídios, por exemplo, a ação forte das forças de segurança resultou em 75 prisões, realizadas no âmbito de operações como a Recovery Ultimado e a Dominó.

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No caso da Recovery, prisões decretadas pela Vara Especializada contra o Crime Organizado da Comarca de Sinop tiveram como alvo criminosos de 10 cidades de Mato Grosso e em três estados – Rio de Janeiro, Pará e no Distrito Federal.

A Polícia Militar também tem realizado operações de reforço ao policiamento ostensivo, com atuação ininterrupta, desde janeiro de 2023. A Operação Vitae, por exemplo, deflagrada pela Secretaria Adjunta de Integração Operacional da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), em parceria com o Comando-Geral da PMMT, já está na 15ª edição.

Nessa ação, a população de Sorriso conta com a presença de unidades do policiamento especializado de Cuiabá e outros municípios. Nas ruas da cidade, o reforço ocorre em sistema de revezamento entre Rotam, Bope, Companhia de Motopatrulhamento, Cavalaria e Força Tática.

O secretário de Segurança Pública de Mato Grosso, coronel César Roveri, destaca que há um ano e meio o Governo do Estado instituiu, por meio a Polícia Civil, uma força-tarefa para atuar diretamente no combate a crimes ocorridos em Sorriso e toda região Norte do Estado.

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A força-tarefa é composta por policiais da Delegacia Regional de Sinop, Delegacia de Sorriso, Gerência de Operações Especiais, Gerência de Combate ao Crime Organizado, Delegacia Especializada de Entorpecentes e Diretoria de Inteligência.

“Essas prisões por homicídios e outros crimes resultam do esforço das forças policiais em investigar e responsabilizar criminalmente os envolvidos, e da presença de mais policiais nas ruas prevenindo e reprimindo a violência”, analisa Roveri.

“O Governo do Estado decretou tolerância zero às organizações criminosas. Para isso, investiu e continua investindo na Segurança Pública. Sabemos que o problema das organizações criminosas não é uma questão estadual, mas do Brasil. Reafirmamos que o enfretamento em Sorriso e em todas as regiões onde essas organizações estejam ou possam pensar em atuar será feito na proporção necessária ao restabelecimento e manutenção da ordem social e segurança da população”, completa o secretário.

Fonte: Governo MT – MT

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Grupo Nova Fronteira aprova plano de recuperação judicial com passivo superior a R$ 600 milhões

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Plano foi aprovado em todas as classes de credores e prevê financiamento DIP de R$ 13 milhões; credores também autorizaram novo período de proteção de 180 dias para apoiar a implementação da reestruturação

O Grupo Nova Fronteira teve seu Plano de Recuperação Judicial aprovado pelos credores em Assembleia Geral realizada nesta quarta-feira (26). A decisão representa um dos principais marcos do processo de reestruturação financeira do grupo, que reúne 112 credores e passivo superior a R$ 600 milhões.

A recuperação judicial, conduzida pela ERS Advocacia, envolveu negociações com credores de diferentes perfis, entre eles instituições financeiras públicas e privadas, cooperativas de crédito, fornecedores de insumos e equipamentos agrícolas e agentes financeiros.

O plano recebeu aprovação em todas as classes de credores. Nas classes Trabalhista e de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (ME/EPP), a adesão foi de 100%. Entre os credores com garantia real, o índice de aprovação alcançou 84,18%, enquanto na classe dos quirografários chegou a 66,62%.

Entre as medidas previstas está a contratação de um novo financiamento DIP (debtor-in-possession) de R$ 13 milhões, destinado ao reforço do capital de giro. A operação já foi aprovada pelo Banco BTG, instituição com a qual o Grupo manterá relacionamento comercial.

Embora houvesse autorização judicial para requerer nova suspensão da assembleia por até 60 dias, o avanço das negociações ao longo do próprio dia permitiu que credores e devedores prosseguissem para a votação, culminando na aprovação do plano.

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Para Victor D’Elia, advogado responsável pela condução do processo, o resultado reflete a complexidade das negociações e a busca por uma solução capaz de conciliar a preservação da atividade econômica com os interesses dos credores.

“Esta foi uma das recuperações judiciais mais complexas em curso no Estado, não apenas pela dimensão do passivo, superior a R$ 600 milhões, mas principalmente pela natureza dos créditos, pelas garantias envolvidas e pela diversidade de credores. A aprovação em todas as classes demonstra que foi possível construir uma solução equilibrada, capaz de preservar a atividade do grupo e, ao mesmo tempo, considerar os interesses dos credores”, afirma D’Elia.

Credores aprovam novo período de proteção

Além do plano de recuperação, os credores aprovaram, por 73,01% dos créditos presentes e votantes, a concessão de um novo período de proteção de 180 dias.

A medida busca assegurar estabilidade durante a fase inicial de implementação do plano, preservando bens essenciais à atividade produtiva e evitando medidas expropriatórias que possam comprometer a operação e, consequentemente, a capacidade de cumprimento das obrigações assumidas na recuperação.

O resultado da assembleia também evidencia o papel cada vez mais relevante da negociação entre devedores e credores nos processos de recuperação judicial. Em reestruturações de maior complexidade, a construção de soluções consensuais tem se consolidado como instrumento central para compatibilizar a continuidade da atividade empresarial com a recuperação dos créditos.

Nova etapa para o Grupo Nova Fronteira

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Com mais de quatro décadas de atuação no agronegócio, o Grupo teve o processamento de sua recuperação judicial deferido em dezembro de 2024 pelo juiz Márcio Guedes, da Vara Especializada de Cuiabá -MT. Na ocasião, o passivo declarado era de R$ 594,3 milhões.

Superada a etapa de deliberação dos credores, o processo entra agora em uma nova fase, voltada à implementação das condições negociadas, ao cumprimento das obrigações previstas no plano e à continuidade das atividades produtivas.

Para João Paulo Marquezam, CEO do Grupo Nova Fronteira, a aprovação representa também uma sinalização ao mercado sobre a continuidade das operações.

“A aprovação passa uma mensagem importante para o mercado: o Grupo Nova Fronteira continua firme na atividade e superou o estado de crise. Depois de um processo longo e de negociações complexas, começa agora uma nova fase, que exige disciplina para cumprir o que foi negociado, manter a produção e reconstruir a relação de confiança com credores, fornecedores e parceiros comerciais”, afirma.

Atualmente, o grupo possui 25 mil hectares de área própria, dos quais 6 mil hectares são destinados ao cultivo de soja, além de estrutura com capacidade para 40 mil animais, entre pastagens e confinamento.

A manutenção dessa estrutura produtiva será um dos principais pilares da nova etapa da reestruturação, ao sustentar a geração de caixa necessária para a continuidade das operações e o cumprimento das obrigações estabelecidas no plano de recuperação judicial.

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