MATO GROSSO
Governador agradece policiais que atuaram em Confresa: “Demonstraram que bandido não tem vida fácil em MT”
MATO GROSSO
“Fizemos uma belíssima operação e deixamos o nosso agradecimento, e de toda a população mato-grossense, pela demonstração de que bandido não vai ter vida fácil em Mato Grosso. Essa não é uma ação pontual. No dia a dia temos demonstrado isso. Nossas forças de segurança já compreenderam a importância de trabalharem unidas, e essa sinergia, cada vez mais, produz mais resultados”, destacou o governador.
O governador ressaltou a coragem e bravura dos agentes que atuaram na força-tarefa, e afirmou que os policiais deixaram claro, na prática, que Mato Grosso não irá tolerar a ação de criminosos. Mauro Mendes também destacou e agradeceu o apoio recebido dos estados de Tocantins, Pará, Goiás e Minas Gerais, que auxiliaram nas buscas.
O secretário de Estado de Segurança Pública, coronel César Roveri, avaliou que a operação demonstrou que Mato Grosso está preparado, com agentes altamente capacitados e equipamentos de ponta, para fazer os enfrentamentos contra a criminalidade.
“Não vou me cansar de agradecê-los, enquanto tiver oportunidade, porque as nossas forças de segurança representaram muito bem Mato Grosso. Foi uma grande demonstração de eficiência. Utilizamos todos os meios que temos nessa operação, aeronaves, equipamentos novos, modernos, e nossos policiais, que são extremamente capacitados, e obtivemos resultado positivo”, acrescentou.![]()
Para o comandante da Polícia Militar, Alexandre Mendes, a integração, tanto das equipes mato-grossenses quanto dos governadores, foi essencial para o resultado da operação.
“A atuação conjunta dos governadores, algo que nunca se viu antes, nessa proporção, foi imprescindível para o sucesso da operação. Deixamos um recado forte de que ‘mexeu com um, mexeu com todos’, e isso é muito importante”, afirmou.
O diretor-geral adjunto da Polícia Civil, Rodrigo Bastos, ressaltou que o resultado também é reflexo dos investimentos realizados pelo Governo de Mato Grosso nos últimos anos, em equipamentos e pessoal.
“É reflexo dos investimentos e da valorização do servidor trazidos nessa gestão do governador Mauro Mendes. O esforço por tecnologia e eficiência conseguiu ser captado de ponta a ponta e é um importante momento esse que a gente vive. Nunca houve uma integração tão forte entre Polícia Civil e Militar, e isso também foi o que proporcionou o sucesso da operação e vai gerar frutos muito positivos para a sociedade mato-grossense”, acrescentou.
Ao todo, 18 representantes das forças de segurança participaram do encontro com o governador.
Operação Canguçu
A operação, deflagrada imediatamente após os ataques à Confresa, contou com cerca de 130 agentes das forças policiais de Mato Grosso, e outros 220 dos estados do Tocantins, Pará, Goiás e Minas Gerais.
Ao todo foram 38 dias de busca aos criminosos, que fugiram para o Tocantins após o ataque.
A fase operacional da força-tarefa terminou no dia 17 de maio, com 18 criminosos mortos em confronto com os policiais e cinco presos. Também foram apreendidas 26 armas, dentre elas dois fuzis .50 e 11 AK-47, além de 67 bananas de dinamite, carregadores, milhares de munições, coletes balísticos, capacetes balísticos, materiais explosivos e detonadores, além de coturnos, luvas, joelheiras, cotoveleiras, balaclavas e mochilas.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Grupo Nova Fronteira aprova plano de recuperação judicial com passivo superior a R$ 600 milhões
Plano foi aprovado em todas as classes de credores e prevê financiamento DIP de R$ 13 milhões; credores também autorizaram novo período de proteção de 180 dias para apoiar a implementação da reestruturação
O Grupo Nova Fronteira teve seu Plano de Recuperação Judicial aprovado pelos credores em Assembleia Geral realizada nesta quarta-feira (26). A decisão representa um dos principais marcos do processo de reestruturação financeira do grupo, que reúne 112 credores e passivo superior a R$ 600 milhões.
