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Governador nega viés político em intervenção na Secretaria de Saúde de Cuiabá

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O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (União Brasil), questionado pela imprensa durante entrevista coletiva no Palácio Paiaguás, durante a posse do segundo mandato, sobre a intervenção na saúde pública de Cuiabá, da gestão do prefeito Emanuel Pinheiro (MDB), lamentou que isso tenha ocorrido, mas afirmou que isso era uma questão lógica por conta dos escândalos no setor. “Eu lamento que tenha chegado a esse estágio de coisas, que a justiça tenha determinado ao Estado fazer uma intervenção”, disse Mendes.

Conforme o governador, “foi determinado, nomeamos o interventor e ao contrário do que muitos pensavam, nomeamos uma pessoa absolutamente técnica, sem nenhum viés político. Colocamos lá para que possa fazer um trabalho de diagnosticar o que aconteceu, de fazer um serviço melhor na saúde da Capital”, destacou.

“Eu lamento, mas temos que reconhecer que houve uma série de fatores que chegaram a isso. Sucessivas trocas de secretários, escândalos, corrupção, muita coisa ruim aconteceu na saúde de Cuiabá, prisão de secretários, e isso seria muito lógico o que está acontecendo. Quando não há gestão, seriedade, quando não há responsabilidade com a condução da coisa pública, quem paga o preço é a população”, disse Mendes.

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O governador disse ainda, só para citar um exemplo, que hoje não tem sequer um leito de UTI disponível para pacientes com covid em Cuiabá. “Leito de UTI, hoje, não tem, nem de enfermaria para pacientes com covid. Se o cidadão cuiabano precisar, não conta com a Prefeitura de Cuiabá, que é uma referência, que é gestão plena, que teria que prestar o serviço à Capital, a Baixada, ao Estado”.

O governador informou que o Estado tem 30 leitos de UTI em Cuiabá e, segundo ele, estão todos lotados. “Estamos abrindo mais leitos em Cuiabá e agora nessa nova administração, teremos novidades nos próximos dias. O Governo do Estado, inclusive, financia esses leitos, basta ter mais eficiência, mais competência”, declarou.

PEDRO LUIZ 

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“Tumores cerebrais estão entre as principais causas de óbitos em crianças”, reforça especialista

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O mês de maio é marcado pela campanha Maio Cinza, dedicada à conscientização sobre os tumores cerebrais, uma condição grave que exige atenção, informação e acesso rápido ao diagnóstico e tratamento adequado. A iniciativa busca alertar a população sobre sinais e sintomas, além de reforçar a importância da detecção precoce para aumentar as chances de controle da doença e melhorar a qualidade de vida dos pacientes.

O Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima cerca de 11.400 novos casos anuais de câncer cerebral e do sistema nervoso no Brasil. Em Mato Grosso, a taxa projetada fica em torno de 140 casos. De acordo com o médico cancerologista pediátrico e coordenador científico do projeto de Diagnóstico Precoce da Associação de Amigos da Criança com Câncer (AACCMT), Dr. Wolney Taques (CRM-MT 3592, Cancerologia Pediátrica-RQE-48), os tumores cerebrais estão entre as condições neurológicas mais complexas e desafiadoras da medicina e as que mais causam óbitos.

“Sabemos que esses tumores podem acometer pessoas de qualquer idade. No entanto, em crianças, eles estão entre as principais causas de mortalidade, juntamente com casos de leucemia e linfoma. Trata-se de um tipo de câncer bastante agressivo, que pode deixar sequelas”, explicou o médico.

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Embora não sejam necessariamente a forma mais comum de câncer, eles estão associados à alta gravidade clínica, especialmente devido ao impacto que podem causar em funções vitais do sistema nervoso central. Em muitos casos, o diagnóstico tardio contribui para a piora do prognóstico, o que torna a conscientização ainda mais essencial.

Entre os principais sintomas que merecem atenção estão dores de cabeça persistentes e progressivas, alterações visuais, convulsões, mudanças de comportamento, dificuldades motoras e problemas de fala ou memória. A presença desses sinais não significa necessariamente a existência de um tumor, mas indica a necessidade de avaliação médica especializada.

O diagnóstico precoce é um dos fatores mais importantes para o sucesso do tratamento. Exames de imagem, como tomografia computadorizada e ressonância magnética são fundamentais para identificar alterações no cérebro e permitir a definição da conduta terapêutica mais adequada, que pode incluir cirurgia, radioterapia e quimioterapia, dependendo do caso.

“É fundamental destacar que crianças que apresentem sintomas devem ser avaliadas por um médico pediatra. Caso haja suspeita de tumor cerebral, o encaminhamento imediato para um especialista em oncologia pediátrica é essencial, pois aumenta as chances de cura e reduz o risco de sequelas. Tanto o pediatra quanto o especialista em oncologia pediátrica podem solicitar exames de imagem, como tomografia computadorizada ou ressonância magnética, que são decisivos para confirmar o diagnóstico”, concluiu.

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Ao longo desses 27 anos, a AACCMT já acompanhou cerca de 900 crianças e adolescentes e realizou mais de 25.638 mil atendimentos. Entre eles alguns casos de tumores cerebrais.

“Nosso objetivo é oferecer todo o apoio necessário para que crianças e adolescentes possam realizar o tratamento adequado e receber acompanhamento psicológico, com a participação da família, sem comprometer a rotina escolar por estarem afastados de casa”, pontuou o vice-presidente da AACCMT, Benildes Firmo.

Sobre a AACCMT

A AACMT é uma instituição sem fins lucrativos que oferece hospedagem gratuita para crianças com câncer e um acompanhante. Os assistidos vêm do interior de Mato Grosso, de outros estados, de áreas indígenas e até de outros países, em busca de tratamento em centros especializados de oncologia pediátrica em Cuiabá.

A associação disponibiliza também alimentação, transporte, atendimento psicossocial e acompanhamento multiprofissional, iniciativas que fazem a diferença na jornada de quem enfrenta a doença. Tudo isso é realizado de forma gratuita.

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