MATO GROSSO
“Governador construiu não só um projeto de ferrovia, mas todo um projeto logístico para MT”, afirma diretor de multinacional
MATO GROSSO
O diretor-presidente da Rumo S/A, Beto Abreu, afirmou que o governador Mauro Mendes construiu um projeto logístico para a infraestrutura de Mato Grosso, voltado a desenvolver todas as regiões do estado. Durante o evento XP Agro Conference, em São Paulo, nesta quarta-feira (01.02), o CEO da multinacional destacou os robustos investimentos feitos pelo governador nos últimos quatro anos para ampliar a malha rodoviária.
Ele ainda mencionou a liderança de Mauro Mendes para a autorização da 1ª Ferrovia Estadual, que está sendo construída pela Rumo e vai ser um marco para o agro, a indústria, o comércio e a geração de empregos em Mato Grosso.
“O governador não só absorveu e liderou esse processo, como também – pela estabilidade fiscal – conseguiu construir não um projeto de ferrovia, mas um projeto logístico para o Estado. Porque a ferrovia está sendo construída junto com 2500 km de rodovia que o Governo do Estado fez nos últimos quatro anos”, disse ele.

Beto Abreu pontuou que a pavimentação realizada pelo Governo do Estado foi realizada de forma estratégica, de modo a desenvolver a economia das regiões beneficiadas.
“Esses 2500 km de rodovias chegaram onde as indústrias estão sendo desenvolvidas, onde os terminais precisam ser instalados, onde passam os anéis viários. Então nós sabemos que isso está sendo construído a quatro mãos para se ter um amplo projeto de infraestrutura para o estado”, frisou.
O CEO da Rumo ainda pontuou o acerto do Governo de Mato Grosso em liderar a implantação da ferrovia estadual, que vai ligar Rondonópolis a Cuiabá e também Rondonópolis a Nova Mutum e Lucas do Rio Verde, se conectando à malha nacional até chegar ao Porto de Santos (SP).
“Mato Grosso já é responsável por metade das exportações de grãos do país. E mesmo assim, não está entre os 10 maiores em malha ferroviária. E isso está mudando agora”, disse.
Além de Beto Abreu e do próprio governador Mauro Mendes, participaram do painel “Infraestrutura, Logística e Trading do Agro” o chairman da Keppler Weber, Marcelo Lima, e o CEO da Alvean, Paulo Roberto de Souza.
Fonte: GOV MT
MATO GROSSO
Grupo Nova Fronteira aprova plano de recuperação judicial com passivo superior a R$ 600 milhões
Plano foi aprovado em todas as classes de credores e prevê financiamento DIP de R$ 13 milhões; credores também autorizaram novo período de proteção de 180 dias para apoiar a implementação da reestruturação
O Grupo Nova Fronteira teve seu Plano de Recuperação Judicial aprovado pelos credores em Assembleia Geral realizada nesta quarta-feira (26). A decisão representa um dos principais marcos do processo de reestruturação financeira do grupo, que reúne 112 credores e passivo superior a R$ 600 milhões.
A recuperação judicial, conduzida pela ERS Advocacia, envolveu negociações com credores de diferentes perfis, entre eles instituições financeiras públicas e privadas, cooperativas de crédito, fornecedores de insumos e equipamentos agrícolas e agentes financeiros.
O plano recebeu aprovação em todas as classes de credores. Nas classes Trabalhista e de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (ME/EPP), a adesão foi de 100%. Entre os credores com garantia real, o índice de aprovação alcançou 84,18%, enquanto na classe dos quirografários chegou a 66,62%.
Entre as medidas previstas está a contratação de um novo financiamento DIP (debtor-in-possession) de R$ 13 milhões, destinado ao reforço do capital de giro. A operação já foi aprovada pelo Banco BTG, instituição com a qual o Grupo manterá relacionamento comercial.
Embora houvesse autorização judicial para requerer nova suspensão da assembleia por até 60 dias, o avanço das negociações ao longo do próprio dia permitiu que credores e devedores prosseguissem para a votação, culminando na aprovação do plano.
Para Victor D’Elia, advogado responsável pela condução do processo, o resultado reflete a complexidade das negociações e a busca por uma solução capaz de conciliar a preservação da atividade econômica com os interesses dos credores.
“Esta foi uma das recuperações judiciais mais complexas em curso no Estado, não apenas pela dimensão do passivo, superior a R$ 600 milhões, mas principalmente pela natureza dos créditos, pelas garantias envolvidas e pela diversidade de credores. A aprovação em todas as classes demonstra que foi possível construir uma solução equilibrada, capaz de preservar a atividade do grupo e, ao mesmo tempo, considerar os interesses dos credores”, afirma D’Elia.
Credores aprovam novo período de proteção
Além do plano de recuperação, os credores aprovaram, por 73,01% dos créditos presentes e votantes, a concessão de um novo período de proteção de 180 dias.
A medida busca assegurar estabilidade durante a fase inicial de implementação do plano, preservando bens essenciais à atividade produtiva e evitando medidas expropriatórias que possam comprometer a operação e, consequentemente, a capacidade de cumprimento das obrigações assumidas na recuperação.
O resultado da assembleia também evidencia o papel cada vez mais relevante da negociação entre devedores e credores nos processos de recuperação judicial. Em reestruturações de maior complexidade, a construção de soluções consensuais tem se consolidado como instrumento central para compatibilizar a continuidade da atividade empresarial com a recuperação dos créditos.
Nova etapa para o Grupo Nova Fronteira
Com mais de quatro décadas de atuação no agronegócio, o Grupo teve o processamento de sua recuperação judicial deferido em dezembro de 2024 pelo juiz Márcio Guedes, da Vara Especializada de Cuiabá -MT. Na ocasião, o passivo declarado era de R$ 594,3 milhões.
Superada a etapa de deliberação dos credores, o processo entra agora em uma nova fase, voltada à implementação das condições negociadas, ao cumprimento das obrigações previstas no plano e à continuidade das atividades produtivas.
Para João Paulo Marquezam, CEO do Grupo Nova Fronteira, a aprovação representa também uma sinalização ao mercado sobre a continuidade das operações.
“A aprovação passa uma mensagem importante para o mercado: o Grupo Nova Fronteira continua firme na atividade e superou o estado de crise. Depois de um processo longo e de negociações complexas, começa agora uma nova fase, que exige disciplina para cumprir o que foi negociado, manter a produção e reconstruir a relação de confiança com credores, fornecedores e parceiros comerciais”, afirma.
Atualmente, o grupo possui 25 mil hectares de área própria, dos quais 6 mil hectares são destinados ao cultivo de soja, além de estrutura com capacidade para 40 mil animais, entre pastagens e confinamento.
A manutenção dessa estrutura produtiva será um dos principais pilares da nova etapa da reestruturação, ao sustentar a geração de caixa necessária para a continuidade das operações e o cumprimento das obrigações estabelecidas no plano de recuperação judicial.
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