MATO GROSSO
Governador lidera em todos os cenários da Percent, mas oposição está viva com Emanuel, Wellington e Leitão
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No quarto ano de
mandato, o atual governador Mauro Mendes (DEM) lidera em todos os prováveis cenários eleitorais, testados na primeira pesquisa estadualizada de 2022, realizada pela Percent, em parceria com a TV Cuiabá e portal ODOCUMENTO.
Quando apresentados seis nomes aos entrevistados, o chefe do Executivo desponta na frente com 33,7% das intenções de votos. Empatados tecnicamente em segundo lugar, o senador Wellington Fagundes (PL), e o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), alcançaram 20,6% e 15%, respectivamente.
O ex-deputado federal, Nilson Leitão (PSDB), surpreendeu com 9,8% das citações na sondagem quantitativa. O bom desempenho do ex-prefeito de Sinop o projeta em eventual disputa ao Palácio Paiaguas, principalmente se conquistar o apoio do presidente, Jair Bolsonaro, líder ao Alvorada, em Mato Grosso, com 47,7% na pesquisa Percent, divulgada ontem (3) pelo portal ODOCUMENTO.
Outros dois nomes, o prefeito de Rondonópolis, José Carlos do Pátio (Solidariedade), e o servidor público, Gilberto Lopes (Psol), pontuaram com 1,7% e 1,5%, seguindo a ordem decrescente.
A Percent testou ainda, cenário sem a presença de Emanuel, uma vez que o prefeito cuiabano dificilmente renunciará três anos de mandato para concorrer ao Governo. Neste quadro, Mendes amplia a frente e alcança 37,7% das intenções de votos, contra 25% de Wellington. Conforme gráfico abaixo, outros três nomes pontuaram com menos de 3%.
Espontânea
Faltando cerca de sete meses para o primeiro turno das eleições gerais, a Percent investigou ainda a opinião espontânea dos entrevistados. Mais uma vez, o atual governador é o líder. Ele puxou a ponta da tabela com 19,5%, seguido pelo senador liberal que obteve 9,1%, além de Pinheiro com 7%. Leitão cravou 4,1% na espontânea. Os demais citados ficaram abaixo de 1%.
Eleitores ainda estão indecisos quanto a disputa ao Governo do Estado: pela pesquisa da Percent são quase 50%
Rejeição
A recusa do eleitorado mato-grossense mostrou-se dividida entre os ferrenhos adversários, Mauro Mendes e Emanuel Pinheiro. Eles estão numericamente empatados. Pinheiro é rechaçado por 15,9% da população, e Mendes amarga 15% de rejeição. Os demais nomes ficaram em posição mais confortável, em se tratando de repulsa na hora do voto.
“Se o Mauro (governador) confirmar a disputa pela reeleição, ele entra no circuito com um certo favoritismo. Os números da pesquisa dizem por si só. Porém, a oposição segue com a chama acesa. Ainda mais se os adversários e aliados do governador se unirem, com apoio de Bolsonaro, contra ele. Neste caso, o jogo fica zerado”, avaliou Ronye Steffan, sócio da Percent.
Recusa dos eleitores mato-grossenses se divide entre Mauro e Emanuel, que trocam farpas diariamente pela mídia
Campo
A Percent aplicou a técnica survey de opinião, entrevistando 824 pessoas de forma presencial. O intervalo de confiança é de 95%, com margem de erro de 3,44% para mais ou para menos. Por conta da enorme dimensão territorial, além das fortes chuvas que caíram em Mato Grosso no último mês, o trabalho de campo se estendeu entre os dias 17 a 23 de fevereiro. Como determina a legislação eleitoral em vigor, a pesquisa foi devidamente registrada junto ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE), com os números BR-05109/2022 e MT-04555/2022.
FONTE/ REPOST: O DOCUMENTO
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Grupo Nova Fronteira aprova plano de recuperação judicial com passivo superior a R$ 600 milhões
Plano foi aprovado em todas as classes de credores e prevê financiamento DIP de R$ 13 milhões; credores também autorizaram novo período de proteção de 180 dias para apoiar a implementação da reestruturação
O Grupo Nova Fronteira teve seu Plano de Recuperação Judicial aprovado pelos credores em Assembleia Geral realizada nesta quarta-feira (26). A decisão representa um dos principais marcos do processo de reestruturação financeira do grupo, que reúne 112 credores e passivo superior a R$ 600 milhões.
