MATO GROSSO
Governador: “É um grande orgulho ver o nosso ensino de robótica levar alunos a campeonatos mundiais”
MATO GROSSO
Estudantes de cinco escolas de Sinop, que fazem parte da equipe Canintech, garantiram uma vaga no campeonato mundial de robótica, em Houston, nos Estados Unidos.
Os alunos da equipe Agrobot, de Rondonópolis, também visitaram o governador. Eles ajudaram a equipe Canintech a garantir a vaga, que é conquistada por aliança. Mas só a Canintech vai disputar o mundial em razão da melhor pontuação no ranking geral.
Mauro Mendes parabenizou os alunos pela conquista e destacou a parceria com o Sesi-MT e Senai-MT, que os auxiliaram na formação técnica.
“Fico muito feliz em saber que os filhos da escola pública estão tendo essa oportunidade, que vai permitir que voem longe, não só até Houston, mas a lugares que talvez nunca sonharam. É um grande orgulho ver o nosso ensino de robótica levar alunos a campeonatos mundiais. Tenho certeza que estamos no caminho certo com essas parcerias firmadas e vamos colher bons resultados”, afirmou.
O governador garantiu que o Governo de Mato Grosso vai potencializar o ensino de robótica na rede pública estadual. Até agora, mais de R$ 60 milhões foram investidos e cerca de 34 mil estudantes foram beneficiados.
“Já temos essas aulas em 102 escolas estaduais, mas vamos ampliar ainda mais esse ano. Queremos chegar a 500 escolas que oferecem o ensino de robótica e mecatrônica. Essa oportunidade vai garantir uma excelente qualificação profissional, que é isso que o mercado busca, e também um futuro brilhante para esses alunos, baseado na experiência e conhecimento que vão adquirir em disciplinas tão importantes dentro das novas tecnolgias”, enfatizou.
O estudante Guilherme Cajaíba, da Escola Estadual Edeli Mantovani, de Sinop, e integrante da equipe Canintech, fez uma demonstração dos robôs vencedores, que chegam a 56 quilos. Ele relatou a ansiedade e a expectativa pelo mundial, que acontecerá em abril.
“Vamos treinar bastante e tentar a melhor pontuação possível. Essa experiência vai impactar muito a vida pessoal e profissional dos estudantes que estão envolvidos no processo. Vamos levar isso para o resto das nossas vidas”, destacou.
A estudante da Escola Estadual La Salle, em Rondonópolis, Letícia Freitas, integrante da Agrobot, destacou o trabalho entre as duas equipes.
“Ninguém ganha ou perde sozinho. É sempre um trabalho em equipe. E sem os investimentos feitos pelo Governo, nós não conseguiríamos. Isso abriu portas para quem não teria condições. Vamos inspirar novos estudantes a seguir esse caminho”, afirmou.
A equipe Canintech vai competir na modalidade FIRST Robotic Competition (FRC) no mundial de Houston. A FRC é considerada a olimpíada dos robôs e é a categoria mais avançada, com robôs de porte industrial.![]()
Ensino de Robótica nas Escolas Estaduais
As atividades da robótica educacional são alinhadas à Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e contemplam a metodologia STEAM (Ciências, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática) e a Cultura Maker – aprender fazendo, o que permite a multidisciplinaridade e uma aprendizagem mais significativa.
A Robótica Educacional também faz parte da política Tecnologia no Ambiente Escolar, que é uma das 30 políticas do Plano EducAção 10 Anos, cujo objetivo é colocar a educação pública de Mato Grosso entre as cinco mais bem avaliadas do país até 2032.
Em dezembro de 2023, a Seduc realizou o 1º Torneio de Robótica Educacional de MT, com a participação de equipes das escolas envolvidas. A segunda edição do evento está prevista para ocorrer no final de 2024.
Fonte: Governo MT – MT
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Grupo Nova Fronteira aprova plano de recuperação judicial com passivo superior a R$ 600 milhões
Plano foi aprovado em todas as classes de credores e prevê financiamento DIP de R$ 13 milhões; credores também autorizaram novo período de proteção de 180 dias para apoiar a implementação da reestruturação
O Grupo Nova Fronteira teve seu Plano de Recuperação Judicial aprovado pelos credores em Assembleia Geral realizada nesta quarta-feira (26). A decisão representa um dos principais marcos do processo de reestruturação financeira do grupo, que reúne 112 credores e passivo superior a R$ 600 milhões.
