MATO GROSSO
Governador inaugura asfalto novo em Tangará da Serra e Santo Afonso
MATO GROSSO
O governador Mauro Mendes estará, nesta sexta-feira (20.10), em Tangará da Serra e Santo Afonso para entregar 37 km de asfalto novo na MT-240 e vistoriar obras.
A agenda do governador começa às 7h30, em Tangará da Serra, com entrevista para a Rádio Serra FM. Em seguida, às 8h, ele vai vistoriar as obras do Hospital Regional e, no local, concede entrevista coletiva. O Hospital Regional de Tangará da Serra está com 14% da obra realizada e o investimento total na unidade será de R$ 119,2 milhões.
Ainda pela manhã, às 9h30, Mauro Mendes vistoria obras de asfalto urbano e de instalação de lâmpadas de LED em Tangará da Serra. O Governo de Mato Grosso destinou 7.607 luminárias para o município, com investimento de R$ 5,2 milhões pelo Programa MT Iluminado. Além disso, R$ 11,7 milhões foram repassados, por meio de convênio com o município, para obras de asfaltamento de ruas dos setores W e S.
Às 10h30, o governador segue para Santo Afonso, pela MT-240, e vistoria as obras da escola estadual Patriarca da Independência, no Distrito de Progresso.
Às 12h, ocorre o evento de entrega de 37 km de asfalto novo da MT-240, entre Santo Afonso e Tangará da Serra. Ver a rodovia asfaltada era um sonho antigo dos moradores da região, principalmente, dos dois municípios.
Foram investidos R$ 23,7 milhões na obra, que contou com a parceria das duas prefeituras. Santo Afonso destinou R$ 1,3 milhão e Tangará da Serra, R$ 2,6 milhões.
Confira a programação completa:
Tangará da Serra
7h30 – Entrevista para Rádio Serra FM
8h – Vistoria às obras do Hospital Regional
9h – Entrevista coletiva no hospital
9h30 – Vistoria às obras de asfalto urbano e de instalação das lâmpadas de LED
10h30 – Deslocamento para Santo Afonso pela MT-240
– Vistoria nas obras da escola estadual Patriarca da Independência, no Distrito de Progresso
Santo Afonso
12h – Entrega dos 37 km de asfalto novo da MT-240, entre Santo Afonso e Tangará da Serra
15h – Retorno para Cuiabá
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Grupo Nova Fronteira aprova plano de recuperação judicial com passivo superior a R$ 600 milhões
Plano foi aprovado em todas as classes de credores e prevê financiamento DIP de R$ 13 milhões; credores também autorizaram novo período de proteção de 180 dias para apoiar a implementação da reestruturação
O Grupo Nova Fronteira teve seu Plano de Recuperação Judicial aprovado pelos credores em Assembleia Geral realizada nesta quarta-feira (26). A decisão representa um dos principais marcos do processo de reestruturação financeira do grupo, que reúne 112 credores e passivo superior a R$ 600 milhões.
A recuperação judicial, conduzida pela ERS Advocacia, envolveu negociações com credores de diferentes perfis, entre eles instituições financeiras públicas e privadas, cooperativas de crédito, fornecedores de insumos e equipamentos agrícolas e agentes financeiros.
O plano recebeu aprovação em todas as classes de credores. Nas classes Trabalhista e de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (ME/EPP), a adesão foi de 100%. Entre os credores com garantia real, o índice de aprovação alcançou 84,18%, enquanto na classe dos quirografários chegou a 66,62%.
Entre as medidas previstas está a contratação de um novo financiamento DIP (debtor-in-possession) de R$ 13 milhões, destinado ao reforço do capital de giro. A operação já foi aprovada pelo Banco BTG, instituição com a qual o Grupo manterá relacionamento comercial.
Embora houvesse autorização judicial para requerer nova suspensão da assembleia por até 60 dias, o avanço das negociações ao longo do próprio dia permitiu que credores e devedores prosseguissem para a votação, culminando na aprovação do plano.
Para Victor D’Elia, advogado responsável pela condução do processo, o resultado reflete a complexidade das negociações e a busca por uma solução capaz de conciliar a preservação da atividade econômica com os interesses dos credores.
“Esta foi uma das recuperações judiciais mais complexas em curso no Estado, não apenas pela dimensão do passivo, superior a R$ 600 milhões, mas principalmente pela natureza dos créditos, pelas garantias envolvidas e pela diversidade de credores. A aprovação em todas as classes demonstra que foi possível construir uma solução equilibrada, capaz de preservar a atividade do grupo e, ao mesmo tempo, considerar os interesses dos credores”, afirma D’Elia.
Credores aprovam novo período de proteção
Além do plano de recuperação, os credores aprovaram, por 73,01% dos créditos presentes e votantes, a concessão de um novo período de proteção de 180 dias.
A medida busca assegurar estabilidade durante a fase inicial de implementação do plano, preservando bens essenciais à atividade produtiva e evitando medidas expropriatórias que possam comprometer a operação e, consequentemente, a capacidade de cumprimento das obrigações assumidas na recuperação.
O resultado da assembleia também evidencia o papel cada vez mais relevante da negociação entre devedores e credores nos processos de recuperação judicial. Em reestruturações de maior complexidade, a construção de soluções consensuais tem se consolidado como instrumento central para compatibilizar a continuidade da atividade empresarial com a recuperação dos créditos.
Nova etapa para o Grupo Nova Fronteira
Com mais de quatro décadas de atuação no agronegócio, o Grupo teve o processamento de sua recuperação judicial deferido em dezembro de 2024 pelo juiz Márcio Guedes, da Vara Especializada de Cuiabá -MT. Na ocasião, o passivo declarado era de R$ 594,3 milhões.
Superada a etapa de deliberação dos credores, o processo entra agora em uma nova fase, voltada à implementação das condições negociadas, ao cumprimento das obrigações previstas no plano e à continuidade das atividades produtivas.
Para João Paulo Marquezam, CEO do Grupo Nova Fronteira, a aprovação representa também uma sinalização ao mercado sobre a continuidade das operações.
“A aprovação passa uma mensagem importante para o mercado: o Grupo Nova Fronteira continua firme na atividade e superou o estado de crise. Depois de um processo longo e de negociações complexas, começa agora uma nova fase, que exige disciplina para cumprir o que foi negociado, manter a produção e reconstruir a relação de confiança com credores, fornecedores e parceiros comerciais”, afirma.
Atualmente, o grupo possui 25 mil hectares de área própria, dos quais 6 mil hectares são destinados ao cultivo de soja, além de estrutura com capacidade para 40 mil animais, entre pastagens e confinamento.
A manutenção dessa estrutura produtiva será um dos principais pilares da nova etapa da reestruturação, ao sustentar a geração de caixa necessária para a continuidade das operações e o cumprimento das obrigações estabelecidas no plano de recuperação judicial.