MATO GROSSO
Governador de MT dá ordem de serviço para obra de reforma da regional da Sema em Juína
MATO GROSSO
A Secretaria de Meio Ambiente de Mato Grosso (Sema-MT) deu início à obra de ampliação e modernização da sede do órgão no município de Juína (a 733 km de Cuiabá). A unidade descentraliza os serviços do órgão ambiental e abrange outras sete cidades no interior do Estado: Brasnorte, Castanheira, Juruena, Cotriguaçu, Colniza, Aripuanã e Rondolândia.
A ordem de serviço para a Diretoria de Unidade Desconcentrada (DUD) de Juína foi dada nesta sexta-feira (19.04) pelo governador Mauro Mendes, durante a entrega de 75 casas populares e mais de mil escrituras no município.
O investimento aplicado é de R$ 509 mil, resultado de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) celebrado com a Secretaria de Estado de Meio Ambiente. A previsão é que a obra seja concluída em setembro deste ano. O prédio da DUD em Juína foi inaugurado no ano de 2000.
“Hoje, assinamos a ordem de serviço de mais uma obra relevante para a Sema-MT. Após 24 anos da sua inauguração, essa será a primeira reforma da DUD de Juína. Serão seis meses de obra e o valor investido provém de recursos do programa de conversão de multas ambientais. Está tudo pronto para começar”, afirmou a secretária da Sema-MT, Mauren Lazzaretti.
A atual estrutura passará por melhorias na recepção de atendimento ao público, sala de reuniões, dentre outras, com o objetivo de garantir um ambiente mais moderno e acolhedor aos munícipes, explicou a superintendente de Gestão da Desconcentração e Descentralização (SGDD/Sema), Helen Farias Ferreira.![]()
Conforme o diretor da DUD em Juína, Dione Marciolli, para além dos reparos provocados pelo desgaste natural da estrutura ao longo dos anos, a reforma marca um passo significativo na melhoria e expansão dos serviços atualmente oferecidos pela Sema na região.
“Com um foco renovado no licenciamento ambiental e na fiscalização de flora, fauna e pesca, estamos fortalecendo a nossa capacidade de proteger e preservar os recursos naturais preciosos da região. Além disso, é importante ressaltar o papel vital que a unidade de Juína desempenha como um posto avançado da Sema em uma região estratégica do Estado”, disse ao acrescentar, ainda, que “além de servir como suporte logístico, a modernização ajudará a equipe a cumprir suas missões de forma mais eficaz e abrangente”.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Grupo Nova Fronteira aprova plano de recuperação judicial com passivo superior a R$ 600 milhões
Plano foi aprovado em todas as classes de credores e prevê financiamento DIP de R$ 13 milhões; credores também autorizaram novo período de proteção de 180 dias para apoiar a implementação da reestruturação
O Grupo Nova Fronteira teve seu Plano de Recuperação Judicial aprovado pelos credores em Assembleia Geral realizada nesta quarta-feira (26). A decisão representa um dos principais marcos do processo de reestruturação financeira do grupo, que reúne 112 credores e passivo superior a R$ 600 milhões.
A recuperação judicial, conduzida pela ERS Advocacia, envolveu negociações com credores de diferentes perfis, entre eles instituições financeiras públicas e privadas, cooperativas de crédito, fornecedores de insumos e equipamentos agrícolas e agentes financeiros.
O plano recebeu aprovação em todas as classes de credores. Nas classes Trabalhista e de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (ME/EPP), a adesão foi de 100%. Entre os credores com garantia real, o índice de aprovação alcançou 84,18%, enquanto na classe dos quirografários chegou a 66,62%.
Entre as medidas previstas está a contratação de um novo financiamento DIP (debtor-in-possession) de R$ 13 milhões, destinado ao reforço do capital de giro. A operação já foi aprovada pelo Banco BTG, instituição com a qual o Grupo manterá relacionamento comercial.
Embora houvesse autorização judicial para requerer nova suspensão da assembleia por até 60 dias, o avanço das negociações ao longo do próprio dia permitiu que credores e devedores prosseguissem para a votação, culminando na aprovação do plano.
Para Victor D’Elia, advogado responsável pela condução do processo, o resultado reflete a complexidade das negociações e a busca por uma solução capaz de conciliar a preservação da atividade econômica com os interesses dos credores.
“Esta foi uma das recuperações judiciais mais complexas em curso no Estado, não apenas pela dimensão do passivo, superior a R$ 600 milhões, mas principalmente pela natureza dos créditos, pelas garantias envolvidas e pela diversidade de credores. A aprovação em todas as classes demonstra que foi possível construir uma solução equilibrada, capaz de preservar a atividade do grupo e, ao mesmo tempo, considerar os interesses dos credores”, afirma D’Elia.
Credores aprovam novo período de proteção
Além do plano de recuperação, os credores aprovaram, por 73,01% dos créditos presentes e votantes, a concessão de um novo período de proteção de 180 dias.
A medida busca assegurar estabilidade durante a fase inicial de implementação do plano, preservando bens essenciais à atividade produtiva e evitando medidas expropriatórias que possam comprometer a operação e, consequentemente, a capacidade de cumprimento das obrigações assumidas na recuperação.
O resultado da assembleia também evidencia o papel cada vez mais relevante da negociação entre devedores e credores nos processos de recuperação judicial. Em reestruturações de maior complexidade, a construção de soluções consensuais tem se consolidado como instrumento central para compatibilizar a continuidade da atividade empresarial com a recuperação dos créditos.
Nova etapa para o Grupo Nova Fronteira
Com mais de quatro décadas de atuação no agronegócio, o Grupo teve o processamento de sua recuperação judicial deferido em dezembro de 2024 pelo juiz Márcio Guedes, da Vara Especializada de Cuiabá -MT. Na ocasião, o passivo declarado era de R$ 594,3 milhões.
Superada a etapa de deliberação dos credores, o processo entra agora em uma nova fase, voltada à implementação das condições negociadas, ao cumprimento das obrigações previstas no plano e à continuidade das atividades produtivas.
Para João Paulo Marquezam, CEO do Grupo Nova Fronteira, a aprovação representa também uma sinalização ao mercado sobre a continuidade das operações.
“A aprovação passa uma mensagem importante para o mercado: o Grupo Nova Fronteira continua firme na atividade e superou o estado de crise. Depois de um processo longo e de negociações complexas, começa agora uma nova fase, que exige disciplina para cumprir o que foi negociado, manter a produção e reconstruir a relação de confiança com credores, fornecedores e parceiros comerciais”, afirma.
Atualmente, o grupo possui 25 mil hectares de área própria, dos quais 6 mil hectares são destinados ao cultivo de soja, além de estrutura com capacidade para 40 mil animais, entre pastagens e confinamento.
A manutenção dessa estrutura produtiva será um dos principais pilares da nova etapa da reestruturação, ao sustentar a geração de caixa necessária para a continuidade das operações e o cumprimento das obrigações estabelecidas no plano de recuperação judicial.
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