A recuperação judicial, conduzida pela ERS Advocacia, envolveu negociações com credores de diferentes perfis, entre eles instituições financeiras públicas e privadas, cooperativas de crédito, fornecedores de insumos e equipamentos agrícolas e agentes financeiros.
O plano recebeu aprovação em todas as classes de credores. Nas classes Trabalhista e de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (ME/EPP), a adesão foi de 100%. Entre os credores com garantia real, o índice de aprovação alcançou 84,18%, enquanto na classe dos quirografários chegou a 66,62%.
Entre as medidas previstas está a contratação de um novo financiamento DIP (debtor-in-possession) de R$ 13 milhões, destinado ao reforço do capital de giro. A operação já foi aprovada pelo Banco BTG, instituição com a qual o Grupo manterá relacionamento comercial.
Embora houvesse autorização judicial para requerer nova suspensão da assembleia por até 60 dias, o avanço das negociações ao longo do próprio dia permitiu que credores e devedores prosseguissem para a votação, culminando na aprovação do plano.
Para Victor D’Elia, advogado responsável pela condução do processo, o resultado reflete a complexidade das negociações e a busca por uma solução capaz de conciliar a preservação da atividade econômica com os interesses dos credores.
“Esta foi uma das recuperações judiciais mais complexas em curso no Estado, não apenas pela dimensão do passivo, superior a R$ 600 milhões, mas principalmente pela natureza dos créditos, pelas garantias envolvidas e pela diversidade de credores. A aprovação em todas as classes demonstra que foi possível construir uma solução equilibrada, capaz de preservar a atividade do grupo e, ao mesmo tempo, considerar os interesses dos credores”, afirma D’Elia.
Credores aprovam novo período de proteção
Além do plano de recuperação, os credores aprovaram, por 73,01% dos créditos presentes e votantes, a concessão de um novo período de proteção de 180 dias.
A medida busca assegurar estabilidade durante a fase inicial de implementação do plano, preservando bens essenciais à atividade produtiva e evitando medidas expropriatórias que possam comprometer a operação e, consequentemente, a capacidade de cumprimento das obrigações assumidas na recuperação.
O resultado da assembleia também evidencia o papel cada vez mais relevante da negociação entre devedores e credores nos processos de recuperação judicial. Em reestruturações de maior complexidade, a construção de soluções consensuais tem se consolidado como instrumento central para compatibilizar a continuidade da atividade empresarial com a recuperação dos créditos.
Nova etapa para o Grupo Nova Fronteira
Com mais de quatro décadas de atuação no agronegócio, o Grupo teve o processamento de sua recuperação judicial deferido em dezembro de 2024 pelo juiz Márcio Guedes, da Vara Especializada de Cuiabá -MT. Na ocasião, o passivo declarado era de R$ 594,3 milhões.
Superada a etapa de deliberação dos credores, o processo entra agora em uma nova fase, voltada à implementação das condições negociadas, ao cumprimento das obrigações previstas no plano e à continuidade das atividades produtivas.
Para João Paulo Marquezam, CEO do Grupo Nova Fronteira, a aprovação representa também uma sinalização ao mercado sobre a continuidade das operações.
“A aprovação passa uma mensagem importante para o mercado: o Grupo Nova Fronteira continua firme na atividade e superou o estado de crise. Depois de um processo longo e de negociações complexas, começa agora uma nova fase, que exige disciplina para cumprir o que foi negociado, manter a produção e reconstruir a relação de confiança com credores, fornecedores e parceiros comerciais”, afirma.
Atualmente, o grupo possui 25 mil hectares de área própria, dos quais 6 mil hectares são destinados ao cultivo de soja, além de estrutura com capacidade para 40 mil animais, entre pastagens e confinamento.
A manutenção dessa estrutura produtiva será um dos principais pilares da nova etapa da reestruturação, ao sustentar a geração de caixa necessária para a continuidade das operações e o cumprimento das obrigações estabelecidas no plano de recuperação judicial.