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Governo de Mato Grosso zera a fila de solicitações por cirurgia bariátrica pelo SUS

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O Governo de Mato Grosso zerou a fila de solicitações por cirurgia bariátrica no Hospital Metropolitano, em Várzea Grande, com a realização de mais de mil cirurgias realizadas no último ano, na unidade gerida pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT).

Atualmente, há apenas 10 solicitações autorizadas para o procedimento cirúrgico, que já têm agendamento confirmado para este mês de agosto.

O secretário estadual de Saúde, Gilberto Figueiredo, explicou que ainda há pessoas aguardando por consulta e exames para a cirurgia, contudo, as solicitações que já estavam autorizadas foram 100% sanadas pela gestão.

“Estamos trabalhando muito para acelerar a realização de consultas e exames, mas já é uma grande vitória poder dizer que praticamente não temos espera pela cirurgia bariátrica em Mato Grosso. Todos os pacientes que estavam autorizados para o procedimento cirúrgico foram prontamente atendidos e, justamente por essa eficiência, a tendência é aumentar a procura pela cirurgia”, avaliou.

Durante os primeiros seis meses de 2023, o Hospital Metropolitano estabeleceu a meta de realizar 100 cirurgias bariátricas por mês. A meta chegou a ser superada no mês de março.

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Para a diretora da unidade, Cristiane de Oliveira, o resultado é fruto do intenso trabalho realizado pelas equipes multidisciplinares do hospital.

“Estamos contentes com esse resultado, pois a espera pela cirurgia bariátrica foi drasticamente reduzida em Mato Grosso. Os pacientes que têm a autorização para a cirurgia conseguem agendar com muita celeridade, graças ao trabalho de uma equipe muito dedicada. Agora queremos intensificar o agendamento para consultas e exames, de forma a otimizar o processo como um todo”, ponderou a gestora.

Entre julho de 2022 e julho de 2023, também foram realizadas 4.902 consultas com cirurgião bariátrico, 911 ultrassonografias, 1.272 espirometrias, 1.095 endoscopias e 289 colonoscopias pelo Hospital Metropolitano.

Critérios para a bariátrica

O critério para a indicação da cirurgia bariátrica é o Índice de Massa Corporal (IMC) acima de 40 ou acima de 35 com comorbidades associadas à obesidade. Uma vez que há a indicação médica, o paciente é regulado pela rede de Atenção Primária e encaminhado para o hospital via Central de Regulação para avaliação inicial com o cirurgião.

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Confirmada a classificação, abre-se o protocolo pré-operatório, que envolve exames e consultas com endocrinologista, pneumologista, cardiologista, psiquiatra, nutricionista e psicólogo. Assim que o paciente estiver apto, a cirurgia é autorizada e agendada.

Fonte: Governo MT – MT

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Grupo Nova Fronteira aprova plano de recuperação judicial com passivo superior a R$ 600 milhões

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Plano foi aprovado em todas as classes de credores e prevê financiamento DIP de R$ 13 milhões; credores também autorizaram novo período de proteção de 180 dias para apoiar a implementação da reestruturação

O Grupo Nova Fronteira teve seu Plano de Recuperação Judicial aprovado pelos credores em Assembleia Geral realizada nesta quarta-feira (26). A decisão representa um dos principais marcos do processo de reestruturação financeira do grupo, que reúne 112 credores e passivo superior a R$ 600 milhões.

A recuperação judicial, conduzida pela ERS Advocacia, envolveu negociações com credores de diferentes perfis, entre eles instituições financeiras públicas e privadas, cooperativas de crédito, fornecedores de insumos e equipamentos agrícolas e agentes financeiros.

O plano recebeu aprovação em todas as classes de credores. Nas classes Trabalhista e de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (ME/EPP), a adesão foi de 100%. Entre os credores com garantia real, o índice de aprovação alcançou 84,18%, enquanto na classe dos quirografários chegou a 66,62%.

Entre as medidas previstas está a contratação de um novo financiamento DIP (debtor-in-possession) de R$ 13 milhões, destinado ao reforço do capital de giro. A operação já foi aprovada pelo Banco BTG, instituição com a qual o Grupo manterá relacionamento comercial.

Embora houvesse autorização judicial para requerer nova suspensão da assembleia por até 60 dias, o avanço das negociações ao longo do próprio dia permitiu que credores e devedores prosseguissem para a votação, culminando na aprovação do plano.

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Para Victor D’Elia, advogado responsável pela condução do processo, o resultado reflete a complexidade das negociações e a busca por uma solução capaz de conciliar a preservação da atividade econômica com os interesses dos credores.

“Esta foi uma das recuperações judiciais mais complexas em curso no Estado, não apenas pela dimensão do passivo, superior a R$ 600 milhões, mas principalmente pela natureza dos créditos, pelas garantias envolvidas e pela diversidade de credores. A aprovação em todas as classes demonstra que foi possível construir uma solução equilibrada, capaz de preservar a atividade do grupo e, ao mesmo tempo, considerar os interesses dos credores”, afirma D’Elia.

Credores aprovam novo período de proteção

Além do plano de recuperação, os credores aprovaram, por 73,01% dos créditos presentes e votantes, a concessão de um novo período de proteção de 180 dias.

A medida busca assegurar estabilidade durante a fase inicial de implementação do plano, preservando bens essenciais à atividade produtiva e evitando medidas expropriatórias que possam comprometer a operação e, consequentemente, a capacidade de cumprimento das obrigações assumidas na recuperação.

O resultado da assembleia também evidencia o papel cada vez mais relevante da negociação entre devedores e credores nos processos de recuperação judicial. Em reestruturações de maior complexidade, a construção de soluções consensuais tem se consolidado como instrumento central para compatibilizar a continuidade da atividade empresarial com a recuperação dos créditos.

Nova etapa para o Grupo Nova Fronteira

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Com mais de quatro décadas de atuação no agronegócio, o Grupo teve o processamento de sua recuperação judicial deferido em dezembro de 2024 pelo juiz Márcio Guedes, da Vara Especializada de Cuiabá -MT. Na ocasião, o passivo declarado era de R$ 594,3 milhões.

Superada a etapa de deliberação dos credores, o processo entra agora em uma nova fase, voltada à implementação das condições negociadas, ao cumprimento das obrigações previstas no plano e à continuidade das atividades produtivas.

Para João Paulo Marquezam, CEO do Grupo Nova Fronteira, a aprovação representa também uma sinalização ao mercado sobre a continuidade das operações.

“A aprovação passa uma mensagem importante para o mercado: o Grupo Nova Fronteira continua firme na atividade e superou o estado de crise. Depois de um processo longo e de negociações complexas, começa agora uma nova fase, que exige disciplina para cumprir o que foi negociado, manter a produção e reconstruir a relação de confiança com credores, fornecedores e parceiros comerciais”, afirma.

Atualmente, o grupo possui 25 mil hectares de área própria, dos quais 6 mil hectares são destinados ao cultivo de soja, além de estrutura com capacidade para 40 mil animais, entre pastagens e confinamento.

A manutenção dessa estrutura produtiva será um dos principais pilares da nova etapa da reestruturação, ao sustentar a geração de caixa necessária para a continuidade das operações e o cumprimento das obrigações estabelecidas no plano de recuperação judicial.

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