A recuperação judicial, conduzida pela ERS Advocacia, envolveu negociações com credores de diferentes perfis, entre eles instituições financeiras públicas e privadas, cooperativas de crédito, fornecedores de insumos e equipamentos agrícolas e agentes financeiros.
O plano recebeu aprovação em todas as classes de credores. Nas classes Trabalhista e de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (ME/EPP), a adesão foi de 100%. Entre os credores com garantia real, o índice de aprovação alcançou 84,18%, enquanto na classe dos quirografários chegou a 66,62%.
Entre as medidas previstas está a contratação de um novo financiamento DIP (debtor-in-possession) de R$ 13 milhões, destinado ao reforço do capital de giro. A operação já foi aprovada pelo Banco BTG, instituição com a qual o Grupo manterá relacionamento comercial.
Embora houvesse autorização judicial para requerer nova suspensão da assembleia por até 60 dias, o avanço das negociações ao longo do próprio dia permitiu que credores e devedores prosseguissem para a votação, culminando na aprovação do plano.
Para Victor D’Elia, advogado responsável pela condução do processo, o resultado reflete a complexidade das negociações e a busca por uma solução capaz de conciliar a preservação da atividade econômica com os interesses dos credores.
“Esta foi uma das recuperações judiciais mais complexas em curso no Estado, não apenas pela dimensão do passivo, superior a R$ 600 milhões, mas principalmente pela natureza dos créditos, pelas garantias envolvidas e pela diversidade de credores. A aprovação em todas as classes demonstra que foi possível construir uma solução equilibrada, capaz de preservar a atividade do grupo e, ao mesmo tempo, considerar os interesses dos credores”, afirma D’Elia.
Credores aprovam novo período de proteção
Além do plano de recuperação, os credores aprovaram, por 73,01% dos créditos presentes e votantes, a concessão de um novo período de proteção de 180 dias.
A medida busca assegurar estabilidade durante a fase inicial de implementação do plano, preservando bens essenciais à atividade produtiva e evitando medidas expropriatórias que possam comprometer a operação e, consequentemente, a capacidade de cumprimento das obrigações assumidas na recuperação.
O resultado da assembleia também evidencia o papel cada vez mais relevante da negociação entre devedores e credores nos processos de recuperação judicial. Em reestruturações de maior complexidade, a construção de soluções consensuais tem se consolidado como instrumento central para compatibilizar a continuidade da atividade empresarial com a recuperação dos créditos.
Nova etapa para o Grupo Nova Fronteira
Com mais de quatro décadas de atuação no agronegócio, o Grupo teve o processamento de sua recuperação judicial deferido em dezembro de 2024 pelo juiz Márcio Guedes, da Vara Especializada de Cuiabá -MT. Na ocasião, o passivo declarado era de R$ 594,3 milhões.
Superada a etapa de deliberação dos credores, o processo entra agora em uma nova fase, voltada à implementação das condições negociadas, ao cumprimento das obrigações previstas no plano e à continuidade das atividades produtivas.
Para João Paulo Marquezam, CEO do Grupo Nova Fronteira, a aprovação representa também uma sinalização ao mercado sobre a continuidade das operações.
“A aprovação passa uma mensagem importante para o mercado: o Grupo Nova Fronteira continua firme na atividade e superou o estado de crise. Depois de um processo longo e de negociações complexas, começa agora uma nova fase, que exige disciplina para cumprir o que foi negociado, manter a produção e reconstruir a relação de confiança com credores, fornecedores e parceiros comerciais”, afirma.
Atualmente, o grupo possui 25 mil hectares de área própria, dos quais 6 mil hectares são destinados ao cultivo de soja, além de estrutura com capacidade para 40 mil animais, entre pastagens e confinamento.
A manutenção dessa estrutura produtiva será um dos principais pilares da nova etapa da reestruturação, ao sustentar a geração de caixa necessária para a continuidade das operações e o cumprimento das obrigações estabelecidas no plano de recuperação judicial.