A recuperação judicial, conduzida pela ERS Advocacia, envolveu negociações com credores de diferentes perfis, entre eles instituições financeiras públicas e privadas, cooperativas de crédito, fornecedores de insumos e equipamentos agrícolas e agentes financeiros.
O plano recebeu aprovação em todas as classes de credores. Nas classes Trabalhista e de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (ME/EPP), a adesão foi de 100%. Entre os credores com garantia real, o índice de aprovação alcançou 84,18%, enquanto na classe dos quirografários chegou a 66,62%.
Entre as medidas previstas está a contratação de um novo financiamento DIP (debtor-in-possession) de R$ 13 milhões, destinado ao reforço do capital de giro. A operação já foi aprovada pelo Banco BTG, instituição com a qual o Grupo manterá relacionamento comercial.
Embora houvesse autorização judicial para requerer nova suspensão da assembleia por até 60 dias, o avanço das negociações ao longo do próprio dia permitiu que credores e devedores prosseguissem para a votação, culminando na aprovação do plano.
Para Victor D’Elia, advogado responsável pela condução do processo, o resultado reflete a complexidade das negociações e a busca por uma solução capaz de conciliar a preservação da atividade econômica com os interesses dos credores.
“Esta foi uma das recuperações judiciais mais complexas em curso no Estado, não apenas pela dimensão do passivo, superior a R$ 600 milhões, mas principalmente pela natureza dos créditos, pelas garantias envolvidas e pela diversidade de credores. A aprovação em todas as classes demonstra que foi possível construir uma solução equilibrada, capaz de preservar a atividade do grupo e, ao mesmo tempo, considerar os interesses dos credores”, afirma D’Elia.
Credores aprovam novo período de proteção
Além do plano de recuperação, os credores aprovaram, por 73,01% dos créditos presentes e votantes, a concessão de um novo período de proteção de 180 dias.
A medida busca assegurar estabilidade durante a fase inicial de implementação do plano, preservando bens essenciais à atividade produtiva e evitando medidas expropriatórias que possam comprometer a operação e, consequentemente, a capacidade de cumprimento das obrigações assumidas na recuperação.
O resultado da assembleia também evidencia o papel cada vez mais relevante da negociação entre devedores e credores nos processos de recuperação judicial. Em reestruturações de maior complexidade, a construção de soluções consensuais tem se consolidado como instrumento central para compatibilizar a continuidade da atividade empresarial com a recuperação dos créditos.
Nova etapa para o Grupo Nova Fronteira
Com mais de quatro décadas de atuação no agronegócio, o Grupo teve o processamento de sua recuperação judicial deferido em dezembro de 2024 pelo juiz Márcio Guedes, da Vara Especializada de Cuiabá -MT. Na ocasião, o passivo declarado era de R$ 594,3 milhões.
Superada a etapa de deliberação dos credores, o processo entra agora em uma nova fase, voltada à implementação das condições negociadas, ao cumprimento das obrigações previstas no plano e à continuidade das atividades produtivas.
Para João Paulo Marquezam, CEO do Grupo Nova Fronteira, a aprovação representa também uma sinalização ao mercado sobre a continuidade das operações.
“A aprovação passa uma mensagem importante para o mercado: o Grupo Nova Fronteira continua firme na atividade e superou o estado de crise. Depois de um processo longo e de negociações complexas, começa agora uma nova fase, que exige disciplina para cumprir o que foi negociado, manter a produção e reconstruir a relação de confiança com credores, fornecedores e parceiros comerciais”, afirma.
Atualmente, o grupo possui 25 mil hectares de área própria, dos quais 6 mil hectares são destinados ao cultivo de soja, além de estrutura com capacidade para 40 mil animais, entre pastagens e confinamento.
A manutenção dessa estrutura produtiva será um dos principais pilares da nova etapa da reestruturação, ao sustentar a geração de caixa necessária para a continuidade das operações e o cumprimento das obrigações estabelecidas no plano de recuperação judicial.

